Segundo Mario Pinheiro, especialista em dinâmica veicular da SAE Brasil: "A pouca inclinação do vidro traseiro nesses tipos de carroceria implica que, principalmente em baixas velocidades, seja criada uma zona de baixa pressão, gerando turbulência que atrai e acumula os resíduos vindos do caminho à frente e não permite uma autolimpeza como nos sedãs, por exemplo”.
A retirada do limpador tem mais relevância quando se pensa em redução de peso (com ganhos para o consumo) e também custos (uma vez que todo e qualquer item a menos representa uma grande economia para quem fabrica).
Pela ausência dos sistemas elétricos, não é possível realizar adaptações – que implicariam ainda em alterações no vidro traseiro.
Entre as soluções possíveis para minimizar problemas de visibilidade por água e sujeira está a aplicação de produtos hidrofóbicos, que não permitem o grande acúmulo de água no vidro.
O engenheiro diz que retirar os limpadores pode ser justificado caso haja uma otimização do design do carro com redução do coeficiente aerodinâmico. “Isso é possível através de estudada inclinação do vidro e até mesmo a aplicação de aerofólio traseiro realmente funcional".