A partir de agosto, o combustível de origem vegetal passa a corresponder a 32% de cada litro de gasolina. No entanto, o etanol que é misturado na gasolina é diferente daquele disponível nas bombas dos postos de combustíveis.
Embora a origem seja idêntica, o etanol adicionado à gasolina passa por um processo industrial extra para reduzir significativamente a quantidade de água em sua composição.
A principal diferença entre os dois produtos está no teor de umidade. O etanol hidratado, aquele vendido nos postos, pode ter até 7,5% de água permitida por lei. É por causa desta fração de água, inclusive, que os carros chegam a soltar vapores pelo escape quando abastecidos com etanol.
Já o etanol anidro, misturado atualmente na proporção de 32% na gasolina comum e 25% na premium, tem sua concentração de umidade limitada a no máximo (ou até cerca de 0,7% dependendo da norma técnica regulatória específica).
Se o álcool comum fosse misturado à gasolina, a água decantaria junto com o etanol e criaria uma camada isolada no fundo. A gasolina, que tem densidade menor, ficaria na parte de cima. O combustível perderia sua homogeneidade.