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Por que as fábricas não adotam uma bomba de óleo elétrica?

Apesar de útil, trata-se um equipamento caro e cada vez menos necessário

Por Da Redação - 1 fev 2017, 17h33

Por que as fábricas não adotam uma bomba de óleo elétrica para evitar o desgaste do motor logo após a partida? – Leonardo Rocha, por email.

Em primeiro lugar, porque ela é mais cara e, depois, porque esse equipamento já não é tão importante como no passado.

De fato, o maior desgaste num motor se dá logo após a partida, devido à falta momentânea do lubrificante na sua parte superior. Afinal, a bomba mecânica leva alguns segundos para puxar o óleo do fundo do cárter e levá-lo para o alto. Para acelerar esse processo, só carros de luxo costumavam ter a bomba elétrica.

Mas hoje, como explica Antônio Gaspar de Oliveira, diretor do Sindirepa-SP, existem novos recursos que amenizaram esse problema, como válvulas que retêm o óleo ou lubrificantes que aderem mais às partes móveis do motor. Também colabora para essa mudança o aperfeiçoamento da injeção eletrônica, que reduziu o tempo para o motor funcionar corretamente.

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No caso dos motores turbinados, durante muito tempo foi aconselhado que seus motoristas deveriam deixar o carro ligado em marcha lenta por um curto período de tempo antes de desligá-lo, para manter o líquido de arrefecimento circulando, evitando  que o óleo que circula no turbo ficasse muito quente.

Mas esta recomendação não é tão válida para motores modernos, cujos sistemas de arrefecimento funcionam mesmo após o motor ser desligado, como é o caso dos motores THP do grupo PSA. Já no caso do Golf 1.4 TSI, há uma bomba de óleo elétrica que continua funcionando depois do desligamento do motor – além de garantir a lubrificação quando o sistema Start-Stop está em funcionamento.

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