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Opel Flextreme GT/E
Março 2010

Opel Flextreme GT/E

Conceito da subsidiária europeia da GM leva os sistemas híbridos do Chevrolet Volt para um modelo maior

Por Rodrigo Marques Barbosa | fotos: divulgação

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Sabe o Chevrolet Volt, que protagonizou a capa da edição de fevereiro de 2010 da QUATRO RODAS? Pense, agora, num carro maior, com 4,7 metros de comprimento, mas que conserva o mesmo conceito básico do Volt. Pronto. Você irá se deparar com o Opel Flextreme GT/E, uma das estrelas da Opel durante o Salão de Genebra.

Até hoje, a General Motors, de quem a Opel é uma subsidiária, apresentou apenas modelos compactos que levam sua tecnologia de motorização elétrica E-VER: além do Volt, também o Opel Ampera e o Cadillac Converj.

Um olhar mais atento à aerodinâmica do modelo, que possui dimensões mais avantajadas que as do Volt, além de suas grandes rodas de 21 polegadas, mostra que o desenho do Flextreme GT/E consegue manter um baixo coeficiente aerodinâmico, na casa de 0,22.

O projeto ainda leva a preocupação aerodinâmica para a parte traseira. Em velocidades acima de 50 km/h, painéis se abrem a partir das entradas de ar localizadas atrás das rodas traseiras (vejas nas fotos), de modo a canalizar o fluxo e minimizar a turbulência do ar. Outra providência para manter a leveza do modelo foi utilizar compostos de carbono na carroceria do veículo, além de alumínio na construção do chassi.

Alimentado por um motor elétrico que produz potência máxima de 120 kW e 370 Nm de torque, o Flextreme GT/E recebe ainda um motor de 1,4 litros e quatro cilindros, que opera como um gerador. Com isso, o veículo consegue rodar 59,5 quilômetros apenas com o uso das baterias, quando só então entra em cena o gerador, que passa a funcionar e fornecer eletricidade para o motor principal (elétrico). A partir daí, a autonomia do Flextreme GT/E chega a 500 quilômetros, o suficiente para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro e ainda rodar pela orla carioca.

Em termos de consumo e emissão de CO2, o modelo consegue rodar 100 quilômetros com apenas um litro de combustível, gerando menos de 40g de CO2 por quilômetro rodado.

O acesso à cabine é feito pela adoção de portas com dobradiças traseiras, uma evolução do conceito FlexDoors Opel da nova geração do monovolume Meriva. Para preservar o aspecto exterior limpo, todas as maçanetas são substituídas por sensores de luz. Estes acionam os trincos das portas que se abrem quando o motorista ou o passageiro cobrem o sensor com a mão.

Para reduzir a turbulência do ar, espelhos retrovisores também estão ausentes, tendo sido substituídos por pequenas câmeras instaladas nas colunas dianteiras.

Os vidros que cobrem o teto do modelo têm lucidez adaptável, permitindo que a luz solar aqueça o interior da cabine em dias frios, enquanto que em dias quentes servem apenas para filtrar a luz e o calor, diminuindo a temperatura interna e reduzindo o nível de luminosidade para os seus ocupantes.