Impressões: Renegade ganha fôlego com ajustes no motor 1.8 flex

Alterações mecânicas deram 7 cv e mais agilidade ao SUV; nova versão Limited é outra novidade da linha 2017

Jeep Renegade Limited 1.8 flex

Jeep Renegade Limited 1.8 flex (Divulgação/Jeep)

Desempenho era uma das principais deficiências do Renegade 1.8. Apresentado em 2015, o SUV cativou o público por qualidades como design, acabamento e conteúdo, mas as configurações com motor flex deixavam a desejar na hora de acelerar.

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A linha 2017 do modelo mais vendido da Jeep trouxe como principal novidade uma atualização no motor 1.8 EtorQ, que ganhou mais 7 cv (passando de 132 cv para 139 cv) e uma leve melhoria no torque (de 19,1 mkgf para 19,3 mkgf) atingido nas mesmas 3.750 rotações, mas – segundo a Jeep – com uma distribuição mais linear entre as faixas de giro.

O motor do Renegade ganhou coletor de admissão variável, sistema start-stop, alternador inteligente, bomba de combustível inteligente e óleos de baixo atrito para motor e transmissão. A melhoria no consumo – outro alvo de críticas – seria de até 10%.

Motor ganhou potência e torque, além de menor consumo

Motor ganhou potência e torque, além de menor consumo (Divulgação/Jeep)

Na lista de equipamentos, o carro ganhou sensor de pressão dos pneus, indicador de troca de marchas no painel e pneus com baixa resistência ao rolamento. Há também um novo modo Sport, que diminui o tempo de resposta do acelerador e prolonga o tempo de troca das marchas nas versões automáticas.

Na prática, a falta de fôlego do Renegade ficou para trás. É claro que o desempenho não se compara ao vigoroso Tigershark que equipa Compass e Fiat Toro, mas a evolução frente ao antigo modelo merece ser ressaltada.

Logo nos primeiros instantes nota-se que o acelerador responde mais rapidamente ao comando do motorista em baixas rotações, algo que não ocorria anteriormente. Ficou mais fácil retomar a velocidade no anda-e-para do trânsito urbano e realizar ultrapassagens com segurança nas estradas. Ainda é preciso recorrer às trocas no modo sequencial em situações extremas (como em subidas acentuadas), mas não com tanta frequência como antes.

Jeep Renegade Limited 1.8 flex

Jeep Renegade Limited 1.8 flex (Divulgação/Jeep)

Embora a marca não tenha mexido no isolamento acústico, tivemos a impressão de que o motor está trabalhando de forma mais silenciosa, sem elevar excessivamente o giro nas acelerações mais fortes. No modo Sport (ativado por uma tecla no painel, e que se torna item de série em todos os 1.8 flex), o Renegade ganha bastante agilidade, especialmente nas retomadas.

Botão da nova função Sport fica acima dos controles do ar-condicionado

Botão da nova função Sport fica acima dos controles do ar-condicionado (Divulgação/Jeep)

Tivemos a oportunidade de dirigir o SUV nas duas opções de câmbio (manual de cinco marchas e automática de seis velocidades) e, surpreendentemente, a caixa automática se mostrou mais bem acertada do que a manual – no modelo anterior acontecia justamente o oposto.

No conteúdo, a linha 2017 traz uma nova versão chamada Limited. Por R$ 97.990, ela ocupa o topo da gama das configurações bicombustíveis do Renegade, diferenciando-se visualmente pelo teto preto e detalhes prateados na grade frontal, capas dos espelhos retrovisores e no acabamento das rodas de liga leve de 18 polegadas.

Versões Limited e Trailhawk ganham faróis de xenônio de série

Versões Limited e Trailhawk ganham faróis de xenônio de série (Divulgação/Jeep)

De série, a versão ainda vem com chave presencial, tela colorida de TFT de 7 polegadas no quadro de instrumentos, faróis de xenônio, sensores de faróis e de chuva, espelhos retrovisores com rebatimento elétrico e espelho interno eletrocrômico.

As demais versões também ganharam conteúdo. A Sport traz agora porta-óculos, barras longitudinais de teto, banco do passageiro rebatível e com porta-objetos sob o assento, central multimídia com tela de cinco polegadas, GPS e câmera de ré (esta última disponível apenas com o motor 2.0 Diesel)

A Longitude ganhou porta-óculos e bancos de couro (apenas com motor 2.0 Diesel), enquanto a Trailhawk agora vem com 7 airbags, faróis de xenônio, chave presencial, bancos de couro e rebatimento elétrico dos retrovisores.

Confira abaixo os valores de toda a linha 2017 do Renegade:

1.8 Flex MT5: R$ 72.990

Sport 1.8 Flex MT5: R$ 79.490

Sport 1.8 Flex AT6: R$ 85.990

Longitude 1.8 Flex AT6: R$ 90.990

Longitude (com teto solar) 1.8 Flex AT6: R$ 97.790

Limited 1.8 Flex AT6: R$ 97.990

Limited (com teto solar) 1.8 Flex AT6: R$ 104.790

Sport 2.0 Diesel AT9 4×4: R$ 115.990

Longitude 2.0 Diesel AT9 4×4: R$ 123.490

Trailhawk 2.0 Diesel AT9 4×4: R$ 136.990

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  1. Paulo Freire

    O problema do Renegade se chama Compass, se o irmão menor ganhasse o 2.0, ficaria (ainda mais) caro ou teria de matar algumas versões para não bater de frente com o maior, que é maior e melhor.

  2. Gabriel Neves

    Será que agora vale a pena comprar um renegade? A intensão seria por um kit GNV para baratear o IPVA e o Consumo de Gasolina/etanol mas com um motor de 132 cv iria deixar o carro muito mais fraco.

  3. bruno fagundes

    Com certeza não!!! Renegade com kit GÁS não!!! O desempenho do veículo e sofrível com gás so vai piorar e muito!

  4. Paulo Henrique Martins Souza

    Colocar GNV no Renegade e ficar sem porta malas? Além de adicionar peso extra no carro, ficaria mais lerdo ainda, imagina a dificuldade de conseguir uma ultrapassagem.

  5. Luiz Fernando Quirino

    Ao ler os comentários do Gabriel, do Bruno e do Paulo Henrique veio-me a lembrança o personagem Caco Antibes.
    Ora, se o cara comprou um Renegade é para deixar a pobreza um pouco de lado. Agora, se a pobreza tá difícil de ir embora é hora de pensar em algo mais em conta, mesmo.

  6. sergio quirino

    Não da pra comparar HRV ( que é um carro pra mulher) com o JEEP que é muito mais ‘ parrudo’ e forte estruturalmente….cheguei a dirigir o HRV E O KICKS, e na minha opinião os dois tem a ‘pegada’ do novo KA. SÃO CROSSOVERS DE SHOPPING.

  7. sergio quirino

    Galera, estou com o Jeep com 15K , aconselho para revisões a concessionária DARUJ em JUNDIAÍ, o chefe de oficina Sr Esdras é uma pessoa muito competente, Cobraram cerca de 400 reais pela 1 revisão. Fiquei muito contente com o atendimento. FUJA DE SP : Esses picaretas só querer uma oportunidade para poder cobrar mais. !!! Estou com 15k com o Jeep e até o momento não tive problemas, uso o MECANICO que a meu ver é muito mais gostoso pra Dirigir…fiz o teste no automatico e achei muito mais fraco o casamento cambio X motor.Meus pontos de observação são : consumo elevado ( porem consegui fazer 13k na pista com o ar desligado usando gasolina ) – e a retomada de velocidade lenta ( também pra se ter um carro parrudo ele deve ser pesado….acho que um motor 2.0 com a partir de 150cv ficaria melhor.