Adeus: estes 11 carros se despediram do Brasil no 1º semestre de 2019

O ano ainda está na metade, mas alguns modelos importantes e icônicos de outros tempos deixaram de ser comercializados no país

 (Arte/Quatro Rodas)

Acabamos de chegar ao segundo semestre de 2019. Mas esse tempo já foi suficiente para 11 carros – e algumas configurações importantes – serem aposentadas no nosso país.

De minivans quase esquecidas a hatches aclamados pelo público, confira quais modelos já não serão encontrados nas lojas como 0 km e quais foram os motivos de cada adeus.

Citroën C4 Picasso e Grand C4 Picasso

Citroën Grand C4 Picasso

Citroën Grand C4 Picasso (Cleber Bonato/Quatro Rodas)

O Citroën Picasso existiu no Brasil por 18 anos. Mas essa história teve fim em maio deste ano, quando a terceira geração da família de minivans disse adeus ao nosso mercado.

E não faltavam pontos positivos ao último modelo: amplo espaço interno, massageadores para a primeira fileira e até poltrona digna de classe executiva de avião ao passageiro.

Só que, mesmo com todos esses equipamentos – e motor 1.6 turbo de 165 cv de potência –, a minivan não resistiu à ofensiva de SUVs. Em 2018, só foram vendidas 298 unidades.

Ford Focus

Novo Ford Focus Ford Focus

Ford Focus (divulgação/Quatro Rodas)

O Focus é um daqueles modelos que poderiam estrear “Por onde anda” nos programas de TV. Se você já não lembrava que ele existia há algum tempo, algo é definitivo: morreu.

Quem se despediu primeiro foi o hatch, mas foi apenas questão de tempo (e estoque) para o sedã Fastback também desaparecer de vez do site da marca e das concessionárias.

Lançado na Europa em 1998, o modelo chegou ao mercado brasileiro dois anos depois. Desde então, foram três gerações – com atraso de quatro anos, a segunda já veio reestilizada.

Ford Fiesta

Ford Fiesta

Ford Fiesta (Ford/Divulgação)

O Fiesta chegou ao Brasil há 24 anos e, nesse período, foram quatro gerações. Se primeira era importada da Espanha, a seguinte já foi fabricada em São Bernardo do Campo (SP).

Apelidado Chorão pelos faróis tristonhos e Gatinho após a primeira reestilização, o hatch ainda foi responsável por inaugurar a fábrica de Camaçari (BA) na encarnação seguinte.

O problema é que a última geração (conhecida como New Fiesta) acabou ofuscada pelo Ka: em 2018, foram 14.505 unidades do hatch premium, contra 103.286 do irmão de entrada.

Audi Q3

detroit-2015 Audi Q3

Audi Q3 (Divulgação/Audi)

O Audi Q3 era feito em São José dos Pinhais (PR) desde 2016 – e talvez você nem soubesse. De qualquer modo, o SUV disse adeus às linhas de montagens brasileiras em fevereiro.

Mas pode respirar tranquilo, porque essa despedida é apenas temporária: já em nova geração, o SUV voltará importado da Espanha. E deverá chegar às lojas até o fim deste ano.

Para você ter noção da idade do projeto, o Q3 foi o último carro da marca a adotar plataforma modular (MQB, neste caso). Antes, utilizada base do primeiro Volkswagen Tiguan.

Peugeot 308 e 408

Performance e consumo agradam, mas dirigibilidade não é tão boa quanto a dos concorrentes Peugeot 308

Peugeot 308 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

A dupla 308 e 408 disse adeus ao mercado brasileiro sem nenhum alarde. O motivo foi a baixa procura: em 2018, somados, venderam equivalente ao Chevrolet Onix em dois dias.

Enquanto o sedã chegou aqui em 2011, apenas um ano após estrear na China, o hatch levou cinco anos para estrear no Brasil (!), já com a reestilização oferecida aos europeus.

No fim de vida, ambos os modelos tinham boa relação custo-benefício, oferecidos sempre com motor 1.6 turbo flex com 173 cv de potência, inclusive nas versões de entrada e PCD.

Mercedes-Benz Vito

Mercedes-Benz Vito

Mercedes-Benz Vito (Acervo/Quatro Rodas)

Quando chegou ao Brasil, em 2016, o Vito recebeu uma série de elogios por servir tanto para o trabalho pesado como para transporte de passageiros – e motor 2.0 turbo flex.

O problema é que a produção foi encerrada na Argentina só três anos após a estreia. Por quê? Como nos exemplos acima, o baixo número de vendas (mas a marca não confirma).

Para você ter ideia, somadas as versões de passageiro e furgão, o modelo emplacou apenas 864 unidades nos três anos. Já o Citroën Jumpy vendeu 1.137 unidades em 2018.

Kia Picanto

KIA PICANTO GT Kia Picanto

Kia Picanto (Divulgação/Kia)

O Picanto ficou conhecido pela farta lista de equipamentos – havia até ar-condicionado digital, teto solar e lanternas de led em algumas versões – a preço relativamente acessível.

Só que o programa Inovar-Auto, de 2012, frustrou os planos da Kia no país: sem fábrica aqui, a marca ficou restrita a cotas de importação sob pena de pagar sobretaxas de IPI.

Em 2018, o subcompacto até namorou nosso mercado. Só foram trazidas 100 unidades com motor 1.0 de 80 cv e câmbio automático de quatro marchas. E morreu em fevereiro.

Hyundai Tucson

Hyundai Tucson Tucson está praticamente igual desde que chegou ao Brasil em 2005

Tucson está praticamente igual desde que chegou ao Brasil em 2005 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O Tucson completou Bodas de Cristal no Brasil, após 15 anos de mercado. Por aqui, se tornou nacional em 2009, mas agora dará lugar na fábrica de Anápolis (GO) à Caoa Chery.

Desde que chegou ao nosso mercado, o veterano praticamente não mudou: ganhou faróis com máscara negra e pisca na cor âmbar, motor 2.0 flex e central multimídia atualizada.

Um lote com 500 unidades foi produzido no fim de 2018 para abastecer as concessionárias nos primeiros meses deste ano. Como o estoque já acabou, é fim de linha para o SUV.

Volkswagen Golf Variant

Volkswagen Golf Variant VW Golf Variant

VW Golf Variant (Divulgação/Volkswagen)

Como você já percebeu, boa parte dos modelos aqui citados saíram de linha por baixas vendas ou para darem lugar a SUVs. No caso da Golf Variant, foram ambas as condições.

Lançada no Brasil em 2015 e reestilizada no ano passado, a perua era oferecida com motor 1.4 turbo de 150 cv em duas versões. Mas os preços já partiam acima de R$ 100 mil.

Por esse motivo, o modelo foi aposentado para ceder lugar ao T-Cross, que divide plataforma com Polo e Virtus – mais simples e barata –, além de possui mais valor agregado.

Bônus: Ford Ranger flex / Volkswagen Golf 1.0 TSI e 1.4 TSI

Ford Ranger flex

Ford Ranger flex (Divulgação/Ford)

A Ranger ganhou linha 2020 no primeiro semestre deste mês e, com isso, perdeu uma série de versões – inclusive as configurações com motorização 2.5 flex de 173 cv de potência.

Com isso, só restaram duas opções para quem procura uma picape média que não seja movida a diesel: Chevrolet S10 e Toyota Hilux. Na Ford, a versão representava 8% das vendas.

Quem também disse adeus foram as versões 1.0 TSI e 1.4 TSI do Volkswagen Golf, restando só o esportivo GTI (praticamente um carro à parte). E, isso, um ano após a reestilização.

Sem nenhuma opção de entrada do hatch, uma opção seria importar a oitava geração nos próximos anos, mas ela sequer foi revelada. Até lá, o híbrido GTE também pode vir.

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  1. Jorge Candido

    A Tucson não foi descontinuada aqui, está inclusive com novo modelo, oferecido pela Hyundai CAOA.