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Hyundai patenteia motores com cilindros de tamanhos diferentes

Cilindros com curso ou diâmetro diferentes poderiam ser integrados a um sistema de desativação sob demanda

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 31 mar 2017, 18h23 - Publicado em 31 mar 2017, 16h40
Motores 1.0 3cil. T-GDI da Hyundai
Motores 1.0 3cil. T-GDI da Hyundai Divulgação/Hyundai

O senso comum nos diz que todos os cilindros de um motor possuem deslocamento (capacidade cúbica) igual. Mas os engenheiros da Hyundai estão trabalhando para quebrar estar regra: patentes da empresa revelam projeto de motor com cilindros de pelo menos dois tamanhos diferentes.

Smartphones mais recentes utilizam dois processadores: um deles trabalha em frequência mais baixa e outro em uma mais alta. O objetivo é acionar um deles ou mesmo os dois ao mesmo tempo de acordo com a função a ser executada, o que ajuda a tornar o aparelho mais eficiente. É este o princípio do motor que a Hyundai patenteou.

A tecnologia de desativação automática de cilindros é antiga (a Cadillac estreou em 1981) em motores grandes e começa a ganhar destaque entre os menores – como o novo 1.5 TSI da Volkswagen, que já equipa o Golf por lá.

Funciona assim: a injeção deixa de enviar gasolina para os cilindros desligados, enquanto atuadores eletrônicos na árvore de cames impedem a abertura das válvulas de escape e admissão. Os cilindros desativados continuam se movendo: apenas não ocorre a queima da mistura ar-combustível dentro deles. 

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Este sistema é a chave para que a Hyundai tenha um maior controle do consumo do motor em diferentes situações de funcionamento, desativando os cilindros seletivamente de acordo com a necessidade. Ela poderia usar combinações dos dois tamanhos para chegar ao rendimento perfeito para a ocasião.

A desativação sob demanda poderia solucionar em parte o principal desafio da ideia: o desequilíbrio e a consequente vibração que o funcionamento de cilindros de tamanhos diferentes pode gerar. Ou alguns cilindros teriam curso dos pistões menor, ou diâmetro menor. A segunda opção é a mais plausível: ao menos todos os quatro tempos de queima permaneceriam sincronizados.

Na prática, há o temor de que essa tecnologia transforme os motores a combustão em máquinas tão complexas que os tornaria inviáveis a nível desgaste e confiabilidade. Não há um indício claro sobre qual será a aplicação, mas se a Hyundai já patenteou, pode ser que hajam planos ainda desconhecidos a respeito.

 

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