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Carro de F1 virtual é segredo da Mercedes para acertar seus carros

Para economizar tempo e dinheiro gastos com testes nas pistas, a Mercedes construiu um F-1 virtual, 99% fiel ao protótipo real

Por Eduardo Passos 2 fev 2021, 10h10
Além dos modelos dirigidos por Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, há um Mercedes W11 na nuvem computacional
Além dos modelos dirigidos por Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, há um Mercedes W11 na nuvem computacional Divulgação/Mercedes-Benz

Que a Fórmula 1 está na vanguarda das tecnologias não é segredo pra ninguém. Mas para otimizar processos e economizar tempo e dinheiro, há construtores inovando até na área computacional. Um deles é a campeã Mercedes, que se uniu à TIBCO – empresa americana especializada em computação na nuvem – para revolucionar tomadas de decisão nas pistas usando supercomputadores.

A ideia foi construir um carro virtual, com 99% dos sistemas de um F-1 sendo simulados em alta precisão. A partir disso, informações do mundo real são usadas para calcular as melhores decisões e ajustes possíveis aos monopostos.

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“Antes levávamos em conta só aerodinâmica, motor e piloto na análise de uma corrida”, destaca o diretor de engenharia da TIBCO, Márcio Arbex, ressaltando os 300 sensores no bólido de 2020 e seus 10.000 dados gerados a todo instante.

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O trabalho do supercomputador começa por analisar informações de corridas já realizadas, em anos anteriores, no circuito da vez, para prever a estratégia ideal para a prova desta temporada. Quando os treinos começam, táticas são atualizadas com base em variáveis do presente, como as condições climáticas, por exemplo. 

Joio e trigo

Dos 45 TB de dados de um GP, cerca de 8% são enviados à nuvem para análise. O desafio é distinguir “precisamente informações relevantes do resto”, diz Toto Wolff, diretor executivo da equipe.

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Arte/Quatro Rodas

Até o pódio, são gerados cerca de 45 TB de dados, sendo que 3,5 TB são enviados à sede da equipe Mercedes, na Inglaterra, em tempo real. A agilidade de processamento permite que, até na mesma volta, a informação atravesse o mundo e retorne ao cockpit em forma de ajustes em todas as partes que o regulamento permite. 

“A automação é tanta que até poderíamos frear o carro no momento em que quiséssemos”, completa o engenheiro.

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