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Peugeot 2008 usado é crossover com pinta de perua a partir de R$ 52.000

Com estilo interessante e dirigibilidade de perua, o crossover cativa pelo espaço interno e nível de equipamentos de série

Por Felipe Bitu Atualizado em 31 ago 2021, 10h42 - Publicado em 31 ago 2021, 10h40
Peugeot 2008 branco visto de lado
Prefira as versões com motor 1.6 16V e câmbio automático de seis marchas Reprodução/Quatro Rodas

Baseado no Peugeot 208, o crossover 2008 chegou ao mercado no primeiro semestre de 2015. Seu ponto forte, porém, está no espaço interno: mesmo com apenas 4,16 metros de comprimento, há espaço adequado para quatro adultos em razão dos 254,2 cm entre os eixos e do prolongamento do teto. A capacidade do porta-malas é de 355 litros.

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A versão de maior sucesso é a topo Griffe com seu teto de vidro e um pacote com ESP, auxílio de partida em rampas, airbags frontais, laterais e de cortina, limpador de para-brisa e faróis com acionamento automático, sensores de estacionamento em ambos os para-choques e bancos revestidos de couro e tecido.

A maior novidade do modelo 2017 foi a versão Crossway, que se diferencia pelas caixas de roda em preto, grafismo nas laterais, rodas na cor cinza, bancos de couro com o nome da versão bordada e tapetes personalizados. Inicialmente limitada a 500 unidades, fez tanto sucesso que acabou assumindo o topo da linha.

Peugeot 2008 vermelho visto 3/4 de frente
O modelo impressiona pela dirigibilidade e pelo tamanho interno Christian Castanho/Quatro Rodas

Sob o capô está o conhecido motor FlexStart de aspiração natural e 1.6 16V de 115/122 cv e câmbio manual de cinco marchas. A única opção de câmbio automático até o modelo 2017 é o AT8, que tem quatro marchas e é problemático.

  • Quem não abre mão de desempenho deve priorizar o motor THP Flex de 1.6 Turbo, injeção direta e 165/173 cv (gasolina/etanol) vinculados ao controle de tração ajustável Grip Control. O câmbio manual de seis marchas foi o único oferecido até 2019, situação que ajuda a entender a baixa popularidade dessa versão.

    2008 Griffe 1.6 THP FLEX, da Peugeot, automóvel testado pela revista Quatro Rodas.
    O porta-malas tem capacidade para 355 litros de bagagem Reprodução/Quatro Rodas

    Mais acessível, a Allure abre mão de comodidades, mas mantém quatro airbags, ar-condicionado bizona, piloto automático, sistema de som com tela de 7 polegadas e Bluetooth, volante multifuncional, sensores de estacionamento traseiros e rodas aro 16 de liga de alumínio.

    A maior vantagem do modelo de 2018 em diante é a evolução técnica: o motor 1.6 16V foi recalibrado para render 115/118 cv em rotações mais baixas e finalmente recebeu um câmbio automático Aisin de seis marchas.

    Por fora, nada novo: o 2008 Griffe mantém a cara de 2015
    Ao longo dos anos, a ausência de mudanças significativas no visual foi alvo de críticas Christian Castanho/Quatro Rodas

    A maturidade do 2008 só foi atingida em meados de 2019, quando a empresa juntou o motor THP com o câmbio automático de seis marchas: uma leve reestilização foi apresentada nesse período, com grade e para-choques redesenhados.

    Também é inegável a evolução do pós-venda da Peugeot, marcado por uma nova política de preços para peças e mão de obra. O 2008 desfruta de boa reputação entre os reparadores independentes, que já conhecem a fundo sua mecânica.

    Defeitos do Peugeot 2008

    Painel do 2008 Griffe 1.6 THP FLEX, da Peugeot, automóvel testado pela revista Quatro Rodas.
    Painel do 2008 Griffe 1.6 THP FLEX, da Peugeot, automóvel testado pela revista Quatro Rodas. Reprodução/Quatro Rodas

    Turbo – Fumaça branca entre as trocas de marcha ou na marcha lenta é um indício de desgaste na turbina dos motores THP. Os danos são causados por mau uso ou por fragmentos ressecados do sistema de admissão do motor. O custo do reparo varia de R$ 3.500 a R$ 8.000.

    Injeção direta – Os motores THP podem apresentar problemas nas bombas de baixa e alta pressão do sistema de injeção. Os dois casos são diagnosticados pelo mesmo código de falha, motivo pelo qual vale a pena solicitar uma revisão geral.

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    Câmbio automático – A transmissão AL4 de quatro marchas é notória pela sensibilidade: certifique-se de que não há códigos de falha no painel, se há trancos no funcionamento ou mesmo se está travada em terceira marcha (em modo de segurança). A troca do fluido a cada 80.000 km é mandatória.

    Suspensão – Verifique se não há vazamento nos amortecedores e desgaste acentuado nas buchas, batentes e bieletas, que sempre apresentam barulhos e/ou batidas secas em pisos irregulares.

    Recall – Foram apenas dois: o primeiro envolve o chicote elétrico (chassis FB022135 a GB022221) e o segundo relacionado ao sistema de injeção dos motores 1.6 Flex Fuel (chassis LB000746 a MB502300).

    A voz do dono

    Nome: Paulo Marques
    Idade: 48 anos
    Profissão: funcionário público estadual
    Cidade: Limeira (SP)

    O que eu adoro: “O nível de equipamentos é muito bom, com destaque para o teto panorâmico que deixa o interior mais claro. Dirigibilidade e porta-malas comparáveis aos de uma excelente perua.”

    O que eu odeio: “O espaço é adequado para quatro adultos apenas, e há dificuldade de acesso ao banco traseiro. O câmbio automático de somente quatro marchas prejudica o consumo urbano e o rodoviário.”

    Preço médio dos Peugeot 2008 usados (KBB Brasil)

    Tabela de preço do Peugeot 2008
    Reprodução/Quatro Rodas

    Preço das peças do Peugeot 208

    Preço das peças do Peugeot 2008
    Reprodução/Quatro Rodas

    Nós dissemos

    Matéria sobre o Peugeot 2008 na revista Quatro Rodas
    Reprodução/Quatro Rodas

    Abril de 2015 “Com 4,16 metros de comprimento, 1,74 de largura e 1,58 de altura, o 2008 é um dos mais compactos dos SUVs compactos (…). Suave e silenciosa, a suspensão do 2008 foi nitidamente calibrada com ênfase no conforto. Colabora para essa impressão a maciez dos pneus 205/60 aro 16 um perfil alto para os padrões atuais.”

    Pense também em um…

    Honda HR-V vinho visto 3/4 de frente
    Reprodução/Quatro Rodas

    Honda HR-V – Seu motor 1.8 flex gera 140/139 cv e impulsiona bem seus 1.270 kg, quase sempre acoplado a um câmbio CVT (a versão LX com câmbio manual é rara). O consumo de gasolina é de 10,4 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada, e a suspensão garante dirigibilidade e conforto. Freios a disco e ESP contribuem para o notável comportamento dinâmico.

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    Capa quatro rodas 748 agosto 2021
    Arte/Quatro Rodas
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