Guia de Usados: Dodge Journey

Mais arrojado que uma minivan e mais robusto que um carro de passeio, ele oferece muita segurança e bom espaço para sete pessoas

Grade cromada em cruz marca a versão pós-2011 Grade cromada em cruz marca a versão pós-2011

Grade cromada em cruz marca a versão pós-2011 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O seleto grupo de modelos para sete pessoas conta com SUVs, minivans e um veículo que reúne o melhor de ambos: os crossovers. É entre eles que o Dodge Journey se destaca.

Lançado em 2008, tinha na versão SXT um interior vasto, de acabamento simples, mas bem-equipado: vários porta-objetos, saídas de ar-condicionado, luzes de leitura, tomadas 12 V e alto padrão de segurança – os seis airbags garantiram cinco estrelas nos crash tests. E mais: ABS, controle de estabilidade e tração, sistema anticapotamento e Isofix.

O motor era V6 2.7 de 185 cv, com 0 a 100 km/h de 12,1 segundos graças ao câmbio automático de seis marchas. Sem pretensões aventureiras, a tração dianteira dava conta do recado, trabalhando com a suspensão independente de bom equilíbrio entre conforto e estabilidade.

A linha 2010 trouxe câmera de ré na central multimídia MyGIG, com DVD e memória interna de 20 GB. Havia ainda computador de bordo e banco traseiro com assento elevado (booster) para crianças. Mais equipada, a versão R/T tinha maçanetas e rack de teto cromados, rodas aro 19, teto solar, bancos de couro e MyGIG de 30 GB.

Espaço para sete passageiros é o forte do Journey Espaço para sete passageiros é o forte do Journey

Espaço para sete passageiros é o forte do Journey (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Após a chegada em 2011 do irmão gêmeo, o Fiat Freemont, o Journey foi reestilizado. Ganhou mais motor e itens de série para se diferenciar do Fiat, que ficou com as versões mais baratas. Recebeu para-choque mais agressivo e grade maior. Atrás, parachoque redesenhado, lanternas de leds e duplo escape. Por dentro, um novo painel e melhor acabamento.

Mas o destaque era o V6 3.6 de 280 cv e o câmbio que agora permitia troca das marchas. Bem mais ágil, ia de 0 a 100 km/h em 8 segundos. A versão AWD (4×4) chegou só em 2014, oferecendo como destaques (além da tração) um sistema multimídia Alpine com duas telas de LCD, uma no painel e outra de 9 polegadas retrátil no teto, com DVD e controle remoto sem fio.

Versão R/T AWD oferece tela retrátil de 9 pol. no teto Versão R/T AWD oferece tela retrátil de 9 pol. no teto, com DVD e controle remoto

Versão R/T AWD oferece tela retrátil de 9 pol. no teto, com DVD e controle remoto (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Cuidado apenas com a SE: oferecida antes da chegada da Freemont, ela só leva cinco pessoas e usa rodas aro 16. Grande e pesado, na versão V6 3.6 o consumo ronda os 7 km/l na cidade e 10 na estrada, mas com ótimo desempenho (0 a 100 km/h em 8,9 segundos).

Apesar do alto custo das peças de reposição, a maioria se encontra para pronta entrega. Atenção também aos repetidos recalls: o último envolveu unidades produzidas entre 2012 e 2015 para realizar reparos no sistema de vedação dos freios ABS.

ONDE O BICHO PEGA

Discos de freioAlvo de recall, o problema crônico de trepidação ao frear é causado por empenamento precoce dos discos. Peça o reparo na rede autorizada, caso o carro esteja na garantia.

Sistema de arrefecimento – Veja se o vaso de expansão do radiador tem trincas e rachaduras, que permitem a perda do líquido de arrefecimento. Isso pode causar severos danos por superaquecimento. Na dúvida, faça a troca logo após a aquisição.

Coxins – Procure por algumas vibrações indesejáveis em marcha lenta e também com o veículo parado e com o câmbio engrenado. Elas são provocadas pelo rompimento dos coxins, que servem de ponto de apoio para motor e câmbio.

Suspensão – Pesado, o Journey exige demais de buchas, batentes, bieletas e terminais de direção. Peça a um mecânico que verifque o estado geral da suspensão e a vida útil dos amortecedores. Se o diagnóstico não for positivo, vale a pena negociar um bom desconto.

Pneus – Ao adquirir a versão R/T, fque atento ao estado dos pneus de 19 polegadas: trocar o jogo completo pode custar de R$ 4.000 a R$ 5.000.

Motor V6 3.6 veio em 2012: 280 cv e 34,9 mkgf Motor V6 3.6 veio em 2012: 280 cv e 34,9 mkgf

Motor V6 3.6 veio em 2012: 280 cv e 34,9 mkgf (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A VOZ DO DONO

  • Nome: João Mendes da Silva Neto
  • Idade: 55 anos
  • Profissão: industrial
  • Cidade: São Paulo (SP)

O que eu adoro – “Que motor! Torque e potência de sobra em qualquer rotação, que tornam o elevado consumo relativo. É muito equipado, espaçoso e confortável, sem comprometer a estabilidade em cidade ou estrada.”

O que eu odeio – “Minhas críticas vão apenas para dois pontos: os coxins do motor, que apresentam baixa durabilidade, e os discos de freio, que se desgastam com frequência.”

 

NÓS DISSEMOS… dezembro de 2011

“O motor usado pela Dodge é o Pentastar 3.6 V6, com 280 cv, quase 100 cv a mais que o antigo 2.7 V6 usado no Journey. A transmissão automática de seis velocidades com opção de trocas sequenciais (realizadas por movimentos laterais) contribui para dar mais vigor nas arrancadas e retomadas.”

 

Preço médio dos usados (FIPE)

2010 2011 2012 2013 2014 2015
SXT V6 2.7 R$ 45.427 R$ 51.936
R/T V6 2.7 R$ 47.646 R$ 53.083
SXT V6 3.6 R$ 59.827 R$ 69.279 R$ 80.031 R$ 92.261
R/T V6 3.6 R$ 64.046 R$ 74.724 R$ 83.467 R$ 103.093
R/T V6 3.6 AWD R$ 84.768 R$ 106.985

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choques (dianteiro) R$ 4.563 R$ 1.500
Farol (cada um) R$ 5.630 R$ 1.950
Retrovisor (cada um) R$ 3.436 R$ 1.300
Disco de freio (par) R$ 1.640 R$ 1.500
Pastilhas de freio (jogo) R$ 1.235 R$ 650
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  1. Richard Bahr (Peter)

    Boa tarde,
    Relato: A minha Dodge Journey é uma 2010 e o disco já foi trocado uma vez, porém o problema continua. Em qualquer viagem ou em estrada especificamente, quando ao usar os freios, em maior velocidade, a trepidação é enorme, dando a sensação que vai desmontar o carro, ficando as vezes perigoso perder o controle da direção.

    Liguei no 0800 da Dodge, registraram minha ocorrência, porém me disseram que realmente existe um Recall para as Journeys do mesmo ano, mas a minha especificamente não estava incluída! Então relatei que o problema é exatamente o mesmo que os outros relatos existentes. Então disseram que eu teria que levar em um concessionária para fazer uma inspeção! Detalhe, a Divesa, concessionaria aqui em Curitiba, me ligou, dizendo que para fazer essa inspeção, haveria um custo de R$ 590,00… Eu questionei a cobrança, uma vez que trata-se de uma analise para gerar possivelmente o recall para o meu VIN também.

    Em fim, mais uma vez a empresa se esquivando de suas reponsabilidades com os problemas crônicos deste carro!

    Resumo dos problemas crônicos = Problemas repetidos por centenas de consumidores no Grupo da Dodge Journey no Facebook, no Youtube, no Whatsapp!

    – Trepidação violenta nas rodas dianteira quando usa o freio em velocidade de 60 a 100 km/h
    – Buzina Dispara do nada, tem que trocar uma peça que fica no voltante, custo aproximado R$ 2.000,00
    – Reservatório de Arrefecimento, tende a rachar com o tempo!