Montadoras desaprovam aumento de etanol anidro na gasolina nacional

Medida vislumbrada pelo governo afetaria carros sem motor flex

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O governo federal tem especulado a mudança na porcentagem de etanol anidro adicionado à gasolina de 25% para 27,5%. A proposta chegou a ser inserida numa medida provisória apresentada ao Congresso, mas foi excluída do texto durante a votação.

Cientes desse cenário, as montadoras automotivas admitiram que não aprovam um eventual acréscimo do biocombustível à gasolina vendida no País. Falando à Agência Reuters, Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), disse não achar conveniente esse tipo de alteração.

Moan destaca o fato de que 42% dos veículos que circulam por aqui são movidos por motores que rodam exclusivamente com gasolina. Ao contrário dos blocos flexíveis, que aceitam qualquer proporção de etanol e gasolina, eles não estão preparados para receber uma mistura com taxas maiores do biocombustível, sob pena de ter um desgaste mais rápido do que seria esperado.

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