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Top Ten: carros nacionais que inovaram com itens que rivais nem sonhavam

Esses modelos se tornaram referência em inovação no mercado brasileiro. Nem todas deram certo, mas todas ficaram marcadas para a História

Por Redação - 25 jul 2019, 07h00

Falou tudo!

Miura Saga
O Saga não tinha o vinco lateral típico dos Miura Acervo/Quatro Rodas

Na aridez de tecnologia que era o mercado fechado aos importados dos anos 80 e 90, o fora de série Miura Saga arrasava: portas com controle remoto, freios ABS e bancos e coluna de direção com ajuste elétrico. A expressão “só faltava falar” nem caberia, pois o esportivo gaúcho trazia um sintetizador de voz que dispunha de sete alertas falados.

Mas que volume!

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Chevrolet Chevette Junior: esta versão depenada do Chevette foi uma tentativa de resposta ao Uno Mille; equipado com um fraco motor 1.0 de 50 cv, deixou as ruas em 1993, apenas um ano após sua estreia Divulgação/Chevrolet

Na categoria dos populares, inaugurada pelo Uno Mille em 1990, nasceu dois anos depois o Chevette Júnior, o único sedã 1.0 de duas portas. Apesar do volume extra para malas, o motor de 50 cv era insuficiente, o que decretou sua morte com menos de um ano de vida.

Cobertor de pobre

O vidro laminado é usado no para-brisa, pois evita que se estilhace. Mas coube ao Fiat Idea em 2005 ser o único nacional a tê-lo no vidro das portas. De um lado trazia mais segurança em arrombamentos; do outro, era mais caro e dificultava o resgate dos passageiros.

Utilitário raiz

Ford Belina 4x4
Suspensão com molas helicoidais na traseira era reforçada Acervo/Quatro Rodas

Em 1985, as peruas estavam em alta para quem buscava mais espaço e conforto para a família inteira. Foi quando a Ford Belina se tornou pioneira no segmento ao oferecer tração 4×4. Como o sistema era pouco confiável, acabou saindo de linha em 1987.

Cabe mais um?

Projeto da Zafira é de origem Opel, a filial alemã da GM

Em 2001, a Chevrolet Zafira foi fiel ao termo minivan, pois era a única que oferecia espaço para sete pessoas. Baseado na família Astra, o eficiente projeto assinado pela Porsche fez tanto sucesso no Brasil que nem mesmo sua substituta, Spin, conseguiu superá-la.

Câmbio flutuante

Chevrolet Chevy 500 DL 1.6/S

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Hoje uma necessidade, nos anos 80 o câmbio automático era um luxo quase inacessível. E foi bem nessa época que a Chevrolet ofereceu-o pela primeira vez em carros baratos: estreou na linha Chevette (Hatch, Marajó e Chevy 500), em 1985.

Injeção de ânimo

Gol GTI

Quando a esportividade era levada a sério nos nacionais, a VW lançou em 1988 a injeção eletrônica – só três anos depois chegaria ao Kadett, da GM. O Gol GTi trazia um 2.0 de 120 cv e 18,35 mkgf alimentado pela LE-Jetronic (Bosch), que o fez ir a 100 km/h em 10,4 s.

Eu bebo, sim

Ford Pampa 4x4

Entre as picapes leves, a Pampa supria bem as necessidades do agricultor ou comerciante, mas a versão a álcool bebia demais. Assim, a Ford providenciou um tanque auxiliar de 40 litros, posicionado atrás do eixo traseiro, sendo a única a usar dois reservatórios.

Voando baixo

Modelo turbinado retornará após mais de três décadas de sua estreia no mercado Divulgação/Fiat

O Uno Turbo largou na frente, literalmente, com o motor sobrealimentado. Com a turbina Garret T2 de 0,8 bar, seu 1.4 rendia 118 cv e 17,5 mkgf, suficiente para levá-lo de 0 a 100 km/h em 9,2 s, deixando para trás VW Gol GTi, Ford Escort XR3 e Chevrolet Kadett GSi.

Categoria nivelada

Ford Escort

Para encerrar com chave de ouro a produção da primeira geração do Escort, a Ford lançou a série Fórmula em 1991, com 750 unidades. Foi o primeiro nacional a ter amortecedores eletrônicos: seus Cofap regulavam a altura do carro automaticamente conforme a velocidade.

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