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Case com um destes carros e tenha problemas para se divorciar

No dia dos namorados, QUATRO RODAS separou uma lista com dez carros que podem ser um problema para o dono quando o amor acabar

Por Daniel Telles - Atualizado em 13 jun 2020, 19h49 - Publicado em 12 jun 2020, 17h26
Câmbio Powershift do Ford Focus causa arrepio em muitos compradores Christian Castanho/Quatro Rodas

É comum que o amor entre um casal acabe após algum tempo de casamento. Quando isso ocorre, o normal é que seja realizado o divórcio e cada um siga sua vida.

A lógica é similar para motoristas e automóveis: o dono ou dona se apaixona, compra o veículo desejado e vive tempos de amor. Quando a relação se desgasta, vem a venda e possível troca por outro modelo.

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Entretanto – assim como ocorre entre os humanos – às vezes a separação envolvendo um ser humano e seu carro pode ser conturbada, dolorosa e muito demorada.

Isso porque muitos veículos causam arrepios em concessionárias e revendedores. Os motivos vão desde problemas mecânicos crônicos até alto custo de manutenção, má fama e pouca aceitação do mercado de usados.

Pensando nisso, QUATRO RODAS separou uma lista com dez carros que podem render um casamento mais duradouro que o esperado com seus donos.

Lembrou de algum que não está aqui listado? Deixe nos comentários.

1. Fiat Linea 1.9 Dualogic

Motor 1.9 ultrapassado é o principal problema do Fiat Linea Divulgação/Fiat

O sedã médio da Fiat foi lançado no Brasil em 2008 e viveu até 2016. Seu acabamento interior e itens de série, como airbags laterais e de cortina e GPS integrado ao painel, até renderam elogios no lançamento.

Mas o conjunto câmbio-motor escolhido pela Fiat à época do lançamento é o grande responsável por colocar o Linea nesta lista.

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Sob o capô, o fabricante optou por um 1.9 flex de 130 cv e 18,1 kgfm, que na verdade era uma versão, com deslocamento aumentado, do antigo 1.6 de origem argentina usado nas famílias Palio e Strada.

A combinação deste propulsor com o câmbio automatizado Dualogic não deixou o Linea emplacar.

Tanto que, apenas um ano após o lançamento, a Fiat aposentou o 1.9 e passou a utilizar o 1.8 Etorq, que equipa ainda hoje modelos como Strada, Grand Siena, Argo, Toro, Renegade…

2. Ford Focus com câmbio Powershift

Ford Focus 2016
Motor, tecnologia e design são pontos positivos do Focus Divulgação/Ford

Descontinuado no Brasil na metade do ano passado, o Ford Focus é uma boa opção de usado para quem preza por conforto, desempenho e tecnologia.

As versões topo de linha vêm equipadas com um motor 2.0, capaz de render até 178 cv e 22,1 kgfm, e tem até sistema de frenagem autônoma (versão Titanium Plus).

Ford admitiu as falhas e estendeu a garantia para 10 anos ou 240.000 km Christian Castanho/Quatro Rodas

O problema está no câmbio automatizado de dupla embreagem Powershift. A peça apresentou problemas crônicos que vão desde superaquecimento, trepidação e ruídos até desgaste precoce da embreagem dupla.

A própria Ford admitiu as falhas e estendeu a garantia do câmbio para dez anos ou 240.000 km. Mesmo assim, há concessionárias que nem aceitam o Focus na troca.

3. Hyundai Elantra 1.8

Elantra chegou ao país com este visual e opções de motor 1.8 e 2.0 Divulgação/Hyundai

O sedã médio chegou ao Brasil importado da Coreia do Sul em 2011 com a missão de competir com Honda Civic, Toyota Corolla e VW Jetta.

No entanto, não empolgou tanto os brasileiros nos primeiros anos. Além do pouco apelo comercial, as versões equipadas com o motor 1.8 a gasolina de 150 cv geraram resistência, já que o desempenho era somente “normal” e não podia usar álcool.

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No design, as rodas aro 17, que deixavam os freios a tambor à mostra, também pesavam contra o Elantra entre 2011 e 2013.

E quando o sedã médio ganhou o motor 2.0 flex de 167 cv e freios a disco na traseira  já havia ficado para trás. As vendas do modelo foram minguando, até que a Caoa encerrou suas importações em janeiro deste ano. 

4. Peugeot 408 com câmbio de quatro marchas

Motor THP e câmbio com trocas no volante deram novo ânimo ao 408
Câmbio automático de 4 marchas é o que espanta os compradores Christian Castanho/Quatro Rodas

O sedã médio francês chegou ao Brasil em 2011 trazendo uma boa cesta de equipamentos, design elogiável e os motores 2.0 aspirado de 143 cv.

O calo do modelo, no entanto, também é o câmbio. Até 2013, o 408 era vendido com uma caixa automática de apenas quatro marchas na versão 2.0, que afetava não só o consumo como também o desempenho do motor 2.0.

Para tentar alavancar as vendas, a partir de 2014 o sedã passou a ser vendido com o câmbio de seis marchas que era usado nas versões com motor e 1.6 THP de 165 cv desde 2013. O rendimento melhorou consideravelmente, mas os emplacamentos continuaram baixos e o modelo saiu de linha no ano passado. Alta mesmo, só a desvalorização do usado.

5. Chevrolet Captiva V6

Atenção deve ser redobrada com o câmbio automático das primeiras unidades com motor V6 Marco de Bari/Quatro Rodas

Assim como o Ford Fusion V6, o Chevrolet Captiva tem câmbio automático de seis marchas que recorrentemente apresenta problemas.

As falhas são mais frequentes nas unidades equipadas com o motor V6 de 261 cv, que foi substituído por outro mais potente em 2011.

Os defeitos variam desde rompimento no disco de mola até a quebra total da transmissão, passando por falhas no módulo eletrônico.

O alto custo do reparo, que pode chegar a R$ 25.000, faz o SUV não ser tão querido no mercado de usados. As versões V6, inclusive, são mais baratas que as com motor 2.4 de quatro cilindros.

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6. Mitsubishi Pajero Sport V6 flex

Consumo do motor flex joga contra a Pajero Sport da geração anterior Divulgação/Mitsubishi

O SUV japonês foi o primeiro a ter um motor V6 movido a etanol e gasolina. E pode-se dizer que a estreia não foi boa.

Segundo dados do próprio fabricante, a Pajero chegava a marcar 3,5 km/l na cidade e não mais que 7 km/l no trecho rodoviário com etanol no tanque.

A fama merecida de carro beberrão faz os compradores muitas vezes virarem a cara e nem quererem se sentar à mesa para negociar as versões flex. Quem há de julgá-los?

7. Nissan Tiida Sedan

Nissan Tiida Sedan
Nissan Tiida sedan não oferece rodas de liga leve e os airbags eram apenas opcionais Divulgação/Nissan

O sedã compacto chegou ao Brasil em 2011 importado do México e teve vida curta, saindo de linha em 2013 para dar lugar ao Versa.

O modelo tinha preços atrativos (faixa dos R$ 44.000 quando zero), mas pecava por ser, já naquela época, pouco recheado na comparação com a versão hatch. Era vendido apenas com rodas de aço e airbags frontais eram itens opcionais.

O motor 1.8 flex de 126 cv, acoplado a câmbio manual ou automático de seis marchas, também não era dos melhores: atingia os 100 km/h em 11 segundos e fazia apenas 6,9 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada, quando movido a etanol.

Por todas essas razões, o Tiida Sedan pode dar trabalho para o dono na hora da venda.

8. Fiat Freemont

Dizem as más línguas que a Fórmula 1 vai adotar um pneu que desgasta ainda mais rápido que os hipermacios. Eles seriam chamados de “tipo Freemont” Divulgação/Fiat

O SUV de cinco ou sete lugares chegou ao Brasil em 2011, mas não foi exatamente uma novidade em nosso mercado.

Isso porque desde 2008 (e até hoje) a Dodge já comercializava por aqui o Journey, irmão gêmeo do Freemont no design, mas com motor V6 e equipamentos mais sofisticados.

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Pode-se dizer que a estratégia da marca (controladora de Fiat e Dodge) não funcionou.

Mesmo custando até R$ 20.000 a menos, o desempenho e consumo do motor 2.4 a gasolina – utilizado até pouco tempo atrás em versão flex pela Fiat Toro – não deixaram o Freemont decolar.

A cesta de equipamentos de série, bem menos recheada que a do Dodge, também pesa contra o modelo da Fiat, que saiu de linha em 2015.

9. Citroën C4 Picasso

Segmento das minivans perdeu muito espaço no mercado com a chegada em bando dos SUVs Cleber Bonato/Quatro Rodas

Os carros franceses, em si, já não têm uma boa fama quando o assunto é revenda. Em muitos casos, no entanto, isso pode ser considerado lenda. Mas não para o Citroën C4 Picasso.

Primeiro porque a grande maioria dos compradores de minivans foi seduzida pelo tsunami de SUVs que inundou nosso mercado nos últimos seis anos.

Além disso, o custo de reposição de peças do carro não é dos mais baratos, já que o modelo vinha importado da Espanha até meados do ano passado, quando saiu de linha.

Por outro lado, o motor 1.6 THP, espaço interno e itens de série são pontos positivos do Citroën.

10. Volkswagen Touareg

VW Touareg R-Line
Luxuoso, VW Touareg batia de frente com Porsche Cayenne divulgação/Volkswagen

O SUV de luxo da VW saiu de linha por aqui em janeiro de 2019, após emplacar somente seis unidades ao longo de 2018.

Por aqui, era vendido com duas opções de motorização: V6 de 280 cv e V8 de 380 cv, com etiquetas de R$ 337.630 e R$ 402.744, respectivamente.

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Era relativamente barato para um SUV grande, mas o fato de ser, na prática, um Porsche Cayenne da Volkswagen, torna suas peças e manutenção muito caras. Tudo isso pode (e vai) trazer problemas na hora da revenda. Mais ainda se for blindado.

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