Impressões: Fiat Argo 1.0 quer brigar entre os mais vendidos

Por R$ 46.800, versão de entrada tem bons atrativos e desempenho satisfatório para brigar com Onix e HB20

Versão Drive 1.0 dispensa rodas de liga leve e faróis de neblina (divulgação/Fiat)

O Argo ainda tem cheiro de novidade na loja. Disponível desde o primeiro dia de junho, o carro ainda nem completou seu primeiro mês cheio de vendas. Na ocasião de seu lançamento à imprensa, pudemos avaliar os motores 1.3 Firefly e 1.8 e.torQ, disponível nas versões Drive e HGT, respectivamente.

Mas ainda faltava o carro-chefe da gama: o Argo Drive 1.0, o qual a Fiat estima que responderá por 35% das vendas. Foi este modelo que dirigimos em um rápido test-drive urbano organizado pela montadora em São Paulo (SP).

Dirigibilidade é mais firme que a média dos Fiat (divulgação/Fiat)

Oferecido a R$ 46.800 sem opcionais, o Argo mais barato preserva o mesmo padrão de montagem e acabamento das outras versões. Obviamente o conteúdo é inferior, mas a lista de equipamentos de série não decepciona: start-stop, ar-condicionado, direção elétrica, tela de 3,5 polegadas no centro do painel (a mesma utilizada no Renegade), fixações Isofix para cadeirinhas infantis, banco do motorista com regulagem de altura, travas elétricas e vidros elétricos nas portas dianteiras.

Tela de 3,5 polegadas do computador de bordo é mais simples que nas versões superiores (divulgação/Fiat)

Opcionalmente, o carro pode receber os kits Parking (sensor de estacionamento e câmera de ré, por R$ 1.200) e Convenience (formado por retrovisores elétricos com função tilt-down e vidros elétricos nas portas traseiras, também por R$ 1.200).

Uma ausência sentida na lista de itens de série é o rádio. Será preciso gastar R$ 1.300 para ter um sistema de som com sintonizador e entradas AUX e USB, além de Bluetooth. Já a central multimídia uConnect (com touchscreen de 7 polegadas e uma segunda porta USB para os passageiros do banco traseiro) custa R$ 1.990.

Tanto o rádio como a central multimídia uConnect são opcionais (divulgação/Fiat)

O trânsito pesado e as limitações de velocidade nas vias expressas não nos permitiram passar dos 90 km/h. Mesmo assim, foi possível notar que o motor 1.0 Firefly de três cilindros (77 cv/72 cv e 10,9 mkgf/10,4 mkgf a 3.250 rpm) responde bem nas arrancadas, com 80% do torque disponível a 2.500 rpm. Ajuda nisso o fato de o diferencial ser mais curto que o utilizado nos Uno e Mobi com o mesmo motor.

O carro também surpreende pelo bom isolamento acústico – é silencioso até mesmo nas acelerações, minimizando o ruído característicos dos motores tricilíndricos.

Os números de desempenho devem ficar um pouco abaixo do Uno – o Argo Drive 1.0 pesa 1.105 kg, cem quilos a mais que o Uno Attractive 1.0 Firefly, que acelerou de 0 a 100 km/h em 15,6 s nos testes de QUATRO RODAS, sempre com gasolina.

Motor 1.0 Firefly é o mesmo de Uno e Mobi (divulgação/Fiat)

A boa posição de dirigir e o espaço no banco traseiro se destacam. Já o câmbio manual de cinco marchas tem engates precisos, mas a alavanca lembra os outros Fiat pelo curso um pouco longo demais – diferente das demais versões de Argo com que tivemos contato até agora.

A suspensão também agrada pela calibragem mais rígida do que o padrão Fiat, outro sinal de que a marca desenvolveu o Argo de olho na concorrência – especialmente o Hyundai HB20, como a própria empresa admite. O rival da montadora coreana, no entanto, ainda é superior em pontos como a qualidade do acabamento interno e dirigibilidade.

Maçanetas e capas dos espelhos são pintadas na cor do veículo (divulgação/Fiat)

Segundo informações divulgadas pela Fiat, o Argo 1.0 faz 9,9 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada se abastecido com etanol – o número urbano foi praticamente o mesmo obtido por QUATRO RODAS durante o test-drive, 9,4 km/l. Se o combustível escolhido for gasolina, o hatch faria 10,7 km/l no perímetro urbano e 15,1 km/l no rodoviário.

Seus principais concorrentes são o supracitado Hyundai HB20 Comfort Plus (R$ 45.830, embora exista uma versão mais barata e menos equipada a R$ 42.500), Chevrolet Onix LT (R$ 46.150) e VW Fox Trendline (R$ 46.890).

Numa rápida comparação, o diferencial do Argo (além do ar de novidade) pode ser o bom espaço interno, principalmente nas regiões das cabeças e das pernas dos ocupantes traseiros. A sensação de estar num carro de categoria superior é causada principalmente pela central multimídia (que, como já dissemos, é um opcional de R$ 1.990).

Espaço atrás é bom – e vem com fixações Isofix de série (divulgação/Fiat)

Em termos de acabamento e dirigibilidade, ele fica num meio termo entre o Onix e o HB20. Já a oferta de equipamentos depende das prioridades do comprador – nenhum concorrente oferece start-stop, mas todos trazem rádio de série.

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  1. Carlos Minkap

    Se o diferencial do Argo é o Star/Stop sem poder desligar eu passo. Já chega o Cruze que tem este grave defeito de não poder desativar o sistema.

  2. Daniel Louzada da Fonseca

    46800 nesse 1.0 lançamento perigoso, pelado e pesando 1150 kg???? Paguei 49 mil num Fox Run, com motor 1.6, retrovisores elétricos, direção elétrica, vidros elétricos nas 4 portas, regulagem de altura e profundidade da direção, volante com comandos, sensores no para choque dianteiro e traseiro, excelente espaço interno e veículo acertado por estar há vários anos no mercado…O Fox é macio e não balança igual os antigos…A VW o acertou tão bem que consegue ser mais silenciosos que muitos médios com o dobro do preço….

  3. Diego Ferreira De Souza

    Consumo urbano 10,7 km/l com gasolina pra um carro mil? O gol 2012 da minha sogra (e com 90 mil km) faz isso e é 1.6.

  4. Olhei o Argo, Onix e Hb20 e escolhi o Sandero.

  5. VIDA MÚSICA & BATERA

    Algumas ressalvas sobre a matéria.

    A lista de equipamentos de série anda LONGE de decepcionar, é boa demais até, pelo preço e em comparação com os rivais, ta bem interessante ter start stop de série, cintos de 3 pontos em todas as versões, sem esquecer o esmero na construção e arquitetura do veículo dentre outras coisas… Bom acabamento e desenho interno tbm conta na conta…
    rs
    Sobre o 0 a 100 do Uno de 15,6 segundos, achei bem fraco o tempo que vcs conseguiram, enquanto teve reportagem que obteve o tempo de 13,6/12,5 segundos Etanol e gasolina! Ou seja, o motor é bem esperto e no Argo tbm vai ser mesmo senod mais pesado graças ao melhor torque em relação aos outros 1.0.
    Sobre a suspensão, ja visto em dezenas de outras publicações que a Fiat conseguiu o excelente acerto entre rigidez e maciez sem ser molenga como nos Pálio…E sobre citar o HB20 NO QUESITO SUSPENSÃO, O HB20 é triste, suspensão é o que gera mais reclamação no modelo de vido a calibração e ruídos…
    E no quesito dirigibilidade o Argo tbm ficou super acertado…

    E o que achei mais CONTROVERSO foi o relato de que o HB20 tem melhor acabamento, DE LONGE O ARGO É BEM SUPERIOR NESSE QUESITO, e foi feito com esse fim e qualquer publicação (exceto essa) vai confirmar isso, o Argo tanto em desenho como em acabamento interno ta em um patamar acima dos concorrentes diretos, tanto é que ele “chega junto” até em modelos bem mais caros….

    Isso pode ser constatado ao entrar no veículo…

    Ah, e sobre o consumo e deixa HB20 e Onix no chinelo…

  6. Alexandre Paim

    Na minha opinião, esse carro nasceu morto. Uma mistura de Gol, com demais carros do mercado. A fiat andou pra traz. Nem opção com teto solar tem na gama de opcionais.