Marcas estariam manipulando dados do consumo, diz agência europeia

Transport and Environment aponta modificações nos veículos usados nos testes

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A Transport and Environment, agência não governamental europeia criada para realizar estudos sobre questões ambientais e meios de transporte , divulgou um material onde aponta que as montadoras podem divulgar dados de consumo de combustível e emissões de poluentes incoerentes com a realidade nos Estados Unidos. Por esses motivos, as médias de consumo obtidas pelos consumidores são consideravelmente inferiores às divulgadas pelas marcas.

De acordo com o estudo, como os testes de consumo de combustível dos automóveis nos Estados Unidos, estabelecidos pela EPA (Enviromental Protection Agency), são realizados pelas montadoras em dinamômetros, e contam com supervisão de um técnico, muitos dados podem ser irreais. Isso porque a marca pode realizar diversas alterações nos veículos, imperceptíveis a olho nu.

Segundo a Transport and Environment, as alterações podem começar no próprio “rolo” do dinamômetro, superfície em que o veículo acelera para simular uma via. É possível diminuir a resistência desse componente, reduzindo esforços do motor e, consequentemente, o consumo de combustível e emissão de poluentes.

Mas a história não para por aí. De acordo com a empresa, os próprios automóveis podem receber muitas modificações nas fábricas. Entre elas estão o uso de pressão acima do adequado nos pneus (diminuindo a área de contato e, consequentemente, a resistência), alteração da geometria da suspensão (de modo a minimizar também a área de contato dos pneus com o solo), utilizar óleo do motor diferente do especificado (para reduzir o atrito entre as peças internas, melhorando o consumo de combustível e emissão de poluentes) e até mesmo calibragem distinta na central eletrônica para favorecer a economia.

Além da manipulação

O instituto reconhece, por outro lado, que o tráfego de automóveis crescente piora as condições de consumo de combustível, em função dos congestionamentos constantes — distanciando o teste em laboratório da realidade vivida pelos condutores. Todavia, o estudo também revela a necessidade de modernizar os padrões de medição.

Conforme a matéria divulgado pela Transport and Enviroment, durante quatro minutos do teste (20% do seu total), o automóvel permanece parado, favorecendo modelos com start-stop de modo desproporcional à realidade. Outra incoerência apontada no material é que durante os testes não são utilizados itens como ar-condicionado, faróis ou sistema de som.

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