Longa duração: faltam portas (digitais) no Audi A3

Enquanto as tomadas de alimentação estão se multiplicando na cabine dos carros, a Audi vai na contramão e oferece o A3 sem USB

Temos na nossa frota de Longa Duração um Audi e um Chevrolet. Tempos atrás, se lhe perguntassem: “Qual deles é o mais luxuo­so?”, a resposta seria imediata: o Audi, claro.

Mas o mundo mudou. As marcas premium deram um passo atrás, enquanto as de volume criaram produtos com recursos até então impensáveis. Resultado: elas andam se esbarrando por aí. E por aqui também.

Há momentos em que a simplicidade do A3 chega a incomodar. Bancos elétricos, couro legítimo sobre os bancos e câmera de ré fazem falta, mas com um pouco de esforço dá para se acostumar com tais ausências.

O que não dá para aceitar é a inexistência de uma mísera porta USB. Já comentamos isso por aqui, mas como a missão máxima do Longa Duração é representar a vida real, tivemos de voltar ao tema.

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Por falar em vida real, em um breve levantamento feito aqui na redação de QUATRO RODAS, a entrada USB é frequentemente mais utilizada por quem precisa carregar o celular do que pelos que buscam uma fonte alternativa ao rádio para ouvir música. “No caso do nosso A3, cuja central MMI não tem GPS, a necessidade de recarga é ainda maior, pois tenho de usar o navegador do celular”, diz o editor Péricles Malheiros.

O redator-chefe, Zeca Chaves, é talvez o membro de QUATRO RODAS mais inconformado com a falta da porta USB no nosso A3. Sempre com reuniões externas e um usuário contumaz do Waze – aplicativo de navegação que é um conhecido consumidor voraz de carga de bateria -, Zeca diz: “A situação me levou a comprar um desses adaptadores que transformam a saída de 12 volts em USB. É uma ironia ter que usar um dispositivo tão baratinho justamente em um Audi”.

Nenhum A3 fabricado e vendido no Brasil oferece a porta USB ou qualquer outra interface física digital para dispositivos eletrônicos, apenas uma entrada de áudio auxiliar do tipo P2 – além do Bluetooth. Nos modelos importados antes da nacionalização, há uma conexão específica chamada Audi Music Interface, que demanda um adaptador – comprado à parte – para aceitar o plug USB. No Mercado Livre, tal cabo pode ser adquirido a partir de R$ 69,00.

Audi A3 – 35.381 km

CONSUMO
No mês: 7,9 km/l com 21,9% de rodagem na cidade
Desde fevereiro de 2016: 8,4 km/l com 25,4% de rodagem na cidade
Combustível: etanol
GASTOS NO MÊS
Combustível: R$ 547
FICHA TÉCNICA
Versão: Ambiente 1.4 Turbo Flex
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transv., 1.395 cm3, 16V, flex, 150 cv a 4.500 rpm, 25,5 mkgf a 1.500 rpm
Câmbio: aut., seq., 6 marchas
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  1. No texto da a entender que rodo A3 zero km vendido no país é nacional, o que não é verdade. Os hatchs ainda são importados. No MMI com adaptador bluetooth a carga é tão lenta que nem compensa usar pra carregar.

  2. Portas USB estao cada vez mais raras. Solucoes de wireless charging eh a tendencia.

  3. Porta USB de som é um quebra galho, até carrega esses telefonecos com bateria pequena mas telefone grande só faz cosquinha, se tiver com uso intenso ele até continua descarregando.
    Quer carregar o telefone use um carregador veicular de no mínimo 5v e 1A, de preferência um de 2A e de qualidade, usar porcaria tem grande chance de reduzir a vida útil da bateria ou o telefone não querer carregar.
    Eu tenho tomada USB do carro e não abro mão do carregador comum, se precisar de carga uso ele, se não deixo no som melhorando a qualidade de áudio do streaming.

  4. Daniel Veiga

    Meu bom e velho Polo Sedan 2010 me brindava com entrada SD e USB no som original de fabrica…com o SD cheinho de musicas, o usb ficava livre para cargas de celular ou GPS. Estranho é a Audi, prima rica da da VW, vacilar justo em dos seus carros com maior apelo jovem.