Guia de Usados: Honda CR-V

Sólido e valente como deve ser um SUV, ele consegue ser espaçoso e fácil de guiar como uma minivan

usado usado

Confortável, espaçoso e robusto, o CR-V de terceira geração chegou ao Brasil em 2007, aliando a versatilidade do SUV ao consumo da perua. Definido como crossover, oferece a dirigibilidade típica de um veículo de passeio e conquistou seu público graças à confiabilidade da marca e ao bom nível de itens de série. Importado do Japão, estreou sem alarde, mas o mercado logo reconheceu suas virtudes: espaço para cinco adultos e porta-malas de 524 litros. A versão única EX mantinha o confiável sistema de 4×4 da geração anterior, trazendo ainda airbags dianteiros, laterais e de cortina, ar digital bizona e banco traseiro corrediço e reclinável.

Suas vendas dispararam na linha 2008, importada do México em duas versões: a LX trazia airbags frontais e ar manual, perdendo tração integral (agora só dianteira), controle de estabilidade VSA e faróis de neblina. A EX-L mantinha o padrão da antiga EX e ainda trazia teto solar e bancos de couro. Bem construído, o CR-V apresenta acabamento simples, porém com materiais de boa qualidade e arremates bem-feitos. Entre os vários porta-objetos, destaque para o porta-óculos no teto, com um espelho embutido, muito útil para monitorar crianças no banco traseiro.

Independentemente da versão, sua mecânica é a mesma: motor 2.0 todo de alumínio, com comando de válvulas variável i-VTEC. Com 150 cv, oferece desempenho tímido para seus 1 595 kg, o que é compensado pelo bom trabalho do câmbio automático de cinco marchas dotado com o sistema Grade Logic Control, que usa marchas mais baixas em descidas.

Em 2010, essa geração ganhou uma maquiagem leve, com novos capô, para-choque e grade de barras cromadas. Os retrovisores ficaram maiores e os para-sóis receberam espelhos iluminados. O EX-L ganhou novas rodas, disqueteira para seis CDs e sensor de faróis e de chuva. Atualmente, os modelos 2007 já podem ser encontrados por menos de 50 000 reais – e os mais novos ainda estão na garantia de três anos. Com peças relativamente baratas, ótima reputação no pós-venda e seguro abaixo da média, o CR-V está entre as melhores escolhas do mercado de SUVs usados.

FUJA DA ROUBADA

O CR-V não apresenta problemas crônicos, mas sua suspensão pede atenção especial: se estiver desalinhada ou com partes avariadas, os pneus terão durabilidade comprometida e, em casos extremos, não chegam aos 10 000 km. Cada um não sai por menos de 1 000 reais.

NÓS DISSEMOS Maio de 2008

645_usado_03.jpeg 645_usado_03.jpeg

>> Confira o teste na edição

“O motorista conta com um segundo retrovisor no console de teto para acompanhar o comportamento da turma no banco traseiro. Como a alavanca do câmbio fica no painel, sobra mais espaço entre os bancos. Há dois grandes compartimentos para as quinquilharias. O único pênalti, na dianteira, é o posicionamento do pedal do freio de estacionamento, bem acima do descansa-pé. Os passageiros de trás têm o piso plano e os cintos de segurança de três pontos dão as boas-vindas aos ocupantes. No acabamento, o Cr-V demonstra um cuidado maior na seleção dos materiais e na confecção das peças, bem como no isolamento acústico da cabine.”

PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA) LX 4×2 2008: 54 617

2009: 54 426

2010: 62 157

2011: 71 025

EX-L 4×4 2008: 57 884

2009: 61 978

2010: 65 262

2011: 75 527

PREÇO DAS PEÇAS Para-choque dianteiro Original: 980

Paralelo: 450

Farol completo (cada um) Original: 1 137

Paralelo: 550

Retrovisor (cada um) Original: 540

Paralelo: 380

Disco de freio (par) Original: 590

Paralelo: 190

Pastilhas de freio (par) Original: 360

Paralelo: 140

PENSE TAMBÉM EM UM… Hyundai Tucson

645_usado_04.jpeg 645_usado_04.jpeg

Pode não ter a mesma qualidade de construção do CR-V, mas o Tucson é igualmente robusto e confiável, destacando-se pela dirigibilidade e pelo generoso pacote de equipamentos. O GLS 2.0 oferece câmbio automático sequencial de quatro marchas e ar-condicionado digital. Para quem não abre mão de desempenho, há o V6 de 2,7 litros e 180 cv, sempre com tração 4×4, podendo vir com opcionais como teto solar, airbags laterais e de cortina, bancos de couro e controle de tração. Mesmo se o preço estiver convidativo, evite a versão mais simples, a GL, que não traz os freios com ABS.

ONDE O BICHO PEGA

645_usado_05.jpeg 645_usado_05.jpegAcabamento interno: Apesar dos materiais de boa qualidade, é bom verificar o estado dos diversos porta-objetos espalhados pelo interior do CR-V: algumas peças plásticas são difíceis de encontrar e não custam pouco. A prateleira do porta-malas deve estar com a fixação em ordem para evitar ruídos internos.

Câmbio automático: A alavanca precisa deslizar suavemente pelo trilho e o engate das marchas deve ser suave e sem trepidações durante as trocas de marcha. Não estranhe a retenção de marchas em descidas: é o sistema Grade Logic Control, que usa uma marcha mais reduzida nessas situações.

Discos de freio: Grande e pesado, o CR-V pode apresentar empenamento dos discos de freio. É um defeito fácil de ser diagnosticado: basta uma volta no quarteirão para perceber a forte trepidação no pedal de freio durante o uso.

Corpo de borboleta: Quando sujo, compromete o tempo de resposta do motor e em casos extremos pode até alterar o nível de emissões, causando a reprovação do veículo em inspeções veiculares. Simples e eficaz, a limpeza custa em torno de 50 reais.

A VOZ DO DONO

645_usado_02.jpeg 645_usado_02.jpeg

“Muito espaçoso, o Honda CR-V é um carro para quem busca conforto para a família: o câmbio de cinco marchas é maravilhoso e suas trocas são suaves, quase imperceptíveis. Com ótima dirigibilidade, ele transmite muita segurança e tem desempenho adequado à proposta do modelo. Só não gosto do sistema de som: poderia ser melhor.”

Gesiel Vieira Bailhão, 30 anos, empresário, São Paulo (SP) O QUE EU ADORO

“É um familiar por excelência: espaçoso, confortável, com direção leve e precisa, cabe em vagas apertadas e oferece vários porta-trecos no interior. E faz 13 km/l na estrada.”

Fernanda Carneiro, 32 anos, gerente de marketing, São Paulo (SP)

O QUE EU ODEIO

“Poderia ter um motor maior, pois é lento nas arrancadas. As revisões são caras e a durabilidade da bateria não é das melhores: já fiquei na mão com o meu CR-V.”

Hilde Queiroz, 38 anos, consultora de sistemas, São Paulo (SP)

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s