Lenda das pistas, Maverick Berta vira astro de cinema

Relembre a história deste clássico do automobilismo brasileiro nos anos 1970

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Referência nas pistas brasileiras durante parte da década de 1970, o Maverick Berta voltará aos holofotes nos próximos meses. Mas, dessa vez, ele não será visto nos autódromos, e sim na tela do cinema, já que será o protagonista motorizado de “Maverick, Caçada no Brasil” (em inglês, Maverick: Manhunt Brazil).

A película, com previsão de lançamento em 2016, está sendo produzida em duas grandes locações: Los Angeles, nos Estados Unidos, e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O ator principal é o gaúcho Emiliano Ruschel, mas a obra também conta com nomes como Larissa Vereza e Márcio Kieling.

Ruschel será Jack Maverick, que chega à pequena cidade do Rio Grande do Sul e recebe informações sobre uma série de suicídios que vêm ocorrendo na região. Ele passa a investigar esses casos e se depara com uma rede de tráfico de drogas, que tentará utilizá-lo como isca para as autoridades.

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Enquanto o enredo se desenrola, o personagem principal sempre terá ao seu lado um companheiro nada discreto. O Maverick Berta foi preparado pelo argentino Oreste Berta para competir pela lendária equipe Hollywood da Divisão 3 do automobilismo nacional. Seu motor V8 302 foi dramaticamente modificado, de modo a oferecer mais de 450 cavalos de potência.

Foi assim que o Berta ganhou destaque nas temporadas de 1974 e 1975. Na primeira, guiado por Tite Catapani, faturou a vitória dos tradicionais 500 km de Interlagos. À época, a edição de outubro de QUATRO RODAS (consulte em nosso Acervo Digital) trouxe uma matéria especial sobre a prova, mencionando que ele era “o carro mais veloz do Brasil em sua categoria”. Não era para menos: Catapani terminou o evento com oito voltas de vantagem sobre o segundo colocado!

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Na seguinte, foi conduzido por Luiz Pereira Bueno, tido como um dos melhores pilotos brasileiros de todos os tempos. O problema é que, tal qual acontecera em 1974, o Maverick Berta nem sempre conseguia concluir as provas – a edição de maio de 1975 de QUATRO RODAS traz um exemplo, falando sobre a quebra da correia da bomba de óleo do carro de Luizinho em Tarumã. Por essas e outras, o Berta não chegou a ser campeão por aqui.

Segundo o Guia dos Antigos, depois de sair da disputa nacional, o modelo migrou para o Rio Grande do Sul e passou a competir na Hot Cars por algum tempo, antes de cair no ostracismo. A volta por cima veio no início dos anos 2000, quando o Berta passou por uma restauração e foi adicionado à coleção do Museu do Automobilismo Brasileiro, situado precisamente em Passo Fundo e comandado por Paulo Trevisan.

Em matéria publicada pelo site do jornal O Nacional, da cidade gaúcha, Trevisan explicou o processo de modificação pelo qual o Berta passou para participar das filmagens. Além da revisão mecânica, ele passou por um envelopamento, com o preto fosco cobrindo as tradicionais cores da Hollywood (azul, branco e vermelho). “Esse é um carro com um valor muito grande. Tem uma relevância muito grande para o que o filme precisava. É uma raridade”, disse.

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