Longa Duração: motor do Cruze liga mesmo sem a chave por perto

Diferentemente da grande maioria dos automóveis com sistema de chave presencial, o Cruze tolera o religamento do motor mesmo com ela ausente

Cruze: mesmo com chave ausente o motor liga

Cruze: mesmo com chave ausente o motor liga (João Mantovani/Quatro Rodas)

Na atual frota de Longa Duração, há dois modelos com sistema de chave presencial: o Chevrolet Cruze e o Nissan Kicks. Nas missões diárias, não raramente, a gente se vê em situações de necessidade de troca rápida de motorista.

Foi num caso desse que descobrimos uma característica incomum no Cruze: no caso de a pessoa sair do carro com a chave no bolso, ele tolera o religamento do motor.

O designer Fabio Paiva combinou um uso revezado do Cruze com o colaborador Silvio Gioia: “Nem vou estacionar. A gente se encontra, você pega o carro e vai para o seu compromisso”, disse Fabio. E assim foi feito.

Sem se dar conta de que a chave havia ficado com o amigo, Silvio foi para sua missão. “Quando apertei o botão e desliguei o motor, ouvi o sinal sonoro e o alerta no painel informando a não detecção da chave. Meio que por instinto, pressionei novamente a tecla de partida e me surpreendi, pois, ao contrário do que pensava, o motor ligou.”

De acordo com a Chevrolet, essa permissão é concedida quando o religamento é feito em até cinco minutos – depois disso, só com a chave na cabine. O mesmo ocorre com o Ford Fusion, que inclusive continua rodando normalmente caso a chave seja jogada pela janela com o carro em movimento.

A experiência com o Cruze, porém, nos levou a pesar os prós e contras do sistema.

Não dá para negar que, no nosso caso, os cinco minutos de tolerância ajudaram, mas poderia ter sido diferente. Por exemplo, se por distração o motorista mantiver a chave no bolso ao deixar o Cruze com um manobrista de restaurante, o carro, depois de estacionado, ficará aberto e permitirá que qualquer um entre e dê a partida.

O problema é que muitos estabelecimentos param os carros de seus clientes na rua. Portanto, o Cruze é bom para quem, como a gente, costuma fazer uso compartilhado, mas pode trazer dor de cabeça no uso mais comum, o individual.

A discussão do tema na redação finalizou com uma opinião: bom mesmo é o sistema convencional, como o do Kicks, que, além de um aviso enorme no painel, aciona a buzina assim que a chave é detectada. No nosso caso, se fosse o Kicks no lugar do Cruze, Sílvio nem sequer teria saído sem antes pegar a chave com Fabio.

Chevrolet Cruze – 34.027 km

Consumo

  • No mês: 7,1 km/l com 70,3% de rodagem na cidade
  • Desde out/16: 8,4 km/l com 19,9% de rodagem na cidade
  • Combustível: etanol

Gastos no mês

  • Combustível: R$ 622

Ficha técnica

  • Versão: LTZ 1.4T
  • Motor: 4 cil., diant., transv., 1.399 cm3, 16V, flex, 153/150 cv a 5.200/5.600 rpm, 25,5/24 mkgf a 2.000/2.100 rpm
  • Câmbio: aut., 6 marchas
Comentários
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  1. Ricardo Ferreira

    Interessante este relato, pois para abrir o carro por exemplo, mesmo que o motorista esteja ao lado do carro (ou seja dentro do alcance da chave), um passageiro não consegue abrir a porta, não antes do motorista (aquele que porta a chave) clicar no botão da maçaneta.

  2. Ronald Landgraf

    Já aconteceu isto comigo….fui com minha esposa ao médico e a chave estava na bolsa dela…..ao chegarmos não tinha estacionamento…..a deixei e fui atrás de uma vaga……porém após alguns minutos o carro desligou…….