Os bastidores e curiosidades da chegada da Fiat ao Brasil, há 50 anos  

O impulso óbvio era a Fiat ir para o ABC, em São Paulo, que abrigava 11 das 12 fabricantes de carros e 90% da indústria de autopeças. Além disso, a 70 quilômetros da capital paulista está o porto de Santos. Mas Minas não foi escolhida por acaso.  

Diferentona

A Fiat vencido uma concorrência para fornecer tratores ao governo estadual. O namoro resultou na assinatura do acordo de Comunhão de Interesses e foi pago um preço simbólico à prefeitura de Betim pelo terreno de 2,25 milhões de metros quadrados.

O acordo

Mas surgiram problemas que não estavam no script. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), por reserva de mercado, era contra a instalação da Fiat em Minas e a montadora pagou caro por ficar longe do coração da indústria automobilística 

Nem tudo são flores

Devido a distância dos fornecedores de peças, era obrigada a manter grandes estoques. Também era preciso mão-de-obra especializada, que não havia em Minas.

Consequências 

Implantação da fábrica em andamento, a direção da Fiat precisava definir que modelo produziria. Peitar o Fusca, que reinava nas ruas do país, era difícil, mas os estudos mostraram que os brasileiros já o consideravam defasado. Derivado do Fiat 127, nasceu a primeiro Fiat brasileiro: o famoso 147.

A história foi escrita