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Projeto Berlineta pode dar origem a um novo esportivo nacional

Inspirado no Willys Interlagos, esportivo usaria componentes de outros carros nacionais

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 9 jan 2018, 17h13 - Publicado em 7 dez 2017, 21h07
Projeto Berlinetta Micla
Empresa espera que seu projeto de esportivo entre em produção até 2019 Micla/Divulgação

Produzido no Brasil entre 1961 e 1966, o Willys Interlagos foi o primeiro esportivo brasileiro. Hoje é um clássico. E tornou-se inspiração para o Berlineta, um projeto de carro de competição nacional que pode entrar em produção em 2019.

Criado pelo designer brasileiro João Paulo Melo, o Berlineta está em desenvolvimento em parceria com a empresa de engenharia e design europeia MICLA. Ela é responsável pela parte de chassis, suspensão e design de superfícies.

Projeto Berlinetta Micla
Linhas do esportivo foram inspiradas no Willys Interlagos Micla/Divulgação

O objetivo é criar um esportivo com baixo volume de produção para curtir track days, porém barato de manter. Por isso, a ideia é utilizar componentes e tecnologia já empregado em automóveis produzidos em série.

Assim, se alguma peça quebrar na pista bastará procurar uma loja comum para comprar outra.

Essa estratégia era extremamente comum no passado. O Gurgel BR-800 usava vigia de Fiat Uno e diferencial de Chevette. O Puma GTB tinha lanternas do Alfa Romeo 2300, por exemplo. 

Projeto Berlinetta Micla
Projeto prevê a utilização de componentes de outros carros, mas não diz quais Micla/Divulgação

O chassi do Berlineta é tubular, de aço, e prevê carroceria de fibra de vidro e fibra de carbono. Ele tem aberturas no capô direcionadas para os freios e o radiador, afinal seu motor será traseiro, como no Interlagos original.

Com peso estimado em 850 kg, o esportivo receberia um motor 2.0 de 300 cv. Contudo, o chassi permite a instalação de diversos motores e câmbios, à escolha do dono.

Projeto Berlinetta Micla
Como bom carro de pista, o Berlinetta teria interior simplório Micla/Divulgação

Por enquanto, o carro existe apenas em softwares 3D de design e engenharia. A MICLA busca agora empresas brasileiras e europeias interessadas em produzir o primeiro lote até 2019. 

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