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Correio Técnico: motocicletas usam cânister, como nos carros?

Características distintas dos veículos de duas rodas não necessariamente os isentam de usar itens para reduzir a poluição

Por Rodrigo Ribeiro - 24 set 2019, 07h00
Motos de grande cilindrada já usam cânister e outros recursos anti-poluição Divulgação/Honda

Motocicletas precisam de cânister? – Felipe Casarini, Cuiabá (MT)

Sim, mas esse equipamento, um filtro de carvão ativo que evita a saída do combustível evaporado do tanque para a atmosfera, é mais comum nas motos de maior cilindrada.

Por serem leves, as motocicletas precisam de motores menores, que, por consequência, poluem menos.

É por esse motivo que recursos de redução de consumo e emissões, como injeção eletrônica, catalisador e cânister, demoram mais a ser implementados nas motos.

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Vale destacar que as motocicletas precisam atender à mesma legislação antipoluição que rege os automóveis e que o aumento gradual das exigências de emissões também ocorre com os veículos de duas rodas.

Por isso, motos como a Honda CRF Africa Twin, com motor 1.0, já contam com esse recurso.

No controle

Os freios ABS das motos precisam ser projetados para não prejudicar as curvas Continental/Divulgação

Mas há diversos aspectos técnicos em que as motos diferem dos veículos. O controle de estabilidade convencional, por exemplo, não pode ser aplicado nas motocicletas, ainda que elas possam usar controle de tração, ABS e até airbag.

A principal diferença é que os motociclistas alteram o balanço de freio entre os eixos da moto para otimizar a dinâmica dela em frenagens e curvas.

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Como o carro tem na maior parte do tempo quatro pontos de apoio, é possível deixar esse ajuste para a eletrônica (ou válvulas equalizadoras em modelos mais antigos).

Naturalmente que isso impede uma moto com controlador de velocidade adaptativo e qualquer outro sistema de condução semi-autônoma.

Isso não significa que as motos vão ficar paradas no tempo: já há tecnologias capazes de fazer com que uma moto se mantenha sempre equilibrada, reduzindo o risco de quedas em paradas.

Esses sistemas ainda estão em desenvolvimento, mas podem ser aplicados a médio prazo nos modelos de produção.

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Tem outras dúvidas? Envie sua pergunta para correiotecnico@abril.com.br!

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