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Longa Duração: Renault Kwid escapa raspando da reprovação no desmonte

Trem de força esteva em bom estado, mas falhas de projeto, da rede e da própria marca quase levaram à reprovação do Kwid após 60.000 km

Por Péricles Malheiros Atualizado em 12 dez 2019, 08h00 - Publicado em 12 dez 2019, 07h00
Kwid passou de ano, mas foi de raspão Xico Buny/Quatro Rodas

Após uma longa espera, recebemos nosso Renault Kwid Intense em março de 2018.

A autorizada paulistana R-Point tratou bem: cobrou preço de tabela (R$ 40.390, à época) e nos presenteou com um jogo de tapetes no qual o do motorista tinha furação compatível com o sistema original de travas. Mas também deu suas pisadas na bola – você vai ver mais adiante.

De cara, um campeão de reclamações: a resposta tardia do sistema de freios.

Todos que dirigiam o Kwid pela primeira vez voltavam com relatos de uma quase-batida com ele, já que demorava mais do que o esperado para responder.

Outro ponto que desagradou bastante foi o elevado nível de ruído da ventoinha.

“O barulho é muito acima do normal inclusive para quem está fora do carro. No semáforo, cheguei a ouvir de um motoqueiro: ‘Mandou instalar ventoinha de caminhão? É movido a vento?’”, relembra o piloto de teste Eduardo Campilongo, um dos muitos reclamantes.

A vibração também atrapalhou a vida a bordo. “Fiz uma viagem longa com o Kwid. Quando parava para descansar, meus pés pareciam formigar. Cheguei a pensar que o banco estava afetando a circulação de sangue nas pernas. Só depois me dei conta de que o problema era a vibração excessiva”, relata o nosso colaborador Alexandre Battibugli.

O baixo consumo de combustível rendeu elogios, mas que não compensaram as críticas graves e recorrentes. O pior, no entanto, veio na primeira revisão, aos 10.000 km.

Apesar de a R-Point ter dito que o sistema de faturamento junto à fábrica só liberava a entrega do carro mediante a execução de todos os recalls, descobrimos na primeira revisão que rodamos por 10.000 km sem o reparo para evitar possíveis trincas no sistema de freios.

“Além dos serviços da primeira revisão, trocamos os discos e as pastilhas por conta de um recall de novembro de 2017”, informou o consultor da concessionária Itavema.

Perguntamos, então, como pegamos um carro em 2018 sem a execução do serviço de recall. “Não faço a mínima ideia. De fato, o faturamento é bloqueado até que o veículo em questão conste no sistema como corrigido.”

Kwid fez três viagens até o Rio de Janeiro (RJ) Eduardo Campilongo/Quatro Rodas

Fizemos a mesma pergunta à Renault, que confirmou o bloqueio de segurança, mas disse que precisaria do número do chassi do nosso Kwid para uma apuração mais aprofundada. Nós, claro, negamos.

Dos 10.000 km aos 20.000 km, as queixas sobre ruídos se multiplicaram. A ventoinha seguiu como líder, mas ganhou a companhia do tampão saltitante do porta-malas, da suspensão dianteira e até das chapas defletoras de calor, no assoalho.

Na segunda revisão, feita na Sinal, até tentaram, sem muito sucesso, achar uma solução para a barulheira. Mas logo depois, antes dos 21.000 km, um novo ruído surgiu: uma braçadeira estava resvalando na já ruidosa ventoinha.

Uma visita extra à rede Renault resolveu esse problema de imediato. Antes dos 30.000 km, outra reclamação generalizada: a central multimídia com pareamento difícil e péssima qualidade do microfone. A gente até ouvia a pessoa do outro lado da linha, mas ela praticamente não conseguia ouvir quem usava o Bluetooth do Kwid.

Na terceira visita à rede para manutenção, altos e baixos. A Itavema acertou ao condenar as pastilhas, já em fim de vida útil – ou seja, duraram pífios 20.000 km –, mas negligenciou por duas vezes a necessidade de troca dos amortecedores.

Na verificação pré-revisão, nosso consultor técnico, Fabio Fukuda, já havia detectado o fim da vida útil das pastilhas e um vazamento no amortecedor dianteiro esquerdo. Perdemos a confiança na Itavema e pedimos uma inspeção da suspensão na Armando, de São Caetano do Sul (SP), onde o técnico detectou o vazamento de imediato.

Apesar do preço promocional para a troca do kit dianteiro (par de amortecedores e batentes), por R$ 1.016, o valor é salgado para um veículo de baixo custo. Lembra dos ruídos na suspensão? Ao trocar os amortecedores, eles praticamente sumiram.

Aos 40.000 km, aplicamos a regra de fazer ao menos uma das revisões fora do estado de São Paulo, ampliando a abrangência do teste.

Fomos para Pouso Alegre (MG), na concessionária Via Mondo. Do agendamento à retirada, tudo fácil, ágil e cordial. Só não conseguiram eliminar por completo a vibração no volante acima dos 110 km/h.

Os pneus não resistiram e, quase aos 50.000 km, um novo jogo foi comprado Eduardo Campilongo/Quatro Rodas

Mas deram um alerta que, assim como as pastilhas e os amortecedores, iria encarecer a manutenção: os pneus já estavam se aproximando do fim da linha.

A história mostra que raramente a rede autorizada é competitiva em preço de pneus. Com o Kwid não foi diferente: na rede, cada 165/70 R14 81T (mesma especificação aplicada no Nissan March) saía por até R$ 389.

Substituímos os quatro ao custo unitário de R$ 223 na loja Pneus Paulista, ou seja, 42,7% mais barato. Com novos calçados, o Kwid encostou na Amazonas para a quinta revisão.

De cara, relatamos para o consultor nosso descontentamento com a embreagem, com pedal duro e trepidação nas arrancadas, além de um alerta visual no painel que a concessionária France Colorado, de Brasília (DF), havia detectado como sendo o sensor de posição do pedal de acelerador – a troca não foi feita por lá mesmo por indisponibilidade da peça.

“Como esses problemas têm afetado outros Kwid, a Renault autorizou o conserto em garantia”, disse o técnico da Amazonas.

Revigorado aos 50.000 km, com pneus e embreagem novos, o Kwid não oferecia uma rodagem tão digna desde a sua estreia.

Mas a alegria durou pouco. Antes dos 55.000 km, as más vibrações tomaram conta do hatch que quer ser SUV: a embreagem, a direção e até o limpador do para-brisa (trocado na quinta revisão) começaram a vibrar. Até a suspensão piorou: além de ruidosa, passou a ser acometida por alguns estalos. Mas ainda dava para piorar…

Aos 59.516 km, as pastilhas chegaram ao fim. Sim, em menos de 60.000 km, nosso Kwid pedia o seu terceiro jogo de pastilhas (R$ 199) – um recorde negativo histórico no Longa Duração.

E, dessa vez, com o agravante da necessidade de troca do par de discos (R$ 401), o que elevou a conta para exatos R$ 600, na Sinal.

Ainda que não oficialmente, a Renault reconhece as críticas feitas ao sistema de freio com disco sólido do nosso Kwid ao longo do teste.

“Considero positivo todo tipo de feedback dos consumidores. As críticas feitas no teste de Longa Duração desencadearam o processo que levou à nossa decisão de optar por um novo conjunto de freio desde a estreia da linha 2020 do Kwid, que passou, inclusive, a contar com discos ventilados”, diz um diretor da Renault do Brasil que pediu para não ser identificado.

Baixo consumo

Enfrentamos muitos problemas, mas é preciso dizer: ainda que em proporção mais contida, o Kwid também foi elogiado.

Baixo consumo de combustível, boa oferta de espaço e equipamentos e estilo foram, nessa ordem, os pontos positivos mais destacados.

E mais: comparado a Mobi e Uno, o Kwid é referência em acabamento e, no confronto com o Ka, se mostrou mais confiável, já que o Ford viveu um episódio de superaquecimento.

A luz de avaria apareceu no painel Péricles Malheiros/Quatro Rodas

Dado o resumo do nosso convívio com o Kwid, é chegado o momento do desmonte. Fato raro, dessa vez, temos um sistema reprovado: de freios.

Ainda que os novos Kwid tenham, ao menos em tese, resolvido essa questão, o nosso carro penou demais. Modularidade de pedal péssima, descontrole de aplicação de correção em decorrência de recall, elevado consumo de pastilha e necessidade de troca de discos levaram à reprovação.

Mas teve mais. No desmonte, uma das pastilhas foi encontrada com 8,2 mm de espessura. Como uma nova tem 10 mm, a análise indica um consumo de material de 1,8 mm em apenas 935 km – rodagem desde a troca, aos 59.516 km.

A que menos desgastou estava com 9,2 mm, o que projeta um consumo menos radical, mas indica desequilíbrio de pressão hidráulica nas pinças.

Além de um sistema reprovado, o Kwid sai do Longa Duração com outros três alocados no campo amarelo do desmonte.

Enquanto o pino se escondeu no acabamento da porta Péricles Malheiros/Quatro Rodas

Merecem mais atenção da fábrica e da rede Renault os coxins (a peça central, também chamada de coxim de câmbio, foi encontrada com ruptura do material elástico), a suspensão (as duas bandejas estavam com buchas rompidas) e o sistema de arrefecimento (a ventoinha fez barulho acima do normal durante todo o teste e as colmeias do radiador e evaporadora do ar-condicionado estavam com marcas de atrito, apesar de estarem corretamente fixadas).

Por fim, a parte que deveria estar ainda mais recheada: a verde, dos componentes aprovados após 60.000 km. O motor e o câmbio passaram fácil pelo crivo do nosso consultor técnico, Fabio Fukuda.

“Os dois sistemas de maior relevância estavam em ótimo estado geral. O motor estava com todas as dimensões dentro dos parâmetros da Renault e o câmbio não tinha qualquer sinal nos componentes internos que indicasse que, em algum momento, ele trabalhou de maneira irregular”, disse.

No desmonte, virabrequim, comandos, pistões, anéis e cilindros são meticulosamente medidos com ferramentas de alta precisão.

Mania de limpeza

A aprovação ou reprovação é feita de maneira objetiva, comparando os dados aferidos com os constantes no manual de reparação oficial do carro.

“A inspeção visual também é muito importante, já que é por meio dela que detectamos, por exemplo, sinais de deficiência de lubrificação, dos efeitos de temperatura excessiva ou de atrito irregular entre parte”, explica Fukuda.

Foi a análise das superfícies que levou nosso técnico a elogiar tanto as válvulas, quanto os pistões.

“Ambos estavam com baixo nível de acúmulo de material carbonizado. Nem pareciam pés de válvulas e câmaras de combustão de um motor com 60.000 km rodados”, elogiou Fukuda.

Valente, Kwid foi até Planaltina (DF) Péricles Malheiros/Quatro Rodas

No câmbio, tudo em perfeito estado: “Engrenagens, garfos, luvas e anéis sincronizadores atravessaram os 60.000 km em excelente estado. Pena que a embreagem e o coxim de câmbio não se saíram tão bem”, disse.

A carroceria também foi aprovada no desmonte. Isenta de sinais de invasão de água ou poeira, deu suporte a um acabamento com materiais simples, mas muito bem montado, tanto por dentro como por fora.

As travas de sustentação dos para-choques são fortes, assim como o sistema de fixação do painel e de todos os componentes que ele recebe.

Assim, o Kwid prova que veículos de baixo custo podem, sim, ter construção e montagem confiáveis, bem diferente do que vimos no Mobi e no Uno de Longa Duração, nos quais o acabamento foi justamente um dos pontos críticos.

Salvo, mas com ressalva

O fato é que o Kwid se despede de nossa frota aprovado, mas com pesadas ressalvas.

A mistura do freio frágil com a desatenção da concessionária e a falha do sistema que deveria ter impedido a entrega de um carro que era alvo de recall foi um pênalti, pois rodamos por 10.000 km sob risco de acidente.

Amortecedores trocados, buchas de bandejas danificadas e coxim central rompido nos dão tranquilidade para afirmar: o projeto carece de melhor dimensionamento para adequação às condições de rodagem do Brasil.

Para quem compra um carro de baixo custo, peças com maior durabilidade também seriam bem-vindas, afinal a manutenção prematura de freio, suspensão e embreagem, por exemplo, atrapalham o planejamento do orçamento.

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Peças aprovadas

Grande estreia

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Por se tratar de um motor estreante no Longa Duração, demos atenção especial a ele.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

E o primeiro 1.0 três-cilindros da Renault superou as expectativas: não foram encontrados nenhum sinal de falta de lubrificação ou problema tribológico, ou seja, de atrito entre partes.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Elogiado durante os 60.000 km, nos quais impulsionou o Kwid com baixo consumo de combustível, ele se despede como um dos destaques positivos.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Vira e comando

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Virabrequim e comandos das válvulas de admissão e escape superaram bem os 60.000 km.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Todas as análises dimensionais, bem como as inspeções de superfícies levaram à aprovação sem ressalva dos componentes.

As bronzinas de mancais de apoio também foram vistoriadas e igualmente aprovadas.

Limpeza total

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Todo o sistema respiratório foi aprovado.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

No cabeçote, contaminação das galerias em nível compatível com a quilometragem e retentores de óleo cumpridores de sua função.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

O corpo de borboleta ficou íntegro e sem bloqueios

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Injetores também chegaram aos 60.000 km com índice de sujidade considerado normal.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Câmbio em alta, embreagem em baixa

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

A embreagem foi criticada durante quase todo o teste.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Trepidante e com acionamento pesado, chegou a ser reparada em garantia na revisão dos 50.000 km.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Ficou boa, mas voltou a vibrar pouco tempo depois.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Já o câmbio mostrou tanta robustez quanto o motor e chegou aos 60.000 km em estado de zero-quilômetro.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Carroceria e interior 

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Como esperado num projeto de baixo custo, os materiais aplicados na cabine do Kwid não são refinados.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Mas são resistentes e muito bem montados.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Presilhas de alta pressão, travas de fixação robustas e parafusos em quantidade adequada e corretamente distribuídos fixaram componentes igualmente confiáveis.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

A única intercorrência ao longo dos 60.000 km foi o sensor de posição do pedal do acelerador, trocado em garantia.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Peças em atenção

Suspensão rebaixada

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Definitivamente, o Kwid não é um legítimo SUV. Se fosse, sua suspensão seria muito mais robusta.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Aliás, mesmo para um hatch popular, ela se mostrou frágil demais: trocamos um par de amortecedores e, no desmonte, a bucha das duas bandejas foram encontradas rompidas.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Eram elas as responsáveis pelos rangidos e estalos reportados pelos motoristas.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

A caixa de direção, por sua vez, foi bem.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Só veio parar aqui por conta do antiquado sistema de fixação de sua coifa, que usa um arame retorcido.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

“Não via isso desde a década de 80”, disse, espantado, o nosso consultor técnico, Fabio Fukuda.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Bullying eólico

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Por conta do barulho exagerado do ventilador do sistema de arrefecimento em funcionamento, chegamos a ouvir piadinha de um motoqueiro no semáforo: “Mandou instalar ventoinha de caminhão? É movido a vento?”.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Acionada, a ventoinha chegava a alterar a rotação de marcha lenta do motor.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

As colmeias do radiador e do sistema evaporador do ar-condicionado estavam corretamente fixadas, mas, mesmo assim, tinham sinais de atrito mecânico.

O suporte que não suportou

Via de regra, o powertrain (motor e câmbio) de um carro é preso ao cofre em três pontos. Como são elementos vibratórios e dinâmicos com tendência ao movimento de torção, componentes metálicos com absorvedores de borracha dão suporte ao conjunto nos três pontos.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Essas peças são os famosos coxins. No caso do nosso Kwid, um deles – o central – foi encontrado rompido no desmonte.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Ou seja, já não cumpria mais o seu papel. A detecção do coxim quebrado explica a recorrência de reclamações a respeito do excesso de vibração sentida na carroceria.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

“Quebras de coxim têm sido cada vez mais raras em carros de Longa Duração. A embreagem trepidante certamente não foi a causadora do rompimento, mas pode ter aumentado a extensão do dano”, explica Fabio Fukuda.

Peças reprovadas

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Chamada geral

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Desde a linha 2020, os Kwid saem de fábrica com freio melhorado em relação aos de 2018 (como o nosso) e 2019. Ponto para a Renault, que enxergou a necessidade óbvia de mudança.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Mas, por se tratar de um sistema básico de segurança, performance (foram várias as reclamações) e durabilidade tão abaixo da média, melhor mesmo seria se a Renault fizesse uma convocação para adequar todos os modelos vendidos com freio a disco sólido.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Ao longo de 60.000 km, nosso carro teve inacreditáveis três trocas de kit de pastilhas e uma de um par de discos.

Renato Zimmermann/Quatro Rodas

Durante o Longa Duração, rivais como Ford Ka e Fiat Mobi não precisaram de nenhum tipo de manutenção nos freios.

Veredicto Quatro Rodas

O Kwid se despede de nós aprovado, mas com sérias ressalvas. O freio é, de longe, a questão mais crítica. Mas coxins e suspensão também pedem mais atenção por parte da Renault.

Resolvidos esses pontos de fragilidade, aí, sim, o dono do Kwid pode usufruir melhor dos seus pontos fortes, como a economia de combustível, a integridade do motor e a solidez do acabamento.

Folha corrida

Tabela de Preço

  • Em maço de 2018 – R$ 40.390
  • Atual (modelo usado) – R$ 35.824
  • Atual (modelo novo) – R$ 42.490

Quilometragem

  • Urb. 17.954 km (29,7%)
  • Rod. 42.497 km (70,3%)
  • Total 60.451 km

Combustível

  • Em litros 4.022,47
  • Em reais 17.580,30
  • Cons. médio 15 km/l

Manutenção (revisão/alinhamento)

  • 10.000 km – Itavema 1  R$ 365/R$ 199
  • 20.000 km – Sinal – R$ 350/R$ 129
  • 30.000 km – Itavema 2 – R$ 335/R$ 200
  • 40.000 km – Via Mondo  R$ 552/R$ 70
  • 50.000 km – Amazonas  R$ 418/-

Extras (essenciais)

  • 4 pneus – R$ 892
  • 2 amortecedores diant. com kit – R$ 1.016
  • 2 kits de pastilha – R$ 371
  • 1 par de discos – R$ 401
  • 1 película solar – R$ 250
  • 1 alinhamento – R$ 110
  • 1 palheta – R$ 64

Extras (acidentais)

sem ocorrências

Custo por 1.000 km

  • Combustível – R$ 290,82
  • Revisões – R$ 33,42
  • Alinhamento – R$ 9,89
  • Extras (essenc.) – R$ 51,35
  • Total – R$ 385,48

Ocorrências

  • 14 km Resposta lenta de pedal de freio
  • 35 km Ruído exagerado da ventoinha do radiador
  • 3.887 km Embreagem trepidando nas arrancadas
  • 5.211 km Pino-trava da porta traseira esquerda solto
  • 9.965 km Troca de pastilhas
  • 15.121 km Suspensão dianteira barulhenta
  • 23.886 km Viva-voz com microfone ruim
  • 30.102 km Troca de pastilhas
  • 35.939 km Troca do par de amortecedores dianteiros
  • 49.267 km Troca do jogo de pneus
  • 49.968 km Troca da palheta
  • 59.516 km Troca de pastilhas e discos de freio

Testes

Aceleração 1.009 km 60.000 km Diferença
0 a 100 km/h 15,2 s 14,4 s 5,26%
a a 1.000 m 36,7 s / 138,3 km/h 36,5 s / 137,3 km/h 0,54% / 0,72%
Retomadas
D 40 a 80 km/h 8,9 s 8,4 s 5,62%
D 60 a 100 km/h 14,5 s 13,8 s 4,83%
D 80 a 120 km/h 25,8 s 22 s 14,73%
Consumo
Urbano 14,6 km/l 13,9 km/l 4,79%
Rodoviário 18,2 km/l 17,6 km/l 3,30%
Ruído interno
Neutro/RPM máx. 42,1/72,8 dBA 42,8/70,1 dBA -1,66% / 3,71%
80/120 km/h 69,9/75,8 dBA 72,3/75,2 dBA – 3,43% / 0,79%

Ficha técnica – Renault Kwid Intense 1.0 12V 2018

  • Motor: flex, dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 999 cm³, 12V, DOHC, 69,0 x 66,8 mm, 10,0:1, 70/66 cv a 5.500 rpm, 9,8/9,4 mkgf a 4.250 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira
  • Direção: elétrica, 3,5 voltas
  • Suspensão: independente, McPherson (dianteira); dependente, eixo rígido (traseira)
  • Freios: disco sólido (dianteira), tambor (traseira)
  • Pneus: 165/70 R14
  • Peso: 786 kg
  • Peso/potência: 11,23/11,91 kg/cv
  • Peso/torque: 80,20/83,62 kg/mkgf
  • Dimensões: comprimento, 369 cm; largura, 158,6 cm; altura, 147,4 cm; entre-eixos, 242,3 cm; altura livre do solo, 18 cm; porta-malas, 290 litros; tanque, 38 litros
  • Principais equipamentos de série: ar-condicionado, direção elétrica, airbags laterais, faróis de neblina, central multimídia, bancos de tecido sintético imitando couro, calotas aro 14, três apoios de cabeça no banco traseiro, trio elétrico, maçanetas pintadas na cor da carroceria e retrovisores externos em preto-brilhante

 

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