
A partir de abril, escolher o automóvel pela economia de combustível poderá ser uma questão de etiqueta. A criação do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro), permite ao consumidor comparar modelos pela eficiência energética. Na prática, será possível saber qual carro gasta menos combustível, como ocorre há uma década no Japão e na União Européia e desde os anos 1970 nos Estados Unidos.
A etiqueta veicular seguirá o modelo usado em eletrodomésticos. Carros de uma mesma categoria (leia ao lado) vão receber conceitos de A até E, em grau decrescente, e terão o índice de rendimento do combustível em km/l aferido em laboratório. A classificação mudará anualmente, o que permite aos modelos melhorar o desempenho no período seguinte. “Como ocorreu com as geladeiras, isso vai estimular avanços tecnológicos na indústria”, diz o diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo.
A adesão das montadoras é voluntária e quem participar tem de inscrever 50% do seu portfólio. Se em princípio isso faz com que nem todos os modelos sejam avaliados, também deixa claro quais marcas dão mais valor à transparência de informações sobre seus produtos. As entidades que reúnem montadoras e importadoras de veículos apóiam o programa, mas a maioria não definiu sua estratégia de participação (veja abaixo). Quem saiu na frente são Kia e Honda: o coreano Picanto está confirmado, assim como Civic e Fit.
Como destacou o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, a iniciativa dá mais transparência à escolha de um automóvel. “O consumidor vai entender melhor quanto seu veículo consome, e aí tem um fator custo e outro indireto: quanto menos consome, mais eficiente é o veículo do ponto de vista ambiental”, afirma. Até março, será possível saber quais marcas pensam da mesma forma e levam a sério seu direito de fazer a melhor compra.




