Clique e assine por apenas 8,90/mês

Novo Audi Q3 muda após sete anos, mas chega com motor de Golf GTI

SUV inspirado no Q8 está maior, mais potente e passa a compartilhar a plataforma modular (MQB) do Grupo VW

Por Rodrigo Ribeiro - Atualizado em 24 jul 2018, 20h27 - Publicado em 24 jul 2018, 20h04
A dianteira se destaca pelas grades com filetes verticais e faróis trapezoidais Divulgação/Audi

O último carro da Audi (excluindo o R8) que ainda não usava uma plataforma modular finalmente ganhou uma MQB pra chamar de sua.

Após muita especulação a marca divulgou as primeiras imagens e informações da segunda geração do Q3.

O utilitário esportivo lançado em 2011 passou pela maior mudança de sua história, mas agora ele adota as mesmas tecnologias usadas em modelos como Golf, incluindo painel digital, opção de motor 2.0 do GTI e luzes totalmente em leds.

As lanternas agora são bipartidas e totalmente em leds Divulgação/Audi

A dianteira carrega traços do Q8, com destaque para os faróis com a parte externa maior que interna.

Continua após a publicidade

Opcionalmente eles poderão receber a tecnologia Matrix, que ajusta individualmente cada led para evitar ofuscamentos ou iluminar pedestres à beira da pista.

O quadro de instrumentos digital é de série. Já o sistema multimídia pode receber som da Bang Olufsen com 15 alto-falantes Divulgação/Audi

Nas laterais os para-lamas receberam vincos pronunciados, que destacam a parte superior das caixas de rodas.

A traseira também foi reformulada e agora adota uma tampa do porta-malas com lanterna bipartida, ao invés do sistema anterior que levava consigo a peça completa.

A tampa, inclusive, pode receber abertura elétrica com acionamento por gestos.

Continua após a publicidade
As rodas podem receber aros de até 20 polegadas Divulgação/Audi

A linha de motores (a gasolina e diesel) compartilha boa parte das opções disponíveis no Golf europeu, começando pelo 1.5 TSI de 150 cv e chegando ao 2.0 turbo de 230 cv usado no GTI.

O câmbio pode ser manual de seis marchas nas versões de entrada ou automatizado de dupla embreagem e sete marchas.

Haverá opção de tração dianteira ou integral Quattro.

A versão topo de linha do novo Q3 chega aos 230 cv Divulgação/Audi

O interior terá, de série, quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas (que não é o mesmo do T-Cross) e sistema multimídia que pode adotar tela de até 12,3 polegadas, já usado no novo A1.

Continua após a publicidade
A central multimídia integrada ao painel lembra o estilo usado no Polo Divulgação/Audi

O pacote de tecnologias disponível inclui controlador de velocidade adaptativo com frenagem autônoma de emergência, assistente de manutenção de faixa e alerta pré-colisão frontal e traseiro.

Maior, mas distante

A plataforma MQB permitiu que o novo Q3 crescesse em quase todas as direções. Ele ficou 9,7 cm mais comprido, 2,5 cm mais largo e teve seu entre-eixos ampliado em 7,7 cm – veja a comparação do modelo com os rivais na tabela abaixo.

Dimensões\Modelo Antigo Audi Q3 Novo Audi Q3 BMW X1 Volvo XC40
Comprimento (m) 4,39 4,48 4,44 4,42
Altura (m) 1,59 1,58 1,61 1,65
Largura (m) 1,83 1,86 1,82 1,86
Entre-eixos (m) 2,60 2,68 2,67 2,70
Porta-malas (l) 460 530 a 675 505 460

Apesar de ter ficado cerca de 1 cm mais baixo, a Audi garante que ampliou o espaço para ombros, pernas e joelhos para todos os ocupantes.

O banco traseiro é tripartido e pode avançar ou recuar o assento em 15 cm Divulgação/Audi

O assento traseiro, inclusive, pode ser deslocado em 15 centímetros para frente ou para trás, ampliando o espaço para os passageiros ou o porta-malas (que varia entre 530 l a 675 litros de volume).

Continua após a publicidade
O modelo chega na Europa no final do ano e deve aparecer no Brasil no início de 2019 Divulgação/Audi

O pacote de novidades, por enquanto, só não inclui a produção nacional do modelo.

No material de divulgação do novo Q3, a Audi afirma que o modelo, inicialmente, será fabricado na Hungria a partir de novembro deste ano.

Por aqui a marca continuará a produção do Q3 anterior em São José dos Pinhais (PR), mas não há previsão que a segunda também seja nacionalizada.

Publicidade