Guia de usados: Toyota Hilux cabine dupla (7ª geração)

Precursora da picapes médias que ganharam conforto de automóvel, ela é tão bem resolvida que aguentou dez anos sem alterações drásticas

Frente foi remodelada na linha 2012 Frente foi remodelada na linha 2012

Frente foi remodelada na linha 2012 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Produzido no Brasil por 40 anos, o Bandeirante fez da Toyota sinônimo de off-road. E a Hilux segurou o mesmo bastão até 2005, ao ser a primeira picape a trocar a alma lameira por uma vocação mais urbana.

O design era inspirado no Corolla, bem como o padrão do acabamento e o conforto proporcionado pelo maior espaço interno e pela suspensão dian­teira de mola helicoidal.

A sétima geração criou o padrão da categoria e estava tão à frente que encarou as rivais sem grandes mudanças por dez anos, até o fim de 2015.

Quem não abre mão do motor diesel deve buscar a versão SR, com um silencioso 3.0 de 163 cv: vai de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos. Traz ABS, airbag duplo, trio elétrico, som com MP3 e acabamento melhor que a versão básica, oferecida até 2011 com um 2.5 diesel de 102 cv e que tinha só ar e direção.

Caçamba tem capacidade para 1.040 litros Caçamba tem capacidade para 1.040 litros

Caçamba tem capacidade para 1.040 litros (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Rodas de liga, faróis de neblina, para-choque traseiro cromado, som para seis CDs com toca-fitas eram exclusivos da SRV. A tração 4×4 temporária era de série, mas só a SRV oferecia um câmbio automático de quatro marchas, que foi bem aceito.

A primeira alteração veio no modelo 2009, com grade e para-choque dianteiro novos. A básica trazia ABS e airbags opcionais. Rodas aro 16 acomodavam os discos de freio maiores da SR e SRV, sendo que a última incorporou couro, ar automático, painel Optitron (ajusta luzes em função da iluminação externa) e computador de bordo.

Na versão SRV, ar digital e computador de bordo Na versão SRV, ar digital e computador de bordo

Na versão SRV, ar digital e computador de bordo (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Mais barata, a Hilux a gasolina veio na linha 2009: o motor 2.7 todo de alumínio com comandos variáveis que rendia 158 cv foi oferecido na versão SR 4×2. A transmissão automática surgiu apenas em 2010.

Já a Hilux 2012 ganhou novos para-choques, grade, faróis e lanternas, adotou câmbio automático de cinco marchas e seu 3.0 litros foi recalibrado para 171 cv. E foi criada a versão flex, de 163 cv. Os controles de estabilidade e tração, porém, só viriam na 8ª geração, lançada em 2015.

Amada por seus donos pelo conjunto, pela robustez e pela baixa manutenção, a picape só recebe críticas por conta do alto preço dos usados, do seguro e das peças de reposição, embora a qualidade do pós-venda seja um dos diferenciais da rede Toyota.

Onde o bicho pega

Motor a diesel 3.0 produzia 171 cv e 36,7 mkgf nos últimos anos Motor a diesel 3.0 produzia 171 cv e 36,7 mkgf nos últimos anos

Motor a diesel 3.0 produzia 171 cv e 36,7 mkgf nos últimos anos (Marco de Bari/)

Motor – O travamento da válvula de recirculação dos gases (EGR) provoca carbonização da admissão, danificando turbina, bomba e injetores. Os sintomas são o baixo desempenho, a marcha lenta irregular e o consumo excessivo de óleo.

Câmbio automático – Cuidados de praxe: verificar se funciona sem trancos ou retenções desnecessárias. O fluido deve ter sido trocado aos 100.000 km rodados.

Freios – É comum a trepidação provocada por empenamento precoce dos discos. O problema foi amenizado na linha 2007, graças à adoção de defletor de refrigeração, o que evita o superaquecimento da peça.

Tração 4×4 – Ao contrário da irmã SW4, a picape Hilux não tem diferencial central e por isso o 4×4 deve ser acionado só em terrenos de baixa aderência, como lama e areia. Limalha no óleo do diferencial traseiro é sinal de que foi usado no asfalto.

Recall – Unidades 2006 a 2011 podem ter aquele airbag da Takata que pode lançar fragmentos de metal contra os ocupantes.

Pneus – Considere sempre o estado deles antes de fechar negócio: um jogo de pneus novos facilmente superam a marca dos R$ 3.000.

Banco do motorista pode ter ajustes elétricos Banco do motorista pode ter ajustes elétricos

Banco do motorista pode ter ajustes elétricos (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Bom espaço atrás, mas joelhos ficam mais alto que os quadris Bom espaço atrás, mas joelhos ficam mais alto que os quadris

Bom espaço atrás, mas joelhos ficam mais alto que os quadris (Marco de Bari/Quatro Rodas)

A voz do dono

  • Nome: Rogério Polo
  • Idade: 37 anos
  • Profissão: funcionário público
  • Cidade: Rio das Pedras (SP)

O que eu adoro – “Dirigibilidade e conforto de automóvel. Única com motor a gasolina e câmbio automático, com bom desempenho e consumo. Mesmo urbanizada, continua robusta e confiável: não dá problema.”

O que eu odeio – “A suspensão traseira ainda é de picape: é preciso carregar a caçamba para que ela não fique sacolejando. Por isso, é inaceitável a ausência do controle de estabilidade, que as rivais já têm.”

 

PREÇO MÉDIO DOS USADOS (FIPE)

Modelo  2007 2008 2009 2010 2011  2012
Básica 2.5 diesel 4×2  R$ 57.061 R$ 59.408 R$ 62.822 R$ 64.810 R$ 69.186  –
Básica 2.5 diesel 4×4  R$ 57.854 R$ 61.252 R$ 65.511 R$ 67.548 R$ 70.758 R$ 75.767
SR 3.0 Diesel 4×2  R$ 60.863 R$ 62.874 R$ 67.178 R$ 72.470  –  –
SR 3.0 Diesel 4×4 R$ 64.305 R$ 67.386 R$ 69.637 R$ 72.977 R$ 76.813 R$ 81.266
SRV 3.0 Diesel 4×2 R$ 63.841 R$ 66.165 R$ 71.655 R$ 73.990  R$ 76.569  –
SRV 3.0 Diesel 4×4  R$ 67.298 R$ 70.809 R$ 76.027 R$ 78.970 R$ 85.135 R$ 100.264
SRV 3.0 Diesel 4×4 aut. R$ 71.881 R$ 74.966 R$ 79.630 R$ 83.844 R$ 91.322 R$ 103.524

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 1.720 R$ 1.650
Farol (cada um) R$ 1.034 R$ 450
Discos de freio (par) R$ 1.060 R$ 400
Pastilhas de freio (jogo) R$ 490 R$ 380
Amortecedores (quatro) R$ 1.990 R$ 1.200
Embreagem R$ 2.530 R$ 2.150

 

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  1. Sergio Bertoni

    Eu prefiro essa, a nova ficou com cara de veículo coreano.