
Para viabilizar o projeto, a primeira medida tomada pelo governo israelense foi criar incentivos fiscais para os carros menos nocivos ao meio ambiente. Já está em vigor uma espécie de "índice verde", que classifica os carros em uma escala de 0 a 100. Quanto menores as emissões, mais baratos os impostos. Até 2011, o grupo Renault-Nissan espera colocar nas ruas mais de 100 000 carros elétricos - como o Mégane da foto acima. Para estimular as vendas, será adotado um sistema semelhante ao usado em telefonia celular: os carros serão vendidos com preços subsidiados, e os usuários pagarão uma taxa mensal de quilometragem - assim como os minutos em um plano de telefonia.
Quem completa a parceria é a empresa Project Better Place ("projeto lugar melhor", numa tradução livre), do empresário Shai Agassi. A empresa fornecerá as baterias de íon-lítio, que darão aos carros uma autonomia de 200 quilômetros. Agassi ainda vai investir 200 milhões de dólares na construção de uma rede de mais de 500000 postos, onde os usuários poderão recarregar seus carros e trocar baterias. Israel, que tem uma frota de 2 milhões de carros (um terço da cidade de São Paulo), é considerado um ótimo lugar para testes com carros elétricos - estima-se que 90% dos motoristas dirijam menos de 70 quilômetros por dia e todos os grandes centros urbanos estão localizados a menos de 150 quilômetros entre si. Num país onde os recursos energéticos são limitados, a popularização dos carros elétricos é mais que bem-vinda - e o ambiente agradece.




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