Clique e assine por apenas 8,90/mês

Land Rover desenvolve transmissão de dupla embreagem para uso off-road

Conjunto pode estrear em 2018 na nova geração do Defender

Por Diego Dias - Atualizado em 9 nov 2016, 15h03 - Publicado em 25 ago 2016, 15h31
Transmissão de dupla embreagem da Land Rover

A Land Rover está desenvolvendo uma transmissão automatizada de dupla embreagem focada no uso off-road. Com oito marchas, substitui a caixa de transferência por relações mais curtas nas primeiras marchas, garantindo disposição no uso off-road e menor consumo de combustível em relação a câmbios automáticos convencionais com conversor de torque.

LEIA MAIS:

>> Honda desenvolve câmbio de tripla embreagem e 11 marchas

>> Clássicos: Range Rover Classic

Continua após a publicidade

>> Guia de usados: Range Rover Evoque

Com o codinome Polar 3, o novo câmbio automatizado de dupla embreagem funciona como as outras caixas desse tipo: tem uma embreagem para marchas ímpares e outra responsável pelas pares. Entre as principais características, está o fato de simular reduzida nas primeiras marchas, enquanto as marchas intermediárias e mais altas serão as adequadas para a condução normal.

Outros carros que seguem este princípio são o Jeep Renegade diesel e do Renault Duster 4×4. Os dois substituiram a caixa de transferência pela primeira marcha mais curta. Mas o Renegade tem câmbio automático convencional, de nove marchas, enquanto o Duster tem um manual de seis marchas.  

Essa configuração de câmbio permite abandonar a caixa de transferência, uma transmissão à parte responsável por multiplicar o torque do motor quando necessário. É uma solução bem-vinda, já que a caixa de transferência é pesada e, em geral, obriga que o carro esteja parado para ser acionada. Na nova transmissão da Land Rover, isso não seria mais necessário.

Continua após a publicidade

O desempenho off-road será otimizado em conjunto com o conhecido sistema Terrain Response, que configura as respostas do motor, transmissão, suspensão, freios, de acordo com o terreno que se trafega. De quebra, o consumo pode ser reduzido em até 10%. 

É previsto que a nova transmissão da Land Rover aguente cerca 61 mkgf de torque, caindo como uma luva para o V6 3.0 de 258 cv e 61,2 mkgf de torque usado pelo Range Rover Vogue e pelo Dicovery 4, mas também poderia ser utilizada pelos motores quatro cilindros da família Ingenium. Para efeito de comparação, o câmbio DSG de dez marchas da Volkswagen, ainda em desenvolvimento, terá capacidade para suportar até 56 mkgf de torque.

Não há uma previsão de quando o novo câmbio da Land Rover fará sua estreia, mas não se espante caso ele só apareça ná próxima geração do mítico Defender, cujo lançamento é esperado para 2018.

Publicidade