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Guia de Usados: Volkswagen Golf 7 é exemplo de carro bem construído

Bonito, seguro, bem equipado e gostoso de dirigir: o hatch alemão continua sendo a referência no segmento dos médios

Por Felipe Bitu - Atualizado em 26 abr 2019, 17h19 - Publicado em 17 nov 2017, 15h45
Alemão em 2013, o Golf virou nacional três anos depois João Mantovani/Quatro Rodas

Os hatches médios podem até ter saído de moda, mas o VW Golf continua sendo uma ótima opção para quem busca um carro confortável, bem construído e com dirigibilidade suave e esportiva.

Importado da Alemanha em 2013, a sétima geração sacudiu o segmento nas versões Highline (1.4 de 140 cv) e GTI (2.0 de 220 cv), ambas turbinadas, com injeção direta e câmbio automatizado DSG de dupla embreagem (7 marchas na Highline e 6 na GTI).

Mais barata, a Highline oferecia ainda um câmbio manual de 6 marchas. Destaque em todos era a suspensão traseira multilink, que melhorou muito a precisão e resposta dinâmica do Golf sem comprometer o conforto.

Com 116/125 cv, o 1.0 TSI anda mais que o 1.6 MSI João Mantovani/Quatro Rodas

O generoso pacote de itens de série incluía ar bizona, ESP, freio de mão elétrico com Auto Hold e piloto automático.

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Com airbags frontais, laterais, de cortina e para joelhos do motorista, ele foi o primeiro a receber 5 estrelas (adultos e crianças) no Latin NCAP.

A Highline tinha três pacotes: Elegance (navegação, chave presencial e roda de aro 17), Exclusive (couro, xenônio e DRL de leds) e Premium (banco do motorista elétrico e detector de cansaço).

Havia ainda teto solar para Highline e GTI. Meses depois, veio a versão Comfortline, com ar convencional e sem piloto nem DRL.

Câmbio com conversor de torque e freio de mão por alavanca: involuções da nacionalização
Câmbio com conversor de torque e freio de mão por alavanca: involuções da nacionalização Christian Castanho

O primeiro downgrade do Golf foi na linha 2015, vinda do México: perdeu o freio elétrico. Em 2016, ele era fabricado no Brasil, com mais perdas.

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A Comfortline ganhou o 1.6 MSI (recém descontinuado) flex e aspirado, de 110/120 cv, com perda sensível de torque. A Highline manteve o 1.4 TSI, que virou flex e subiu a 150 cv.

Ambas perdiam o câmbio DSG e o multilink, substituídos por um automático convencional de 6 marchas e pelo eixo de torção. Só a GTI não mudou. Mas o acabamento interno do Golf continuou superior ao dos rivais.

Volkswagen Golf Highline 1.4 TSI
Quem viaja atrás tem saída de ar-condicionado dedicada Marco de Bari/Quatro Rodas

Evite a Comfortline 1.6 MSI: a linha 2017 trouxe um 1.0 TSI mais potente e econômico, desde que o dono não se incomode com o câmbio manual de 6 marchas.

A única coisa que destoa no Golf é o atendimento da rede: abaixo do exigido pelo carro, como mostrou nosso teste de Longa Duração.

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Onde o bicho pega

Transmissão – Apesar do ruído elevado, o câmbio DSG não tem problemas crônicos desde que não tenha sido submetido a mau uso. Na dúvida, consulte um especialista.

Pneus – Procure por bolhas nos modelos equipados com rodas de 17 polegadas. O desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento. Os Golf com suspensão multilink também exigem alinhamento do eixo traseiro.

Teto solar – Verifique se ele abre e fecha suave e silenciosamente. Estalos e trancos são indícios de sujeira ou lubrificação incorreta no mecanismo dos trilhos. Sinais de oxidação e mofo no forro do teto indicam provável infiltração de água.

Recall 1 – Uma falha na bomba de combustível dos modelos produzidos entre dezembro de 2013 e maio de 2014 pode fazer com que o motor não dê a partida ou desligue em movimento, com risco de acidente. O recall engloba as unidades com chassis de EW215493 a EW400754.

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Recall 2 – No GTI foi constatada falha na vedação da galeria de combustível, defeito que pode provocar incêndio devido ao vazamento de combustível. A convocação abrange o modelo 2015 com chassis de FM031273 a FM049246.


A voz do dono

  • Nome: Gustavo Pulita
  • Idade: 37 anos
  • Profissão: gerente financeiro
  • Cidade: Caxias do Sul (RS)

O que eu adoro – “O acabamento é excepcional: o interior não faz barulho mesmo após anos de uso. Ótimo desempenho e uma dirigibilidade excelente: gostoso de dirigir, tem suspensão macia na medida certa e ótima em curvas.”

O que eu odeio – “A rede autorizada costuma não dar manutenção adequada, forçando o cliente a retornar várias vezes para resolver o mesmo problema. Sem dúvida é necessário mais treinamento específico sobre o produto.”

Nós dissemos

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Fevereiro de 2016 – “Ao volante, o motor 1.6 não desaponta, apesar de não ter a mesma vitalidade do 1.4 TSI. Garante respostas imediatas ao acelerador e potência suficiente para ultrapassagens, mesmo em altas velocidades (…). Mas a sensação de menor agilidade se dá principalmente pela falta do turbo.”

 

PREÇO MÉDIO DOS USADOS (FIPE)

Modelo 2014 2015 2016 2017
Comfortline 1.4 TSI manual R$ 61.865 R$ 67.971
Comfortline 1.4 TSI DSG R$ 64.545 R$ 68.381
Comfortline 1.6 MSI manual R$ 68.581
Comfortline 1.6 MSI automático R$ 74.855
Comfortline 1.0 TSI manual R$ 67.130
Highline 1.4 TSI DSG R$ 69.451 R$ 69.928
Highline 1.4 TSI automático R$ 91.872 R$ 97.073
Highline 1.4 TSI manual R$ 66.406 R$ 69.928 R$ 90.952 R$ 94.325
GTI 2.0 TSI DSG R$ 92.864 R$ 100.253 R$ 119.007 R$ 123.798

Preço das peças

Peças Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 1.526 R$ 2.800
Farol completo (cada um) R$ 1.763 R$ 1.500
Pastilhas de freio (par dianteiro) R$ 696 R$ 210
Disco de freio (par dianteiro) R$ 3.184 R$ 420
Amortecedores R$ 5.260 R$ 2.400
Kit de embreagem R$ 3.184 R$ 4.000

Pense também em um…

Ford Focus (3ª geração):

Ford Focus 1.6S 2014
Ford Focus 1.6S de 3ª geração Acervo/Quatro Rodas

Apresentado em 2013, o Focus vem bem equipado desde as versões mais simples e tem suspensões com acerto mais rígido que o do Golf, além de uma direção mais firme e direta. Esse perfil mais esportivo combina bem com o motor 1.6 flex de 131/135 cv e melhor ainda com 2.0 de injeção direta, com 175/178 cv.

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