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Teste do conta-gotas

Por Redação 29 set 2010, 21h46

30258 km

Pensando no bolso, qual o jeito mais esperto de dirigir o Smart? No modo automático ou no manual? Aproveitando o torque do motor ou subindo o giro nas trocas de marcha? Para desvendar esse mistério, nosso editor de testes Paulo Campo Grande fez uma maratona noturna com o mais compacto da frota de Longa Duração.

Na experiência, usamos o medidor de vazão de combustível PLU, o mesmo adotado na pista de teste. Ao buscar economia, pé leve no acelerador e trocas de marcha feitas no momento indicado pelo veículo – através de uma seta no painel. Quando o desempenho era a prioridade, PCG esticava as marchas, com o o giro alto, e raramente usava a quinta marcha. O trajeto urbano, feito à noite, foi de 19,2 km, com direito a faróis, subidas e descidas.

A primeira passagem, no modo automático, visou a economia. Com uma velocidade média de 32,9 km/h, Paulo encarou 17 semáforos fechados, rodando com a rotação média de 1 900 rpm. Os 19,2 km foram feitos em 35 minutos e o consumo foi de 14,9 km/l.

No segundo teste, ainda usando o câmbio no modo automático e visando desempenho, o tempo gasto foi exatamente o mesmo: 35 minutos, e a velocidade média também foi a mesma, de 32,9 km/h. Mas, rodando na média de 2 100 rpm e cruzando 16 semáforos fechados, o consumo foi para 13 km/l. Ou seja, a sede aumentou e o tempo de viagem não se alterou.

Já no modo manual, visando economia, fizemos o trajeto nos 35 minutos, encarando dez semáforos fechados. A velocidade média foi a mesma e o consumo, ainda melhor: 15,1 km/l. A rotação média foi de 1 900 rpm. No último teste, pé mais embaixo e com o câmbio no modo manual, a velocidade média foi de 40,8 km/h e o tempo gasto foi de 30 minutos. Elevando o giro, com média de 3 000 rpm, e com velocidade mais alta, mas dentro da lei, economizamos apenas 5 minutos no trajeto, encarando 13 semáforos fechados. A suposta economia de tempo repercutiu no bolso: o consumo foi o pior do teste, com 12,2 km/l, uma diferença de 23,8% em relação à melhor passagem.

Se repetíssemos o melhor e o pior comportamento em 1 000 km, gastaríamos 66,2 litros de gasolina na situação de melhor consumo e 82 litros de combustível com o pé mais fundo. Com o preço médio de 2,55 reais da gasolina, segundo levantamento do mês de maio da Agência Nacional de Petróleo, esse pé fundo nos custaria, em 1 000 km, 40,30 reais. Se você não fizer questão de luxo, dá para pagar um almoço.

Consumo

No mês (66,1% na cidade): Gasolina – 12,4 km/l

Desde set/09 (42,5% na cidade): Gasolina – 11,8 km/l

Ensaio – Automático/consumo

Tempo – 35 min

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Velocidade média – 32,9 km/h

Consumomédio – 14,9 km/l

Rotaçãomédia – 1 900

Semáforos no trajeto – 17

Ensaio – Automático/desempenho

Tempo – 35 min

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Velocidade média – 32,9 km/h

Consumomédio – 13,0 km/l

Rotaçãomédia – 2 100

Semáforos no trajeto – 16

Ensaio – Manual/consumo

Tempo – 35 min

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Velocidade média – 32,9 km/h

Consumomédio – 15,1 km/l

Rotaçãomédia – 1 900

Semáforos no trajeto – 10

Ensaio – Manual/desempenho

Tempo – 30 min

Velocidade média – 40,8 km/h

Consumomédio – 12,2 km/l

Rotaçãomédia – 3 000

Semáforos no trajeto – 13

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