Depois de 115 anos, Fiat troca de casa

Fusão com a Chrysler foi aprovada pelos investidores e a empresa terá sede no Reino Unido

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Depois de 115 anos a Fiat, a maior fabricante da Itália e um símbolo da luta do país para se adaptar à globalização, está saindo de sua casa. A família Agnelli, que controla a empresa, e os outros investidores selaram o fim da Fiat como uma companhia italiana e também aprovaram a fusão com a Chrysler.

Criada pelo CEO Sergio Marchionne, a Fiat Chrysler AutomobilesNV será constituída sob a lei holandesa, terá sede no Reino Unido e estará registrada na Bolsa de Valores de Nova York. “Marchionne não quer abandonar a Itália; ele quer que ele e a FCA sejam agentes globais e para conseguir a FCA deve ser reposicionada”, disse Erik Gordon, professor da Faculdade de Administração Stephen M.Ross, da Universidade de Michigan.

Ao combinar recursos com a Chrysler, a Fiat poderá concorrer melhor com pesos-pesados como a General Motors, a Volkswagen AG e a Toyota Motor. E um dos fatores que a fazem pensar assim foi a quase falência há uma década, que demonstrou que o foco italiano era insustentável.

Para diminuir o efeito da mudança, Marchionne pretende manter as funções de administração e tecnologia da informação em Turim, também prometeu manter abertas todas as fábricas italianas da Fiat e recontratar cerca de 30.000 funcionários da linha de produção que, em sua maioria, estão de licença. Para isso, ele pretende montar na Itália o compacto Jeep Renegade e outros modelos da marca Chrysler.

A Fiat também pretende expandir outras marcas de alta gama, como Alfa Romeo e Maserati, para competir internacionalmente com nomes como BMW, Audi e Porsche.

No entanto, um dos desafios é aumentar a sua presença na China e suas operações na América Latina estão em queda. Mesmo antes de finalizar a combinação com a Chrysler, a Fiat foi vinculada nas últimas semanas a fusões ou acordos com a Volkswagen e com a PSA Peugeot Citroën, da França.

Antes da recuperação da Chrysler sob a direção da Fiat “éramos as crianças pobres, a Cinderela do baile”, disse o CEO, em junho. “Na verdade, nos EUA as pessoas gostam disso; elas gostam do que aconteceu”.

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