Mesmo que tragam uma condução mais suave e silenciosa, os veículos elétricos também estão provocando um efeito colateral curioso, pessoas têm relatado uma sensação de enjoo ao andar nesses carros.
O cérebro humano foi condicionado, por mais de um século, a interpretar sinais físicos e sonoros que existem nos motores a combustão. Nos carros elétricos, eles não existem e isso gera consequências.
Enquanto motores a combustão emitem ruído, vibrações e mudanças de rotação perceptíveis, os elétricos operam quase sem som. A ausência dessas pistas sensoriais prejudicam a sincronização entre os sistemas responsáveis pela percepção de movimento: visão, audição e sistema vestibular — quando essas partes do corpo não se comunicam bem entre si, surge o enjoo.
A situação tende a piorar para quem está no banco traseiro ou tenta usar o celular. A falta da visão clara da estrada ou envolvimento com a condução, tornam o passageiro ainda mais vulnerável.
Algumas montadoras vem testando soluções, uma delas seria o uso de óculos com líquido interno, que simula a linha do horizonte e ajuda o cérebro a “recalibrar” sua percepção de movimento. Há também abordagens mais sofisticadas, como sistemas de conforto ativo integrados ao interior do veículo.