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Sete hatches esportivos que honraram a sigla GTI

Além de batizar a linha esportiva da Volkswagen, essa combinação de três letras mágicas também chancelam os esportivos de outras marcas

Por Vitor Matsubara Atualizado em 13 Maio 2018, 20h39 - Publicado em 21 fev 2017, 19h13

O poder do acrônimo GTI é notório ao redor do mundo. Ficou famoso por designar as versões de alto desempenho de alguns Volkswagen, como o Golf e o Polo, e abrevia o nome Grand Tourer Injection.

Mas outras fabricantes também se apropriam dessas iniciais, como a Peugeot e, pontualmente, Suzuki e Citroën.

Separamos sete modelos (do passado e do presente) que utilizaram a rubrica “GTI” e deixaram seu nome marcado na história da indústria automotiva.

Peugeot 205 GTi

Até hoje o 205 GTi tem fama internacional como um dos melhores hot hatches da história
Até hoje o 205 GTi tem fama internacional como um dos melhores hot hatches da história Divulgação/Peugeot

Lançado em 1984, o 205 GTI é considerado um dos primeiros hot hatches do mundo automotivo. Pesando apenas 850 quilos, o compacto contava com a excelente relação peso-potência de 6,5 kg/cv – usava um 1,9-litro de 130 cv.

Dos motoristas que já se sentaram ao volante do pequeno, ouve-se elogios rasgados à direção direta, ao câmbio de engates precisos e as acelerações rápidas, a ponto de ele ser eleito o melhor hot hatch de todos os tempos.

A aura em torno desse francês ficou ainda maior com o lançamento do 205 T16, série limitada a 200 unidades produzidas para homologação do 205 que fez história no lendário Grupo B de rali.

Além do motor turbo de 200 cv, montado transversalmente em posição central, o T16 tinha tração integral e carroceria alargada.

Motor 1.8 turbo do T16 ficava em posição central-traseira, atrás dos ocupantes
Motor 1.8 turbo do T16 ficava em posição central-traseira, atrás dos ocupantes

No Brasil, apenas a versão básica do hatch francês foi comercializada – o 205 GTI não passou por nossas mãos. As raríssimas unidades circulando no país foram trazidas de forma independente para competições ou uso próprio.

 

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Volkswagen Golf GTI

Golf GTI Clubsport
Versão Clubsport atual tem 60 cv a mais e desempenho ainda mais empolgante

Presença mais do que obrigatória nessa lista, o Golf GTI empolga os fãs de hot hatches desde 1974.

Sucessor do Fusca na Alemanha, o pacato Golf recebeu um novo kit aerodinâmico, suspensão mais firme, freios maiores e um motor 1.6 de 110 cv, suficientes para fazê-lo ir de 0 a 100 km/h em 9 segundos e atingir a máxima de 180 km/h.

O interior também recebeu itens exclusivos, incluindo o clássico acabamento xadrez a partir da segunda geração.

O GTI alemão desembarcou no mercado brasileiro a partir da terceira geração e atingiu seu auge a partir de 1999, quando a quarta geração começou a ser fabricada no Brasil.

História do Golf GTi
Inicialmente, o Golf GTI MK IV utilizava motor 1.8 20V turbo de 150 cv e 21,4 mkgf de torque divulgação

Infelizmente, a VW decidiu não vender as gerações V e VI do Golf por aqui. Apenas em 2009 é que os fãs do GTI puderam comprar o mesmo carro vendido na Europa.

O modelo atual foi nacionalizado recentemente e vem com um motor 2.0 TSI de 220 cv e transmissão DSG de seis marchas.

 

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Suzuki Swift GTi

Conhecido em alguns países como Cultus, o Swift GTi foi importado para o Brasil nos anos 90
Conhecido em alguns países como Cultus, o Swift GTi foi importado para o Brasil nos anos 90 divulgação

A versão esportiva do Swift (conhecido em alguns mercados como Cultus) nasceu em 1986 e trazia todas as características que um esportivo deve ter: baixo peso (apenas 750 kg), motor preparado (um dos primeiros da história da marca com injeção eletrônica de combustível) e carroceria de três portas.

O sistema de freios recebeu discos de maior diâmetro para dar conta do desempenho do motor 1.3 de 101 cv. Por dentro, o hatch tinha revestimento exclusivo e detalhes em vermelho.

A segunda geração chegou a ser importada para o Brasil em meados dos anos 90. Hoje, a versão esportiva do Swift continua existindo: é o Sport R, bastante elogiado, mas prestes a ser substituído por uma nova geração.

 

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Volkswagen Gol GTI

Gol GTI, testado pela revista Quatro Rodas.
Pintura em dois tons e faróis auxiliares: o Gol GTi tinha personalidade de sobra Pedro Rubens/Quatro Rodas

Ícone dos esportivos nacionais, o Gol GTI foi apresentado no Salão do Automóvel de 1988. O motor AP-2000 do Santana foi o primeiro no Brasil a receber injeção eletrônica multiponto, resultando em 112 cv e torque máximo de 17,5 mkgf.

Detalhes como a bela pintura bicolor (azul Mônaco e cinza), o par de faróis auxiliares, as rodas de liga leve, os freios dianteiros a disco ventilado e os bancos esportivos Recaro deixavam o carro ainda mais exclusivo.

A reestilização de 1991 trouxe as clássicas rodas “Orbital” e novas opções de cores. Com a chegada do Gol “bolinha”, o GTi passou a ser grafado com a letra “I” maiúscula. A grande novidade, porém, era a versão GTI 16V, movida por um motor 2.0 16V de 145 cv importado da Alemanha.

Volkswagen Gol GTI 16V
A bolha sobre o capô era exclusiva do Gol GTI 16V Marco de Bari/Quatro Rodas

Dados informados pela VW indicavam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e velocidade máxima de 206 km/h. No entanto, a versão esportiva deixou de existir com a chegada da Geração 4, em 2006, e nunca mais voltou.

 

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Citroën AX GTi

Leve, o AX GTi empolgava pelo desmepenho
Leve, o AX GTi empolgava pelo desempenho divulgação/

Lançado em 1986, o AX chamava atenção pelo design de linhas retas aerodinâmicas (seguindo o padrão estético da época) e pelo baixo peso: a configuração mais leve tinha apenas 640 kg.

A reestilização realizada cinco anos depois trouxe consigo o AX GTi, derivado do antigo GT, mas com injeção eletrônica monoponto – daí a letra “i” no nome.

A potência subiu dos antigos 86 cv para 101 cv, embora os modelos equipados com catalisador (como os vendidos no Brasil) tivessem 95 cv.

O estilo era sedutor, mas um pouco discreto para um esportivo: apenas apliques plásticos na cor preta e rodas de liga leve identificavam o AX GTi.

Com baixo peso e uma arquitetura de suspensão sofisticada, com estruturas independentes nas quatro rodas, ele acelerava de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos e tinha comportamento dinâmico elogiado até hoje.

 

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Peugeot 308 GTI

Motor 1.6 THP pode render 250 cv ou 270 cv
Motor 1.6 THP pode render 250 cv ou 270 cv divulgação/

Concorrente de peso para o VW Golf GTI, o 308 GTI se destaca por duas características: a exótica pintura em dois tons e o desempenho do motor 1.6 THP.

Embora seja o mesmo utilizado em vários modelos do grupo PSA (como DS 3 e Citroën C4 Lounge), aqui ele é preparado para render 250 cv ou 270 cv.

Números divulgados pela Peugeot indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos. E até o Jeremy Clarkson se apaixonou por um!

Algumas unidades chegaram a ser importadas para testes de homologação no Brasil, mas o alto preço do esportivo teria feito a montadora desistir da ideia.

A bola da vez agora é o Peugeot 308 GT, versão um pouco menos agressiva, com 205 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos.

Nissan Pulsar GTi-R

Nascido pelo desejo da Nissan entrar no WRC, o Pulsar GTI-R fez sucesso
Nascido pelo desejo da Nissan entrar no WRC, o Pulsar GTI-R fez sucesso divulgação/

Responda rápido: você conhecia o Nissan Pulsar? Nós também não. O pacato hatchback já estava em sua quarta geração e fazia relativo sucesso quando foi transformado em um hot hatch de primeira linha.

Equipado com um motor 2.0 turbo de quatro cilindros, o Pulsar tinha 220 cv a 6.400 rpm (chegando a 230 cv com combustível de alta octanagem) e torque máximo de 28,5 mkgf a 4.800 rpm, o carro levava menos de 6 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, atingindo a velocidade máxima de 232 km/h.

Aproximadamente 12 mil unidades foram fabricadas de 1990 a 1994. Nada mal para uma versão esportiva que nasceu apenas para permitir a homologação do modelo nas provas de rali.

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