Longa duração: Nissan Kicks demora para despertar em dias frios

Após uma noite fria, o motor do Kicks liga normalmente, mas morre em seguida. A rede Nissan diz que isso é normal, mas recomenda uma partida em três ciclos

Após dormir na garagem durante uma noite fria, tudo parecia normal com o Kicks. “Conforme recomenda o manual, pressionei o botão de partida sem o pé no freio para que o sistema ligasse apenas o contato, sem dar a partida no motor. Em seguida, a luz do sistema de aquecimento do combustível, apagou e, aí sim, o motor foi acordado. O giro subiu como de costume, mas em vez de estabilizar na rotação de marcha-lenta, caiu até apagar completamente”, conta o editor Péricles Malheiros.

Além dele, outros dois usuários reportaram o mesmo comportamento anormal. Ligamos, então, para três concessionárias Nissan em São Paulo. Como donos comuns, contamos o que estava acontecendo.

Na Carrera e na Sinal, ouvimos a mesma (estranha) dica dos consultores: “Faça o processo de ligar apenas o contato por duas vezes e só dê a partida no motor no terceiro ciclo”. Os dois técnicos reconheceram a recorrência do problema: “Outros donos de Kicks manifestaram a mesma característica”, disseram. “Não é só o Kicks. Todo carro sem tanquinho de partida a frio da Nissan é assim”, disse o consultor da Carrera e da Tokio, a terceira concessionária ouvida na apuração.

Na Tokio, aliás, a dica foi outra: “É preciso esperar de 5 a 10 segundos após o desligamento da luz indicadora do sistema de aquecimento para dar a partida no motor.

Kicks: partida do motor por botão

Kicks: partida do motor por botão (Christian Castanho)

Apesar de as autorizadas consultadas recomendarem procedimentos diferentes do que consta no manual, é preciso ser justo: todas encerraram a conversa se colocando à disposição para uma verificação mais profunda do carro, caso o problema continuas­se a nos incomodar.

Como a partida ineficiente do motor só se manifesta sob frio mais intenso e ainda assim o carro não deixa ninguém na mão, pediremos uma verificação na primeira revisão, aos 10.000 km – o hodômetro do nosso Kicks já indica quase 8.000 km.

No decorrer do mês, novas críticas à posição elevada de dirigir. “Fiquei espantado com o quanto o para-sol obstrui a visão do motorista. Mesmo com o banco ajustado na posição mais baixa, o para-sol atrapalha o campo de visão. E olha que eu não sou alto, tenho 1,65 metro”, diz o repórter Vitor Matsubara.

 

Nissan Kicks – 7.938 km

CONSUMO
No mês: 7,8 km/l com 23,2% de rodagem na cidade
Desde setembro de 2016: 8,3 km/l com 20,8% de rodagem na cidade
Combustível: etanol
GASTOS NO MÊS
Combustível: R$ 816
FICHA TÉCNICA
Versão: SL 1.6 16V
Motor: dianteiro, transversal, 4 cil., 1.598 cm³, flex, 114 cv a 5.600 rpm, 15,5 mkgf a 4.000 rpm
Câmbio: automático, CVT, tração dianteira
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  1. Nem bonito é…mas é ordinário!

  2. Eduardo Henrique

    Nossa. Estas orientações são apenas para tapear um problema no sistema. Certamente virá uma atualização. O tempo de aquecimento deve ser pequeno ou a resistência fraca.

  3. Stilgar Duna

    Eu não tenho o carro, mas vejo muitos donos comentando na Internet sobre o consumo. Mas o que percebi é que, em geral, os de testes de revistas tem consumido mais, pois tem dono muito satisfeito dizendo que é bem econômico, especialmente com gasolina (Nissan não gosta de etanol). Sinceramente acho que neste caso é problema na peça entre o volante e o banco do motorista. Acho um absurdo uma revista reclamar da autonomia em estrada uma vez que é indicado parar a cada 2 ou 3 horas (no máximo) para um descanso e esticar as pernas. É só aproveitar estas paradas para reabastecer. Reclamam que o carro não atinge a “velocidade da luz” (exagero proposital) quando a velocidade máxima, em estrada, é de 110 Km/h na maioria delas. Para muitos o carro tem que fazer 0-100 Km/h em menos de 10 segundos como se precisasse disputar prova de arrancada com ele. Compra um dragster e seja feliz.