Longa Duração: analisando os sistemas de som da frota

Especialistas em som automotivo analisam o sistema original dos carros da frota do Longa Duração. Qual foi o melhor?

Frota reunida: os sistemas de som originais dão conta do recado?

Frota reunida: os sistemas de som originais dão conta do recado? (João Mantovani/Quatro Rodas)

A popularização dos sistemas multimídia nos últimos anos trouxe a reboque uma sensível melhoria no conjunto de áudio dos automóveis.

Notamos esse efeito em 2014, quando, pela primeira vez, submetemos os carros da frota de Longa Duração (àquela época, composta por Mercedes A 200, Corolla, Golf, C4 Lounge, Peugeot 208 e Up!) à análise de dois especialistas em som automotivo, os irmãos Thelly e Willy Leandrini, da Leandrini, uma das mais tradicionais lojas paulistanas do setor.

Repetimos a dose agora, com Mobi, Kicks, A3 e Cruze. Analisados pelos ouvidos treinados dos técnicos, a atual frota foi meticulosamente estudada pela dupla convidada.

Assim como na primeira ocasião, a grata surpresa foi o bom desempenho do modelo 1.0. Se antes o Up! saiu elogiado, desta vez o Mobi é que fez bonito. Felizmente, a média geral também está mais alta.

Fiat Mobi

Tweeters: bem-posicionados e com agudos definidos

Tweeters: bem-posicionados e com agudos definidos (João Mantovani/Quatro Rodas)

Nos bancos da frente, os irmãos Leandrini fazem o pareamento do celular com o sistema Bluetooth do rádio – em todos os carros, a audição foi feita da mesma maneira.

Assim que a música de referência (rica em sons com variadas frequências) começou a sair pelos alto-falantes, eles se entreolharam com ar surpreso. “Bom, hein?!”, disse Thelly.

“O equilíbrio é o grande destaque. Bem posicionados e com qualidade acima do esperado para o segmento popular, os falantes têm potência satisfatória. Não gostei da resposta tátil dos botões giratórios do rádio. Os cliques são facilmente percebidos, mas muito sensíveis. É difícil avançar de um em um”, diz Willy Leandrini.

 

Nissan Kicks

Falantes mais nobres dariam peso e brilho ao som do SUV

Falantes mais nobres dariam peso e brilho ao som do SUV (João Mantovani/Quatro Rodas)

O Kicks toca mais forte que o Mobi e tem uma distribuição muito boa na cabine, mas falta brilho nos agudos. Willy explicou: “Isso se evidencia quando a faixa apresenta, por exemplo, o som da vibração de um prato de bateria. Os falantes do Kicks não passam a sensação de uma baqueta no metal. O som fica opaco, sintetizado”.

A ausência de subgraves foi criticada por Thelly: “Essas frequências são aquelas que dão peso à música. No Kicks, elas são pouco presentes. Isso é um erro de projeto. Mesmo os SUVs compactos têm uma cabine volumosa, o que pede um sistema de som com especial atenção às baixas frequências”.

 

Audi A3

Técnico indica onde seria a altura ideal do tweeter no A3

Técnico indica onde seria a altura ideal do tweeter no A3 (João Mantovani/Quatro Rodas)

“Potente, bem definido e com grave intenso. Audi é sempre um problema para as lojas de som. O áudio original é tão forte e agradável que o dono precisa estar disposto a investir pesado para ter, de fato, um upgrade”, confessa Thelly.

Mas nem tudo foi elogio. “Há duas falhas com relação aos tweeters montados nas colunas dianteiras. Estão em posição muito baixa e apontados um para o outro”, critica Thelly.

A cúpula do painel obstrui o som do tweeter esquerdo. Se estivessem voltados para os ocupantes dos bancos ou para o para-brisa, não teríamos essa sensação de som separado em quatro zonas. A cabine é bem preenchida, mas falta envolvimento”.

 

Chevrolet Cruze

Distribuição sonora elogiável, e rádio com menu intuitivo

Distribuição sonora elogiável, e rádio com menu intuitivo (João Mantovani/Quatro Rodas)

O som do Cruze foi o mais elogiado pelos especialistas. “Não conhecia o sistema, mas o acesso aos recursos de equalização é tão lógico que, intuitivamente, cheguei de primeira nos comandos que buscava”, disse Willy, enquanto operava o rádio.

Feitos os ajustes, mais elogios: “O conjunto do Cruze é o melhor da atual frota de Longa Duração. Perde para o do A3 em potência, mas compensa com uma excelente distribuição sonora. O motorista fecha os olhos e tem a impressão de que está diante de um palco, com o somdos instrumentos vindo da base do para-brisa. Bons equipamentos e posicionamento correto”.

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  1. ÁLVARO COSTA NETO

    Discordo da posição mais elevado do tweeter no Audi A3. Quando mais elevado o tweeter, mais próximo da altura do ouvido humano, se tornando desconfortável a elevada captação do som de alta frequência. Fábricas premium como a Audi, investem muita verba para projetar junto com os engenheiros, uma qualidade de som que as frequências e posições dos falantes, não sejam desconfortáveis ao ouvido humano.

  2. Daniel Louzada da Fonseca

    Tive Corolla e Civic que possuem som original pior que do Up..O Focus é um pouco melhor nesse quesito e a melhor sonorização original, de longe é do Golf antigo 2013 e depois do Jetta que possuo…No caso do Jetta e do Golf, o som pra mim é perfeito e achei desperdício gastar dinheiro para aprimorá-lo, sendo que, é até perigoso gastar e piorar o som projetado para os encaixas ótimos das portas e os alto falantes JBL….O som do meu ex Corolla 2015 eu nem ligava de tão ruim…

  3. a ta o carro passa ano para ser projetado ai vem 2 de uma loja de ponta de esquina pra falar que os tweetes estão na posição errada.. isso e serio mesmo??

  4. Herbert Blay

    Galera som é gosto. Os caras são especialistas e trabalham com isso. A avaliação é conforme a expectativa e o gosto de cada um.

  5. Marcelo Franca de Faria Mello

    Acho que não souberam regular os agudos que saem fortes, se o usuário quiser e souber usar, dos tweeters nas colunas do Kicks.

  6. Daniel Saraiva

    “O motorista fecha os olhos e tem a impressão de que está em frente a um palco”, algo de errado não está certo