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Neste mês, QUATRO RODAS separou dez equipamentos que já estão ultrapassados. Fotos: divulgação
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Top hit: muito antes do CD player, quem liderava as paradas era o vinil. Não estamos fando da bolacha que tocava nas vitrola, mas do revestimento externo de teto que adornou de esportivos a limusines entre os anos 60 e 80. O vinil melhorava o isolamento acústico e o movimento das oficinas: era um criadouro de corrosão.
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Vento ventania: até os anos 80, o quebra-vento tinha duas funções originais: melhorar a ventilação no banco da frente e reduzir a turbulência atrás quando o vidro estivesse aberto. Os engenheiros só não sabiam que ele viraria o principal acesso dos ladrões para violar o interior.
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Falso brilhante: Nenhum carro podia ser considerado esportivo sem um par de faróis de longo alcance sobre o parachoque. Apesar do charme, quando desregulados, mais ofuscavam que iluminavam. E eram um atentado à segurança dos pedestres e à aerodinâmica.
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Roda viva: as rodas de liga leve só se tornaram populares no fim dos anos 70. Até então, para se diferenciar dos modelos mais simples, a solução dos esportivos era apelar para o sobrearo, em geral cromado e encaixado em uma roda de tala mais larga.
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Senta aqui: houve época em que a maioria dos carros tinha a alavanca de marchas na coluna de direção, liberando espaço para um banco dianteiro inteiriço, para três passageiros. Quase extinto, hoje só é encontrado em versões mais simples de algumas picapes.
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Dose dupla: a função dos parachoques é bem clara: evitar choques. Mas eram tão bonitos que acabaram criando as garras, que funcionavam como o para-choque do parachoque. Foram vistas pela última vez no fim da década de 80, já em para-choques de plástico.
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Regra três: há 50 anos, chique era ter estepe sobre o para-choque traseiro. Ele tornou-se célebre depois do Continental Lincoln, que usava o recurso para liberar espaço para a bagagem. Ficou tão famoso que até outros carros passaram a oferecer o "kit continental".
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Bandeira branca: a borracha natural é branca, mas, para durar mais, o negro de fumo foi adicionado à banda de rodagem. A lateral branca era sinônimo de elegância e consumia energia e sapólio para ficar limpa. Na época, "pretinho" no pneu não tinha a menor chance.
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Exagerado: houve um tempo em que cupês e até sedãs não tinham a coluna central, o que melhorava o visual e arejava a cabine. Incapaz de atender às legislações de impacto lateral, acabou perdendo apelo: hoje um dos únicos remanescentes é o Mercedes Classe E Coupé.
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Alala-ôoooo...: ... mas que caloooor! em alguns carros de duas portas, uma febre nacional até os anos 80, o pobre passageiro de trás não tinha mais que o recurso basculante da singela janelinha. Era um alívio para quem ia na segunda classe que não deixou saudade.