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Câmbio do Cruze

Proprietários reclamam das constantes visitas às autorizadas para resolver falhas no câmbio automático do Cruze

Por Waldez Carmo Amorim | foto: Eugênio Sávio Atualizado em 22 abr 2021, 14h42 - Publicado em 14 dez 2012, 16h29

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Quem compra um sedã equipado com transmissão automática espera conforto e comodidade. Para alguns proprietários de Chevrolet Cruze, no entanto, o câmbio acaba dando trabalho em dobro, seja não funcionando corretamente, seja obrigando o motorista a fazer constantes ou longas visitas à concessionária a fim de solucionar o defeito de uma vez por todas.

Dono de um Cruze LT 2011, o comerciante Fernando Pinho Falcão, de São Paulo (SP), já perdeu a conta de quantas vezes sofreu com as falhas na transmissão automática. “Com 800 km começaram os problemas do câmbio, que travava nas reduções de terceira para segunda marcha. Se for somar as dez vezes que tentaram consertar, eu fiquei mais de 45 dias sem carro nos quatro meses em que o veículo estava comigo.”

O industrial Marcos Geraldo de Oliveira, de Belo Horizonte (MG), explica que o câmbio travou diversas vezes em terceira ou não conseguia reduzir ou avançar as marchas. “Em outros momentos ele ficava em Neutro, nenhuma marcha entrava e o carro não saía do lugar. Outras vezes, a marcha só entrava quando eu pisava no freio. E tudo com menos de 1 000 km rodados”, diz o proprietário de um Cruze LT 2011. “Só resolveu quando o levei à concessionária pela segunda vez e esperei um mês para o novo câmbio chegar.”

A troca de peças para solucionar o problema é uma prática comum das concessionárias para conseguir eliminar falhas, como relata o advogado André Viesseri, de Porto Alegre (RS), dono de um Cruze LT 2011. “Com seis meses de uso, o câmbio automático não acertava as marchas, até que uma hora parava de funcionar. Todas as vezes que eu ligava o carro, não saía da posição P. Eu tinha de desligar o motor, colocar em N, pisar no freio e então religá-lo. Depois o câmbio só funcionava quando eu dava umas batidinhas na alavanca”, afirma André. “O problema só foi sanado depois que o veículo ficou parado na concessionária por dois dias e trocaram o módulo eletrônico respon- sável pela troca de marchas.”

O POVO RECLAMA

“Os trancos e a demora nas respostas do câmbio me fizeram vender o carro com seis meses de uso. Cansei de levar meu Cruze
à concessionária.”

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Anderson Pereira Bravo, administrador de empresas, petrópolis (RJ)

“O câmbio começou a patinar
já no quinto dia
de uso. Quem me garante que a peça não quebrará quando a garantia acabar?”

Sérgio Luiz Silva Braga, funcionário público, Feira de santana (BA)

REPOSTA

A GM afirma
que sua “área de serviço não registra qualquer tipo de problema no câmbio do Cruze” e que os casos indicados na reportagem
são pontuais.

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