Correio Técnico: Qual a utilidade do voltímetro?

Quase extinto, o marcador pode voltar a ganhar importância entre os carros modernos

Manômetro de óleo e voltímetro do Nissan 350Z

Manômetro de óleo e voltímetro do Nissan 350Z (Bruno Guerreiro/Quatro Rodas)

O voltímetro é figura fácil em nossas páginas da seção Grandes Brasileiros. Mas só lá.

Em carros modernos, este mostrador praticamente desapareceu. No máximo, aparece em alguma tela dos computadores de bordo.

Mas o que ele faz? Como o nome explica, mede a tensão (voltagem) que chega à bateria do veículo.

No passado, a recarga da bateria do carro era feita por dínamo, que dependia diretamente da rotação do motor para gerar eletricidade. Ou seja: não recarregava a bateria em marcha lenta.

Além disso, continuava alimentando a bateria mesmo quando ela estava com carga completa, diminuindo sua vida útil. Tinha tudo para dar errado. Por isso era importante ficar atento à tensão que chegava nos polos da bateria.

Nissan GT-R Tela configurável do Nissan GT-R permite a exibição de vários dados, entre eles, o voltímetro (na imagem, não consta entre os mostradores)

Tela configurável do Nissan GT-R permite a exibição de vários dados, entre eles, o voltímetro (na imagem, não consta entre os mostradores) (Marco de Bari/Quatro Rodas)

A solução começou a aparecer no Brasil na década de 1970. Chama-se alternador, que gera corrente alternada que depois passa por um regulador de voltagem. Este componente permitia a recarga em qualquer rotação e até atingir a carga completa.

Se antes era preciso ficar atento ao voltímetro para não ficar na mão no trânsito, com o alternador e sistemas elétricos mais eficientes o voltímetro virou enfeite.

Em geral, a tensão que chega na bateria varia entre 12,9 e 13,5 volts. Mas pode ser maior em carros com sistema start-stop, com alternador mais eficiente e baterias de recarga mais rápida.

Outra variável é dos carros com gerenciador eletrônico do alternador, que aciona o equipamento apenas quando não é necessária toda a força do motor. Assim é possível reduzir sensivelmente o consumo.

Com o voltímetro é possível saber quando o alternador está em operação. Mas é claro que apenas os gearheads mais exigentes se importarão com isso.

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  1. Marco Aurélio Rossett Flôres.

    Muito interessante a reportagem, principalmente quanto ao histórico. No entanto, algumas dúvidas permaneceram: Quando se disse “Tinha tudo para dar errado. Por isso era importante ficar atento à tensão que chegava nos polos da bateria.”, qual era o tipo de atenção demandada pelo motorista ? Se o ponteiro pendesse para o lado esquerdo, o que é que poderia estar acontecendo ? Que medidas o motorista deveria tomar imediatamente e posteriormente ? E se o ponteiro pendesse para a direita, o que é que poderia estar acontecendo ? Que medidas o motorista deveria tomar imediatamente e posteriormente ?

    Também não entendi como é que o motorista iria saber quando é que a bateria estava ou não completamente carregada. Que informações esse ponteiro passava com relação a isso ? E, se se verificasse que a bateria já estava completamente carregada, o que poderia ser feito pelo motorista para evitar ou diminuir a possibilidade de avarias ? Manter os faróis ligados ?

    E se houvesse algum problema no sistema, como é que o motorista ficaria sabendo antes de tentar ligar o carro e verificar que o mesmo não ligava ?

    “Nos carros a partir da déc. 70 (…) o Voltímetro passou a virar enfeite.” Na minha opinião, um enfeite bonito e legal, que não deveria ter saído dos carros. Por isso todo o meu interesse por esta reportagem e também pela aplicação prática das informações proporcionadas pelo instrumento em extinção.

    Interessante lembrar que as camionetes S-10 modelo 2.003 e anteriores traziam em seu painel um Voltímetro, mas que tinha dupla função. Já não sei mais explicar direito (e nem o Manual do Proprietário também sabia explicar os meandros do instrumento), mas me parece que, quando a chave estava na posição desligada, o ponteiro mostrava a Carga (Amperes) da bateria; e quando a gente dava partida, aí sim o ponteiro passava a indicar a Tensão (Volts) que chegavam a ela, vindo do alternador. Não me lembro bem se era isso, mas o repórter responsável pela matéria em comento poderá investigar melhor, caso queira… Infelizmente, esse ponteiro, bem como o da Pressão do Óleo, deixou de constar nos painéis da S-10 a partir do modelo 2.004 (que é o meu, para a minha infelicidade…! — Ah, como eu gostaria desses 2 reloginhos no meu painel ! E de outros mais, como o da Pressão da Turbina, por exemplo.)

    Para finalizar, sobre a parte final da matéria “Com o voltímetro é possível saber quando o alternador está em operação. Mas é claro que apenas os gearheads mais exigentes se importarão com isso.”, como é que o Voltímetro nos mostra quando é que o alternador está ou não em operação ?

    Obrigado !

  2. Marco Aurélio Rossett Flôres.

    É, deu pra ver que eu sou um desses “Gearheads” exigentes… Já li numa reportagem que dizia que o Voltímetro e o Indicador de Pressão do Óleo foram retirados da S-10 por motivos de “custo” [ não sei que “custo” a Chevrolet entendia que esses 2 indicadores geravam numa camionete que custava dezenas de milhares de Reais !]; e já ouvi alguns mecânicos dizerem que os indicadores saíram “porque davam muitos problemas”. Gostaria de saber as reais razões, e julgá-las (im)procedentes.