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Guia de Usados: Hyundai Santa Fe (2ª geração)

Seguro, bem-construído e com opção de sete lugares, o SUV virou referência no segmento. Apesar de antiga, geração que estreou em 2006 é baratinha

Por Felipe Bitu Atualizado em 9 dez 2018, 12h50 - Publicado em 9 set 2016, 15h40
Marco de Bari/Quatro Rodas

Sucesso de público e de crítica nos EUA, a segunda geração do Hyundai Santa Fe chegou ao mercado brasileiro em 2006. Agradou em cheio famílias grandes que não abriam mão da conveniência de um utilitário esportivo espaçoso, confortável e muito seguro.

Com bom acabamento e preço competitivo, chegou impulsionado por um V6 2.7 de alumínio com variação no coletor de admissão e comandos de válvulas. Seus 200 cv eram adequados a seus 1 675 kg, limitados por um câmbio automático sequencial de quatro marchas.

O nível de equipamentos era condizente com sua proposta: 4 x 4 permanente com distribuição automática de torque entre as rodas, controles de tração e estabilidade, ABS, airbags frontais, laterais e de cortina, Bluetooth, acendimento automático dos faróis, volante multifuncional e ar digital bizona com saídas para os passageiros.

Quem gosta de acelerar deve escolher a partir da linha 2011, que traz um V6 3.5 de 285 cv (85 a mais que o anterior) e 34,1 mkgf de torque, com bloco, cárter e cabeçote de alumínio. Consumo e dirigibilidade também são favorecidos por uma transmissão sequencial de seis velocidades. A versão é facilmente identificada pelas leves alterações estéticas na grade, nos faróis e no para-choque dianteiro, que só deu lugar à terceira geração em 2014.

Hyundai Santa Fe

Vendido em versão única, ele trazia uma série de equipamentos opcionais, como dois bancos escamoteáveis no porta-malas para um total de sete lugares, teto solar elétrico, câmra de ré com tela camuflada no retrovisor interno, airbags tipo cortina, revestimento interno de couro e sistema keyless.

Outro fator que pesa a favor dos modelos a partir de 2011 é a garantia de cinco anos, em muitos casos ainda válida. O Santa Fe desfruta de excelente reputação: robusto e confiável, não apresenta problema mecânico crônico.

  • Segundo os donos, a rede autorizada não está à altura dos preços cobrados e mesmo peças de desgaste normal não são encontradas a pronta entrega. Cheque sempre os carimbos de revisão no manual, sob pena de perda da garantia. E procure por carros com pneus ainda em bom estado: um jogo novo custa de R$ 2 200 a R$ 2 900.

    Hyundai Santa Fe

    ONDE O BICHO PEGA

    AIRBAG – A luz acesa no painel indica, em geral, rompimento da cinta de alimentação da bolsa, que incorpora outros comandos do volante multifuncional. A cinta não é encontrada a pronta entrega e custa cerca de R$ 400 (mais R$ 225 da mão de obra).

    FREIOS – Verifique se não há trepidação no pedal: pastilhas gastas e discos empenados abaixo da espessura mínima são comuns em SUVs pesados e potentes, problema provocado pela baixa atuação do freio motor na transmissão automática.

    ACABAMENTO INTERNO – Preste atenção em trincas em peças plásticas como descanso de braço, botões e difusores de ar. Apesar da boa qualidade geral, são caras e só podem ser adquiridas sob encomenda.

    VEDAÇÃO – Pode ocorrer infiltração de água e poeira pelas portas e tampa do porta-malas, que só é solucionada com a troca das respectivas borrachas (R$ 590). O problema é encontrá-las a pronta entrega.

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    RECALL – As unidades fabricadas entre fevereiro de 2008 e junho de 2011 podem apresentar mau contato nas luzes de freio.

    Hyundai Santa Fe

    A VOZ DO DONO

    Nome: Igor Patrão

    Idade: 40 anos

    Profissão: empresário

    Cidade: São Bernardo do Campo (SP)

    O QUE EU ADORO

    “Tem todo o conforto, espaço e segurança que se espera de um carro familiar: sete lugares, bom porta-malas e dez airbags. Desempenho e estabilidade também se destacam.”

    O QUE EU ODEIO

    “A transmissão de quatro marchas (dos modelos até 2011) aumenta demais o consumo, quando comparamos com a versão mais potente. A rede autorizada cobra valores de peças e mão de obra bem mais altos do que deveriam.”

    NÓS DISSEMOS NOVEMBRO DE 2010

    “Violento nas arrancadas e surpreendentemente rápido nas retomadas, o Santa Fe agora consegue empolgar motoristas e pilotos. A explicação para tamanha melhora (…) está no novo conjunto mecânico. O motor continua um V6, mas a cilindrada saltou de 2,7 para 3,5 litros.”

    Preço médio dos usados (FIPE)
    2011 2012 2013
    Santa Fe GLS V6 3.5 R$ 62.101 R$ 65.410 R$ 80.114
    Preço das peças
    Original Paralelo
    para-choques (dianteiro) R$ 1.219 R$ 700
    farol (cada um) R$ 2.516 R$ 2.400
    retrovisor (cada um) R$ 1.089 R$ 850
    disco de freio (par) R$ 1.080 R$ 450
    pastilhas de freio (jogo) R$ 533 R$ 400
    kit de embreagem (jogo) R$ 1.832 R$ 1.300

    PENSE TAMBÉM NUM… CHEVROLET CAPTIVA

    Quem não faz questão da tração 4×4 ou dos sete lugares tem no Captiva uma opção mais barata. Por menos de R$ 40 000, reúne bom acabamento, freio com ABS, cintos de três pontos para os cinco e controles de tração e estabilidade. A versão Sport traz um V6 (261 cv) e a Ecotec vem com um 2.4 (171 cv).

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