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”Estamos em compasso de espera”, diz presidente da Fiat

Após crescer 5% no 1º semestre no país, montadora vem perdendo vendas e aguarda volta da confiança do consumidor

Por Marcio Juliboni, de Exame.com - Atualizado em 9 nov 2016, 12h45 - Publicado em 30 set 2013, 15h47
fabricantes

Depois de fechar o primeiro semestre com números positivos de vendas, a Fiat agora torce para que o desempenho se repita na segunda metade do ano. “Vivemos em compasso de espera”, afirma o presidente da montadora no país, Cledorvino Belini. O executivo participou, neste segunda-feira, do EXAME Fórum “Como aumentar nossa produtividade”, que está sendo realizado em São Paulo.

No primeiro semestre, a Fiat registrou um aumento de 5% nas vendas, segundo a Fenabrave, totalizando 380.102 unidades. A operação brasileira também foi destaque nos números globais. Segundo a Fiat mundial, as vendas globais cresceram 9% e somaram 2,8 bilhões de euros.

A montadora destacou, explicitamente, a contribuição do brasil para estes números, citando, por exemplo, o aumento de 11% nas exportações de carros a partir do país.

O problema é que a Fiat abriu o segundo semestre com números em queda no Brasil. Segundo a Fenabrave, a montadora recuou 20,16% em julho e 39,7% em agosto, sobre os mesmos meses do ano passado.

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Segundo Belini, há dois fatores que estão refletidos nestes números. O primeiro é a chegada de novos competidores, o que faz com que a mesma clientela seja disputada por mais montadoras. “O mesmo bolo, dividido por mais gente, gera fatias menores para cada um”, diz.

Mas seria possível aumentar o bolo, isto é, o mercado, por meio de novos incentivos para o consumidor comprar um novo automóvel? Segundo Belini, o acesso ao crédito ainda é bom. O problema é que os consumidores estão mais pessimistas, o que faz com que sejam mais cautelosas para se endividar no longo prazo.

“O índice de confiança do consumidor está abalado”, afirma. Para o executivo, ainda é cedo para jogar a toalha. Isto porque os melhores meses de vendas se concentram no final do ano. “Pode crescer, porque o brasil é uma caixinha de surpresas”, diz.

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