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Nissan mostra sistema inovador que usa etanol para gerar eletricidade

Em evento no Rio de Janeiro fabricante também mostrou esportivo elétrico com foco na diversão

Por Redação Atualizado em 23 nov 2016, 21h27 - Publicado em 4 ago 2016, 18h07
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Furgão elétrico usa etanol para gerar eletricidade

Depois de anunciar três novos modelos para a Renault no Brasil (Kwid, Captur e Koleos), Carlos Ghosn, CEO da Renault-Nissan apresentou hoje no Rio de Janeiro duas novidades mundiais em mobilidade criadas pela parte japonesa da aliança. Além de uma versão funcional e mais realista do conceito BladeGlider, mostrado pela primeira vez no Salão de Tóquio de 2013, foi exibido o primeiro protótipo de veículo movido por eletricidade gerada pela reação de etanol com água.

Quem faz a reação é a célula de combustível e-Bio, que pode reagir oxigênio com diversos combustíveis para gerar eletricidade. No caso do protótipo e-NV200, que será utilizada em teste de campo no Brasil, o combustível usado na reação de eletrólise pode ser o etanol puro ou hidratado com até 55% de água.

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Com 30 l de etanol gera-se eletricidade para percorrer mais de 600 km

A eletricidade gerada pela célula de combustível é armazenada em uma bateria de 24 kWh. Um tanque de 30 litros basta para gerar eletricidade suficiente para rodar mais de 600 km. Para um motor a combustão convencional alcançar este mesmo rendimento ele teria que ser capaz de fazer 20 km/l com etanol.

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Há uma série de vantagens neste sistema. O primeiro é que o etanol é mais é mais fácil e seguro de manusear do que o hidrogênio geralmente usado em células de combustível. Outra é que as emissões são de carbono-neutro, por fazer parte do ciclo natural do carbono. Por fim, o etanol é fácil de ser encontrado – principalmente nas Américas -, não dependendo de infraestrutura de abastecimento ou carregamento. Sem contar que o que move o furgão é um motor elétrico, que garante torque máximo imediato e é bastante silencioso.

Protótipos com sistema e-Bio serão utilizados em teste no Brasil, possivelmente junto a empresas de transporte. Essa tecnologia deve estar disponível no mercado global a partir de 2020, com maiores chances de começar em países que já usam etanol em larga escala, como Brasil, Estados Unidos e alguns asiáticos.

Elétrico de performance

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Curiosas, as portas se abrem para cima e para trás

Deixando um pouco de lado o viés racional dos veículos elétricos, a Nissan também mostrou a nova versão do protótipo BladeGlider, agora totalmente funcional. Sua missão é a de ser um veículo ágil e eficiente, mas que garanta diversão ao dirigir.

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Protótipo Nissan BladeGlider

Fato é que ele impressiona. Tanto por ter carroceria com linha de cintura alta, quanto pelo fato de a bitola dianteira ser mais estreita que a traseira – algo que, na prática, aumenta a eficiência aerodinâmica e a estabilidade de condução. Além disso, há três lugares, sendo que o motorista senta-se sozinho na frente,como como em um McLaren F1. Para variar, as portas se abrem para cima e para trás.

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Visão do motorista, que senta-se no meio do carro como em um McLaren F1

No caso do Nissan BladeGlider a propulsão é 100% elétrica, com motores fornecidos pela Williams Advanced Engineering, braço da equipe de Formula 1. A velocidade máxima ultrapassa os 190 km/h, indo de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos. A tração traseira e garantida por dois motores elétricos que juntos geram o equivalente a 353 cv. O sistema de vetorização do torque controla a potência, mas tem três modos de operação interessantes: desligado (off), ágil (agile) e modo derrapagem (drift). Difícil não ser divertido…

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