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Rolls Royce promete lançar o avião elétrico mais rápido do mundo em 2020

Em projeto do governo britânico, fabricante desenvolve aeronave com 6.000 células de bateria para alcançar 550 km/h e 320 km de autonomia

Por Leonardo Felix - 8 jan 2019, 16h26
O avião elétrico da Rolls Royce Divulgação/Quatro Rodas

Famosa por desenvolver veículos extremamente luxuosos, a britânica Rolls Royce quer ser reconhecida por outro feito: o de criadora da aeronave elétrica mais rápida do mundo.

Para isso, a companhia vem desenvolvendo um protótipo de avião com 6.000 células de íons de lítio. Como comparação, um Audi e-tron, um dos automóveis elétricos mais modernos da atualidade, possui 432 células.

O estudo faz parte de um projeto chamado Accel (sigla em inglês para “Acelerando a Eletrificação da Aviação”), subsidiado pelo governo do Reino Unido. Parte da tecnologia será aproveitada dos carros da Fórmula E.

Avião elétrico da Rolls Royce será de pequeno porte e promete autonomia de 320 km Divulgação/Rolls-Royce

Segundo a Rolls Royce, as baterias alimentarão três motores elétricos de 750 volts cada, fornecidos pela também britânica Yasa. Eles podem gerar mais de 500 cv de potência combinada. Todo o conjunto será posicionado na parte dianteira da aeronave.

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A meta é que o veículo supere os 338 km/h obtidos em 2017 pela atual recordista, uma aeronave elétrica da alemã Siemens, mas não apenas isso.

Os detalhes do projeto Yasa/Rolls-Royce

O principal objetivo é alcançar os 547 km/h registrados pelo Supermarine S.6B, um avião desenvolvido pela própria Rolls Royce em 1931 (!) e que levou a Grã-Bretanha a vencer naquele ano o Troféu Schneider, competição de aviões mais velozes do mundo.

Naquela época a velocidade máxima do S6.B foi por catalogada como um recorde mundial.

Outra promessa é que a aeronave da Rolls Royce ofereça aproximadamente 320 km de autonomia, o suficiente para uma viagem entre Londres (Reino Unido) e Paris (França).

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Ainda não há detalhes sobre quantas pessoas o modelo comportaria, mas as imagens sugerem um avião de pequeno porte. Os primeiros testes devem ser feitos ainda este ano. A prova oficial de quebra de recorde está programada para 2020.

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