Renault impede entregas do Kwid para reparo nos freios traseiros

Mais de 3 mil unidades do compacto precisam ter o espelho dos freios traseiros trocados

Milhares de unidades deverão passar por reparo nos freios traseiros

Milhares de unidades deverão passar por reparo nos freios traseiros (Divulgação/Renault)

Apesar da vice-liderança liderança nas vendas em setembro, com 10.358 unidades emplacadas, o Renault Kwid ainda tem uma longa fila de espera pela frente.

Mas há casos de carros que estão no pátio das concessionárias com entrega impedida pela própria fábrica. São unidades que estariam aguardando peças para a realização de reparos no freio.

QUATRO RODAS obteve a informação de que há um boletim técnico relacionado a um defeito nos freios traseiros e que abrange aproximadamente 3.300 unidades do Kwid.

O chamado prevê a substituição dos espelhos dos freios traseiros, peças também conhecidas como panelas. Preso ao eixo traseiro, é no espelho onde são fixados o cilindro do freio e as sapatas, responsáveis pela frenagem do carro. A deterioração dos espelhos seria o motivo deste reparo.

Parte dos carros afetados ainda estava em trânsito ou no pátio das concessionárias quando a Renault enviou o boletim para a rede. Por isso, a Renault impediu que as concessionárias entregassem estes carros aos respectivos compradores até que o reparo fosse feito. E aí começaram os problemas para os clientes.

Espelho do freio traseiro do Renault Clio com sapatas e cilindro montados

Espelho do freio traseiro do Renault Clio com sapatas e cilindro montados (Reprodução/Internet)

“O carro já havia sido faturado, os papéis estavam assinados e com a entrega marcada para o dia 27 de setembro. Quando contatei a vendedora para marcar a hora da entrega os problemas começaram”, conta Deiws Lima, de Caxias do Sul (RS), que ainda aguarda a entrega de seu Kwid Intense que já está emplacado e com seguro pago.

“A vendedora me informou que havia um bloqueio da própria fábrica que impedia a entrega do carro. Mas o SAC da Renault informou que não tinha bloqueio algum e que o carro estava pronto para a entrega. Foi aí que me mostraram o sistema da oficina, onde constava uma lista com pelo menos sete itens para verificação, como cubos de roda traseiros, painel, aperto do eixo traseiro e outros que não pude ler”, completa Deiws, que estava contornando a falta de carro usando Uber até esta terça-feira, quando recebeu um carro reserva.

Rodrigo Paixão, de Salvador, passa por situação semelhante com seu Kwid Intense. “O carro deveria ter sido entregue na quinta, 28, mas na véspera me informaram que isso não aconteceria por um bloqueio da Renault. Fui à concessionária, onde disseram que o problema estava no cadastro do carro junto ao Detran, então entrei com uma reclamação no SAC e disseram que o problema era uma revisão”, conta.

“No sábado fui à concessionária para questionar sobre a divergência de informações. Foi aí que disseram que a verdadeira causa é a troca de uma peça do freio que chegaria hoje à concessionária”, conta Rodrigo, que não recebeu carro reserva da fabricante francesa.

Mário Giusti, de Marília (SP), teve mais sorte e já recebeu seu Kwid, também da versão Intense. Mas isso só aconteceu seis dias após a data prevista.

“A concessionária relatou um bloqueio na entrega do carro, pois havia um serviço imposto pela fábrica para verificação do eixo traseiro e de todos os componentes acoplados e, principalmente, o freio traseiro, que poderia ter problemas. O meu Kwid não apresentou falhas mesmo estando bloqueado pela fábrica”, conta.

Questionada sobre o boletim técnico e o atraso nas entregas motivado por ele, a Renault disse que boletins como esse são comuns na Renault e em outras fabricantes, e que o número de carros bloqueados na rede hoje é pequeno. Também assegurou que nenhum dos mais de 3 mil carros envolvidos no boletim técnico foram entregues a seus proprietários antes do reparo.

A fabricante francesa também diz estar empenhada para acelerar a entrega dos Kwid vendidos em pré-venda, a ponto de estar prestes de iniciar um terceiro turno de produção pleno na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Também diz estar acompanhando todos os casos de carros que estão com entrega atrasada.

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  1. Carlos Minkap

    Tambem né, faz o carro com peças de má qualidade da India para ter baixo custo dá nisso. Acho que muitos defeitos ainda vão ocorrer com este carro.

  2. Romano Vargas

    Estou âncioso pelo teste de longa duração do Renault Kwid
    Sera que ele vai se sair tão mal quanto o Fiat Mobi ou tão bem quanto o VW UP eim, façam suas apostas!

  3. djalma andretta

    Isso é só o começo. Eu avisei que essa porcaria ia dar um monte de dor de cabeça. O pior vai ser depois de alguns meses de uso a barulheira, peças se soltando, etc.

  4. Cristiano Rodrigues

    o que é impressionante é a MERDA de um engenheiro que só faz isso e ainda erra.
    isso tem um nome INCOPETENCIA!!!!

  5. E deixa o povo que adora comprar lançamento terminar o serviço de teste do veículo de graça para a fabricante. Quem comprar daqui a um ano já pega o veículo com todos as falhas de projeto e qualidade das peças sanados.

  6. Continua a regra, não comprar veículo no lançamento, a não ser que queira ser testador de falhas de projeto e de qualidade de materiais de graça.

  7. Paulo Sanches

    Com Renault isso é normal , pois uma empresa na qual as próprias concessionarias não aceitam carros de sua próprias marca na troca, significa falta de confiabilidade e problemas para quem compra.

  8. Pedro Junior

    tenho um modelo zen com 1.400 km e ja 2 vez na concessionaria cheio de defeitos , ja estou brigado para devolver meu dinheiro , se nao der por bem vou para justiça

  9. Rita Cordeiro

    Caramba, o veículo nem saiu para as ruas e já esta causando problemas. Antes de ser vendido não deveria passar por rigorosos testes de qualidade e segurança? Só no Brasil acontece isso.

  10. Cristina Carine Dias Kerber

    Não me surpreendo, pois tenho vivencia e conhecimento de vários proprietários que a série de Clio e Sandero 2014, vem trocando a unidade de comando dos freios ABS,dito nas oficinas como a mais comum troca dos últimos tempos. Ou seja, já vieram condenados.
    Deixei de adquirir o Kwid desconfiada, agora na certeza, buscarei outra marca.