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Depois de críticas pesadas, EcoSport muda na Europa e recebe (alguns) elogios

Modelo perdeu o estepe na porta traseira e recebeu melhorias no acabamento e na qualidade de condução

Por Guilherme Fontana - Atualizado em 9 nov 2016, 14h45 - Publicado em 18 nov 2015, 17h08
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Projeto totalmente brasileiro, a segunda geração do Ford EcoSport foi lançada em 2013 e passou a fazer parte do plano One Ford, tornando-se um modelo global. Com isso, em 2014, o EcoSport chegou ao mercado europeu como um estranho no ninho: a Ford nunca havia lançado nenhum utilitário compacto por lá.

Logo em sua chegada a Europa, o EcoSport foi recebido com duras críticas da imprensa especializada. A montagem e os materiais “mais econômicos” do SUV, que chega por lá através da fabricação na Índia, não agradaram aos europeus.

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Durante as avaliações das publicações locais, as principais deficiências apontadas estavam no comportamento dinâmico do modelo, muito “molenga” para os britânicos. Outro ponto que não os agradou foi o estepe pendurado na tampa do porta-malas. Principal característica do Eco no Brasil, o pneu causou estranheza no Velho Continente. As críticas eram ainda mais afiadas quando o modelo era comparado com seus concorrentes Renault Captur e Mazda CX-3, ambos inexistentes no mercado brasileiro.

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A Ford, porém, foi rápida e providenciou as alterações já para a linha 2015 do SUV – que melhorou, mas ainda não convenceu totalmente: a AutoExpress deu três de cinco estrelas possíveis para o modelo, uma leve melhora em relação às duas estrelas dadas anteriormente. As mudanças, sem previsão de chegarem ao Brasil, atingiram a suspensão, a altura do carro (que ficou 1 cm mais baixo), a direção elétrica e o controle de estabilidade. Por fora, a traseira perdeu o estepe sobressalente, gerando a primeira modificação estética do EcoSport fora do Brasil.

O interior também tem novidades que não contemplam o Brasil. O acabamento do painel passou a ser de melhor qualidade, com materiais emborrachados e detalhes cromados e em preto brilhante. O nível de ruídos caiu graças aos reforços nas portas e no painel. Como opcional, a marca oferece ao público europeu o pacote “Inverno”, que adiciona janelas, retrovisores e bancos dianteiros aquecidos. Já o sistema de conectividade permaneceu sem alterações, sendo classificado como “antigo” e “ultrapassado” por dispor de recursos visuais limitados.

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O EcoSport é vendido no Reino Unido nas versões Zetec e Titanium. A primeira parte de 14 245 libras (equivalente a R$ 80 mil em conversão direta), enquanto a segunda começa em 16 445 libras (ou R$ 95 mil). Por lá, são oferecidos os motores 1.5 Duratec de 112 cv, 1.0 turbo de 125 cv e 1.5 Duratorq diesel de 95 cv. Por aqui, o modelo parte de R$ 65 900 com motor 1.6 de 131 cv e de R$ 82 500 com o 2.0 de 147 cv.

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