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Estudo revela que 40% dos acidentes ocorrem ao estacionar

Levantamento aponta marcha à ré como grande "vilã" dos motoristas

Por Vitor Matsubara 27 dez 2016, 17h20

Pequenas batidas podem acontecer na hora de parar o carro. No entanto, um levantamento realizado pela Allianz aponta que esse tipo de ocorrência é mais comum do que imaginamos: cerca de 40% dos acidentes veiculares que resultam em perdas ou danos materiais ocorrem durante as manobras de estacionamento.

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O estudo foi realizado pelo centro de tecnologia da seguradora em conjunto com a Continental AG, fabricante de pneus e acessórios automotivos. “A frequência dos acidentes que ocorrem durante o estacionamento e as manobras aumentou mais de 30% nos últimos dez anos e correspondem a 44% dos incidentes com perdas ou danos materiais e 39% das colisões físicas de danos plenos”, afirmou Rüdiger Hackhausen, chefe de Reivindicações da Allianz Versicherungs-AG.

O levantamento indica que um dos principais motivos para esse aumento está nas mudanças nos formatos dos veículos nas últimas décadas, que ficaram mais largos e compridos e perderam visibilidade por conta das mudanças na estrutura e no design da área envidraçada. O tamanho das vagas, em compensação, não acompanhou o crescimento dos carros. Caminhonetes e vans são responsáveis por 30% mais acidentes do que veículos compactos.

Dentro da estatística dos acidentes, a grande maioria dos casos acontece em manobras de marcha à ré, responsáveis por mais de 70% dos sinistros e aproximadamente 85% dos pedidos de indenização por danos materiais plenos. Quase a metade dos pedidos de indenização, aliás, são decorrentes de batidas de um veículo que estava estacionando e dando marcha à ré contra outro parado. Outra curiosidade do estudo é que uma a cada cinco ocorrências envolveu dois carros que colidiram quando ambos estavam parando de marcha à ré. Embora a porcentagem de acidentes que demandam o acionamento do seguro automotivo por lesões corporais seja relativamente baixa (4%), os casos que envolvem pedestres ou ciclistas costumam ser mais graves e vitimam pessoas a partir de 65 anos.

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