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Fábricas de carro já começam a adiar retorno das atividades para junho

A expectativa inicial era de retorno no final de abril. Sem melhora no cenário da pandemia, as empresas decidiram aumentar o período de paralisação

Por Renan Bandeira - Atualizado em 15 abr 2020, 13h55 - Publicado em 15 abr 2020, 13h22
Linha de montagem do Toyota Etios em Sorocaba (SP) Divulgação/Toyota

A Toyota anunciou nesta semana que irá adiar a retomada da produção de suas quatro fábricas que estão paradas no Brasil. Em um primeiro momento, a expectativa era de retorno no dia 6 de abril.

Agora, as plantas de São Bernardo do Campo (SP), Indaiatuba (SP) e Porto Feliz (SP), têm retorno estimado para 22 de junho. A unidade de Sorocaba (SP) deve voltar em 24 de junho.

A marca pondera que o retorno poderá acontecer antes do previsto, mas tudo depende do cenário interno de contaminação.

“A Toyota continuará avaliando a situação momento a momento, e caso entenda ser possível retomar as atividades antes do previsto, reverá o cronograma, sempre seguindo as orientações das autoridades”, diz a marca em nota.

“E, principalmente, colocando a saúde e o bem-estar de seus colaboradores e de seus familiares em primeiro lugar”, segue o comunicado.

De acordo com a empresa, foi acordado com os sindicatos das unidades que parte dos funcionários ligados diretamente à produção terão seus contratos de trabalho temporariamente suspensos a partir de 22 de abril – a marca não revelou o número de funcionários envolvidos.

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O acordo também prevê a preservação dos salários líquidos entre 75% e 100%, de acordo com a faixa salarial de cada colaborador.

Atualmente, a empresa conta com 6.000 funcionários divididos entre horistas e administrativos. Empregados que não tiverem seus contratos suspensos continuarão trabalhando normalmente ou em home office.

Fábrica da GM em São Caetano do Sul (SP) Divulgação/Chevrolet

Seguindo os passos da Toyota, a Chevrolet informou que sua produção ficará paralisada até junho. Antes, o retorno das atividades estava previsto para 12 de abril.

No informativo desta semana, a empresa norte-americana afirmou que as medidas terão duração inicial de dois meses, mas há a possibilidade de extensão do prazo ou retorno antecipado das atividades.

“Continuaremos a acompanhar a evolução do cenário e estaremos prontos para retomar as atividades assim que for possível”, afirmou a GM.

Os funcionários das fábricas de São Caetano do Sul (SP), Gravataí (RS), Joinville (SC), São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Indaiatuba (SP), terão os salários reduzidos entre 5% e 25%, dependendo do cargo.

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Contribuintes em nível de gerência terão redução de 12,5%, enquanto diretores perderão 25% da remuneração.

A medida foi tomada em acordo com o sindicato e incluem também: redução de jornada e suspensão temporária de contratos (lay off) – ambas com impacto no salário. Atualmente, a empresa conta com cerca de 15.000 colaboradores.

Confira todas as datas de paralisação dos fabricantes no Brasil:

Audi
23 de março até 30 de abril.

BMW
30 de março a 4 de maio.

Caoa Montadora – Caoa Chery e Hyundai em Anápolis (GO)
23 de março e não há previsão de retorno.

Caoa Chery
23 de março a 30 de abril.

Chevrolet
30 de março até 1º junho.

FCA – Fiat e Jeep
23 de março a 21 de abril.

Ford e Troller
23 de março a 20 de abril (Troller) e 30 de abril (Ford).

Honda
25 de março a 27 de abril.

HPE – Mitsubishi e Suzuki
23 de março a 1º de junho.

Hyundai
23 de março a 27 de abril.

Jaguar Land Rover
25 de março a 27 de abril.

Mercedes-Benz
25 de março a 2 de maio.

Nissan
25 de março a 22 de abril.

PSA – Citroën e Peugeot
23 de março a 21 de abril.

Renault
23 de março a 3 de maio.

Toyota
24 de março a 22 de junho – unidade de Sorocaba (SP) retorna em 24 de junho.

Volkswagen
23 de março até 30 de abril.

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Fernando Pires/Quatro Rodas
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