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Expostos em “porão”, carros brasileiros chamam a atenção em Paris

Dois clássicos nacionais participaram de mostra de carros antigos feita embaixo de um dos principais pavilhões do salão francês

Por Rodrigo Ribeiro, de Paris (França) - 4 out 2018, 11h22
A Kombi exposta no Salão de Paris era da série especial Last Edition Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas

Embaixo do novo BMW Série 3, principal novidade do salão do automóvel de Paris, ficaram dois brasileiros que chamaram a atenção de quem passava pelo pavilhão 5 do evento.

Abaixo da mostra principal (que também ocorreu em outras áreas do centro de eventos) foi feita uma discreta exposição de veículos antigos. E, entre eles, nossa Volkswagen Kombi e o icônico Willys Interlagos.

O Interlagos que faz parte do acervo da Renault é pintado com as cores da equipe Willys Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas

As unidades expostas fazem parte do acervo da VW alemã e da Renault, respectivamente. E eram alvos de fotos frequentes pelo público que passava pela mostra.

Uma das pessoas que passava pela Kombi comentou com seu colega, em inglês, sobre a estranheza que causava ver aquela versão da perua com radiador.

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Isso porque as duas primeiras gerações da Volkswagen eram conhecidas pela dianteira “limpa”, pois o motor boxer arrefecido a ar dispensava qualquer trocador de calor extra.

Primo pobre

Em local mais nobre e à vista do público, o Alpine A110 apresentava um estado de conservação inferior ao do Interlagos Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas

Já o Willys Interlagos repousava com a marcante pintura da equipe oficial que a marca francesa usava em competições no Brasil.

A versão modernizada do A110 (e, indiretamente, do Interlagos) é um esportivo com carroceria de alumínio feito pela Renault Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas

O modelo é uma versão modificada (e menos potente) do também clássico Alpine A108. E, curiosamente, a versão atualizada do modelo que deu origem ao Interlagos, a A110, também estava no salão, mas em uma área mais nobre e ao lado de sua releitura moderna, o Renault Alpine.

Já o Interlagos era alvo de fotos e comentários fervorosos de pequenos grupos de senhores franceses, que aparentavam conhecer a fundo a história do esportivo brasileiro.

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Mesmo com menos holofotes, a dupla tupiniquim ajudou a representar um pouco da história da indústria automotiva brasileira do lado de lá do oceano.

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