Guia de Usados: Volkswagen Golf (7ª geração)

Bonito, seguro, bem equipado e gostoso de dirigir: o hatch alemão continua sendo a referência no segmento dos médios

Alemão em 2013, o Golf virou nacional três anos depois

Alemão em 2013, o Golf virou nacional três anos depois (João Mantovani/Quatro Rodas)

Os hatches médios podem até ter saído de moda, mas o VW Golf – apesar de ter a produção ameaçada continua sendo uma ótima opção para quem busca um carro confortável, bem construído e com dirigibilidade suave e esportiva.

Importado da Alemanha em 2013, a sétima geração sacudiu o segmento nas versões Highline (1.4 de 140 cv) e GTI (2.0 de 220 cv), ambas turbinadas, com injeção direta e câmbio automatizado DSG de dupla embreagem (7 marchas na Highline e 6 na GTI).

Mais barata, a Highline oferecia ainda um câmbio manual de 6 marchas. Destaque em todos era a suspensão traseira multilink, que melhorou muito a precisão e resposta dinâmica do Golf sem comprometer o conforto.

Com 116/125 cv, o 1.0 TSI anda mais que o 1.6 MSI

Com 116/125 cv, o 1.0 TSI anda mais que o 1.6 MSI (João Mantovani/Quatro Rodas)

O generoso pacote de itens de série incluía ar bizona, ESP, freio de mão elétrico com Auto Hold e piloto automático. Com airbags frontais, laterais, de cortina e para joelhos do motorista, ele foi o primeiro a receber 5 estrelas (adultos e crianças) no Latin NCAP.

A Highline tinha três pacotes: Elegance (navegação, chave presencial e roda de aro 17), Exclusive (couro, xenônio e DRL de leds) e Premium (banco do motorista elétrico e detector de cansaço).

Havia ainda teto solar para Highline e GTI. Meses depois, veio a versão Comfortline, com ar convencional e sem piloto nem DRL.

Câmbio com conversor de torque e freio de mão por alavanca: involuções da nacionalização Câmbio com conversor de torque e freio de mão por alavanca: involuções da nacionalização

Câmbio com conversor de torque e freio de mão por alavanca: involuções da nacionalização (Christian Castanho/)

O primeiro downgrade do Golf foi na linha 2015, vinda do México: perdeu o freio elétrico. Em 2016, ele era fabricado no Brasil, com mais perdas.

A Comfortline ganhou o 1.6 MSI (recém descontinuado) flex e aspirado, de 110/120 cv, com perda sensível de torque. A Highline manteve o 1.4 TSI, que virou flex e subiu a 150 cv.

Ambas perdiam o câmbio DSG e o multilink, substituídos por um automático convencional de 6 marchas e pelo eixo de torção. Só a GTI não mudou. Mas o acabamento interno do Golf continuou superior ao dos rivais.

Volkswagen Golf Highline 1.4 TSI Quem viaja atrás tem saída de ar-condicionado dedicada

Quem viaja atrás tem saída de ar-condicionado dedicada (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Evite a Comfortline 1.6 MSI: a linha 2017 trouxe um 1.0 TSI mais potente e econômico, desde que o dono não se incomode com o câmbio manual de 6 marchas.

A única coisa que destoa no Golf é o atendimento da rede: abaixo do exigido pelo carro, como mostrou nosso teste de Longa Duração.


Onde o bicho pega

Transmissão – Apesar do ruído elevado, o câmbio DSG não tem problemas crônicos desde que não tenha sido submetido a mau uso. Na dúvida, consulte um especialista.

Pneus – Procure por bolhas nos modelos equipados com rodas de 17 polegadas. O desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento. Os Golf com suspensão multilink também exigem alinhamento do eixo traseiro.

Teto solar – Verifique se ele abre e fecha suave e silenciosamente. Estalos e trancos são indícios de sujeira ou lubrificação incorreta no mecanismo dos trilhos. Sinais de oxidação e mofo no forro do teto indicam provável infiltração de água.

Recall 1 – Uma falha na bomba de combustível dos modelos produzidos entre dezembro de 2013 e maio de 2014 pode fazer com que o motor não dê a partida ou desligue em movimento, com risco de acidente. O recall engloba as unidades com chassis de EW215493 a EW400754.

Recall 2 – No GTI foi constatada falha na vedação da galeria de combustível, defeito que pode provocar incêndio devido ao vazamento de combustível. A convocação abrange o modelo 2015 com chassis de FM031273 a FM049246.


A voz do dono

  • Nome: Gustavo Pulita
  • Idade: 37 anos
  • Profissão: gerente financeiro
  • Cidade: Caxias do Sul (RS)

O que eu adoro – “O acabamento é excepcional: o interior não faz barulho mesmo após anos de uso. Ótimo desempenho e uma dirigibilidade excelente: gostoso de dirigir, tem suspensão macia na medida certa e ótima em curvas.”

O que eu odeio – “A rede autorizada costuma não dar manutenção adequada, forçando o cliente a retornar várias vezes para resolver o mesmo problema. Sem dúvida é necessário mais treinamento específico sobre o produto.”

Nós dissemos

Fevereiro de 2016 – “Ao volante, o motor 1.6 não desaponta, apesar de não ter a mesma vitalidade do 1.4 TSI. Garante respostas imediatas ao acelerador e potência suficiente para ultrapassagens, mesmo em altas velocidades (…). Mas a sensação de menor agilidade se dá principalmente pela falta do turbo.”

 

PREÇO MÉDIO DOS USADOS (FIPE)

Modelo 2014 2015 2016 2017
Comfortline 1.4 TSI manual R$ 61.865 R$ 67.971
Comfortline 1.4 TSI DSG R$ 64.545 R$ 68.381
Comfortline 1.6 MSI manual R$ 68.581
Comfortline 1.6 MSI automático R$ 74.855
Comfortline 1.0 TSI manual R$ 67.130
Highline 1.4 TSI DSG R$ 69.451 R$ 69.928
Highline 1.4 TSI automático R$ 91.872 R$ 97.073
Highline 1.4 TSI manual R$ 66.406 R$ 69.928 R$ 90.952 R$ 94.325
GTI 2.0 TSI DSG R$ 92.864 R$ 100.253 R$ 119.007 R$ 123.798

Preço das peças

Peças Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 1.526 R$ 2.800
Farol completo (cada um) R$ 1.763 R$ 1.500
Pastilhas de freio (par dianteiro) R$ 696 R$ 210
Disco de freio (par dianteiro) R$ 3.184 R$ 420
Amortecedores R$ 5.260 R$ 2.400
Kit de embreagem R$ 3.184 R$ 4.000

Pense também em um…

Ford Focus (3ª geração):

Ford Focus 1.6S 2014 Ford Focus 1.6S de 3ª geração

Ford Focus 1.6S de 3ª geração (Acervo/Quatro Rodas)

Apresentado em 2013, o Focus vem bem equipado desde as versões mais simples e tem suspensões com acerto mais rígido que o do Golf, além de uma direção mais firme e direta. Esse perfil mais esportivo combina bem com o motor 1.6 flex de 131/135 cv e melhor ainda com 2.0 de injeção direta, com 175/178 cv.

Comentários
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  1. Carlos Minkap

    Já que indicaram o Focus como segunda opção deveriam alertar os leitores sobre os problemas no cambio Powershift sem solução. O carro é bom, mas o cambio é ¨péssimo¨!!!!

  2. cambio DSG repete os mesmos defeitos do Powershift, com um detalhe ,é barulhento.o ultimo modelo de embreages do Powershift tornou esse cambio bem melhor de funcionamento, além de atualização do modulo de controle TCM, tanto que os Focus Powershift, valem mais que os manuais.

  3. Fábio Radicchi Belotto

    Quem entende o funcionamento de um DCT sabe lidar com o DSG tanto quanto com o Powershift