Fusion Hybrid reestilizado faz 19,2 km/l na cidade

Novidade custa R$ 159.500 e consome menos que os compactos mais eficientes do mercado

Ford Fusion Hybrid Por fora, só o emblema Hybrid diferencia a versão híbrida

Por fora, só o emblema Hybrid diferencia a versão híbrida  (/)

A Ford iniciou as vendas do Fusion Hybrid reestilizado, acompanhando as mudanças já apresentadas nas versões exclusivamente a combustão. O híbrido passa a ser oferecido como a configuração mais cara do sedã, por R$ 159.500 – o Fusion Titanium 2.0 AWD parte de R$ 154.500.

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A diferença de preço, de apenas R$ 5.000, praticamente deixa as duas opções em condições de igualdade para dificultar a escolha dos compradores. O que levar para casa: um 2.0 Ecoboost turbinado de 248 cavalos e tração integral ou o econômico Hybrid, de 190 cv (potência combinada) e extremamente silencioso?

Ford Fusion Hybrid Sedã faz 19,2 km/l na cidade

Sedã faz 19,2 km/l na cidade  (/)

Ao volante, o Fusion Hybrid é a versão que oferece a maior suavidade de rodagem e silêncio na cabine. O motor elétrico pode operar a até 100 km/h, então, em algumas condições, é possível até ouvir o ruído dos pneus no asfalto. Mas pouco: mérito de um competente sistema de cancelamento de ruído externo. Três microfones na cabine captam sons desagradáveis e enviam um sinal para uma central capaz de gerar frequências que anulam parte dos ruídos inconvenientes. Em nossas medições, registramos 69,2 dB a 80 km/h. E apenas o som ambiente (34 dB) no “ponto morto” – no caso do Fusion, nessa condição não há ruído, já que o motor a combustão permanece desligado.

Ford Fusion Hybrid Comandos internos utilizam botões físicos. No Fusion anterior, eram do tipo touch. Ficou melhor agora

Comandos internos utilizam botões físicos. No Fusion anterior, eram do tipo touch. Ficou melhor agora  (/)

Sob o capô a Ford optou pelo 2-litros de ciclo Atkinson (143 cv a 6.000 rpm e 17,8 mkgf a 4.000) conectado a uma transmissão automática do tipo CVT. Uma das novidades é a substituição da tradicional alavanca no console por um seletor giratório. Não há opção de bloqueios de marcha, apenas a posição L, que favorece o torque ao privilegiar rotações elevadas do motor.

Ford Fusion Hybrid Painel digital tem duas telas de TFT configuráveis. No visor direito, é possível exibir folhas, que surgem no display se o motorista dirigir de forma “ecológica”

Painel digital tem duas telas de TFT configuráveis. No visor direito, é possível exibir folhas, que surgem no display se o motorista dirigir de forma “ecológica”  (/)

O Fusion Hybrid pesa 1640 kg, 177 a mais que o Titanium AWD. Porém, o peso extra não fez com que a aceleração de 0 a 100 km/h ficasse ruim: marcou 10,2 segundos em nossas medições de pista. E também não comprometeu o consumo, o maior trunfo do Ford. Em ciclo urbano, fizemos 19,2 km/l, ante 7,8 do Fusion 2.0 AWD. Na estrada, foram 16,8 km/l, um número também expressivo.

Ford Fusion Hybrid Seletor giratório substituiu a alavanca da transmissão

Seletor giratório substituiu a alavanca da transmissão  (/)

Você leu certo: o Hybrid é mais econômico dentro da cidade. E isso ocorre por conta da maior interação entre a combustão e a eletricidade. No dia a dia, é a até os 60 km/h que o motor elétrico trabalha mais, aliviando o gasto de gasolina (ele não é flex). No anda e para do trânsito, o propulsor elétrico faz o trabalho de tirar o sedã da imobilidade – condição em que tradicionalmente o consumo de combustível costuma ser elevado.

Algumas tecnologias ajudam a reaproveitar energia que seria desperdiçada. Os freios são do tipo regenerativos, ou seja, ao acionar o pedal, um transformador converte a energia cinética da frenagem em energia elétrica e reabastece a bateria. O mesmo ocorre quando o carro está em movimento, mas sem aceleração.

Ford Fusion Hybrid Porta-malas teve o espaço comprometido por causa das baterias

Porta-malas teve o espaço comprometido por causa das baterias  (/)

A direção elétrica, ao contrário da hidráulica, não toma potência do motor. E o mesmo foi feito com o compressor de ar-condicionado, também elétrico, para favorecer o consumo.

A transição entre a eletricidade e gasolina é automática, sem interferência do motorista. Não há cuidados especiais, nem manutenção em revisões. Aliás, a garantia das baterias supera a do próprio veículo. Enquanto os acumuladores são garantidos por 8 anos, o carro tem apenas três. No entanto, em casos de mau uso, como enchentes ou possíveis colisões, a troca do componente consome pelo menos R$ 36.000.

Feito no México, o senão do Fusion Hybrid é o espaço no porta-malas. As baterias são armazenadas sobre o eixo de trás, consumindo um espaço considerável. O volume original, de 514 litros, cai para 392 – pouco mais que um hatch médio. Para quem viaja muito ou precisa de espaço para bagagem, é um problema que não tem solução. No entanto, se você roda muito na cidade, é hora de migrar para o mundo dos híbridos. E o Fusion é, no momento, a melhor porta de entrada.

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