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Exclusivo: Renault paralisa fábricas no Brasil por falta de eletrônicos

Férias vêm após paralisação forçada da linha por falta de chips. É a terceira vez que a Renault do Brasil para em 2021

Por Eduardo Passos Atualizado em 30 jul 2021, 12h12 - Publicado em 30 jul 2021, 12h06
Fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR)
Fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), região metropolitana de Curitiba Divulgação/Renault

Parece sorteio: a cada semana uma montadora anuncia interrupção de alguma fábrica ao redor do mundo por conta da escassez de componentes elétricos. Dessa vez foi a Renault, que dará férias emergenciais aos funcionários paranaenses pela falta de chips vindos do Oriente.

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A medida foi comunicada ontem (29), via e-mail, aos funcionários de duas das quatro fábricas que compõem as instalações da francesa em São José dos Pinhas, na região metropolitana de Curitiba. As férias emergenciais valerão a partir de segunda-feira (2) e a duração varia conforme a área de trabalho. 

Mesmo drástica, a medida é inevitável uma vez que desde quinta-feira a produção já está interrompida pela falta de peças. “Principalmente um microchip importado da Índia e Ásia”, disse fonte ouvida pela reportagem. Em cada veículos são usados de 200 a 600 desses semicondutores, que controlam todos os componentes eletrônicos do carro.

Comunicado distribuído via e-mail aos funcionários da linha de produção automotiva
Comunicado distribuído via e-mail aos funcionários da linha de produção automotiva Reprodução/Quatro Rodas

No caso da Curitiba Veículos de Passeio (CVP), onde são fabricados modelos como Duster, Kwid e Stepway, a paralisação será de dez dias, com retorno em 12/8. Dando noção do problema, em 2018 foram produzidos cerca de 320.000 carros na CVP, média de 1.269 unidades por dia útil ou quase 7.000 carros por semana.

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  • Funcionários da Curitiba Veículos Utilitários (CVU), de onde saem os furgões Master, também terão férias emergenciais, mas por apenas cinco dias. Desse modo, na segunda-feira (9) a Renault já pretende retomar a produção de seus veículos de carga.

    Vista aérea do complexo da Renault em São José dos Pinhais
    Vista aérea do complexo da Renault em São José dos Pinhais Divulgação/Renault

    Ouvida por QUATRO RODAS, a Renault confirmou as informações e garantiu que “a produção referente a estes dois dias (29/7 e 30/7) será compensada em datas futuras a serem definidas pela empresa”.

    Essa é a terceira vez que a sucursal brasileira precisa interromper sua produção em 2021. Em março houve paradas por conta da covid-19 e pela falta de componentes. O problema de abastecimento é global e é resultado direto da covid-19, que modificou profundamente as cadeias globais de suprimentos.

    De janeiro a junho cerca de 120.000 carros deixaram de ser fabricados no Brasil por ausência de matérias-primas. Segundo a Anfavea, o problema deverá ser normalizado apenas em 2022.

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