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Jeep abre o jogo sobre novo Compass, SUV de sete lugares e Gladiator

As revelações foram feitas por executivos da fábrica, durante o lançamento do reality show Jeep Challenge Brasil

Por Paulo Campo Grande - Atualizado em 7 out 2020, 11h24 - Publicado em 7 out 2020, 10h12
Segundo os executivos da Jeep, o Brasil está na fila de espera para receber a picape Gladiator Divulgação/Jeep

A pandemia da Covid-19 fez com que todas as marcas revisassem seus planos. Mas a Jeep não cancelou nenhum dos projetos que estavam em curso antes da doença. Apenas adiou.

Essa afirmação foi feita por executivos da empresa durante entrevista coletiva organizada para apresentação do reality show Jeep Challenge Brasil, que a marca vai promover em formato de live hoje (07/10), ao meio-dia, no site www.jeep.com.br/challenge.

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O live é uma ação de marketing em que os carros serão postos à prova em diferentes situações, dirigidos por clientes, pilotos profissionais, jornalistas e influencers. Mas, a coletiva acabou versando também sobre outros temas, como os próximos lançamentos da marca.

Jeep Renegade
Jeep Challenge Brasil vai mostrar os SUVs em manobras radicais Marco de Bari/Quatro Rodas

Um dos modelos mais falados foi o Compass, que deveria receber uma reestilização este ano e foi adiada para o ano que vem. Segundo o gerente de marca Alexandre Aquino, a Jeep não tem pressa em mexer no Compass porque ele está em uma fase muito boa no mercado, com 64% de participação no segmento.

Mas é fato que o SUV vai mudar no início de 2021. Além de alterações visuais por fora (grade, para-choques) e por dentro (console com central multimídia flutuante), o modelo deve estrear o tão aguardado motor 1.3 turbo flex de 170 cv

Com 64% de participação no segmento, as mudanças previstas para o Compass ficarão para 2021 Renato Aspromonte/Quatro Rodas

Em relação aos novos motores GSE turbo – existem dois: 1.0 e 1.3 e que vão equipar não só os modelos da Jeep mas também da Fiat –, os funcionários da Jeep informaram que eles já estão sendo fabricados em fase experimental, para checagem do processo de produção e também deles próprios. As primeiras unidades serão avaliadas em laboratórios e também no campo, equipando protótipos.

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O Compass também terá uma versão híbrida, mas esta não será produzida aqui. Virá importada e sua estreia – que era prevista para os próximos meses – será no final de 2021. 

Painel do novo Compass terá tela destacada e painel será inspirado no Grand Cherokee Renato Aspromonte/Quatro Rodas

Um outro tema abordado foi o do novo SUV de sete lugares que, segundo a Jeep, não será um Compass aumentado, um Grand Compass. O novo SUV da linha usa a mesma plataforma Small Wide 4×4 que serve de base para o Compass mas também para carros tão distintos quanto a picape Fiat Toro, o Fiat 500X e o próprio Jeep Renegade.

Segundo Aquino, o novo SUV está mais para Grand Cherokee do que Grand Compass, porque terá tecnologia mais sofisticada. O executivo não deu detalhes sobre os recursos que a novidade trará, mas confirmou que haverá versões equipadas com motores turbo, diesel e gasolina. O modelo, ainda sem nome oficial revelado, tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021.

Para a Jeep, Grand Wagoneer ainda é uma possibilidade que precisa ser bem estudada, para o Brasil Divulgação/Jeep

No que diz respeito a outros modelos importados, Aquino afirmou que o SUV de grande porte Grand Wagoneer é uma possibilidade que ainda precisa ser muito bem estudada para o mercado brasileiro. E que a picape Gladiator só não veio até agora por falta de disponibilidade de produção.

Segundo ele, as cerca de 100.000 unidades anuais que saem da fábrica de Toledo, no estado americano de Ohio, onde a picape é produzida, são insuficientes para atender todos os pedidos dos diferentes mercados do mundo. 

Em relação aos segmentos dos SUVs de entrada, menores que o Renegade e onde a Fiat se prepara para estrear, Aquino diz que a Jeep não tem planos. De acordo com o executivo, levando em conta o DNA e o posicionamento da marca, um Jeep precisa ter certos atributos e recursos que inviabilizam um produto na faixa de preço em que esse modelo competiria.

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